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Inteligência artificial pode minimizar o custo energético das empresas?
Publicado 25/06/2026 • 22:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 25/06/2026 • 22:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Magnific
Líderes do Vale do Silício, de Elon Musk ao CEO da OpenAI, Sam Altman, têm destacado os efeitos deflacionários do avanço da I.A.
O avanço da inteligência artificial (I.A.) gera debates intensos no mercado corporativo sobre o consumo de eletricidade. Diante desse alto custo operacional, os gestores buscam entender se a própria tecnologia consegue atuar de forma inversa e ajudar a reduzir as despesas elétricas das empresas.
Além disso, o grande avanço da inteligência artificial torna a utilização da tecnologia avançada praticamente obrigatória entre as grandes empresas. A título de comparação, nos últimos meses, companhias de tecnologia e projetos voltados à I.A. se tornaram a principal busca entre investidores.
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A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta um avanço acelerado no consumo energético dos data centers. Em 2022, essas estruturas representavam entre 1% e 1,3% da demanda global de eletricidade. No entanto, a expectativa aponta que esse volume dobre em 2026, impulsionado principalmente pelo crescimento da inteligência artificial.
Nos Estados Unidos, a pressão sobre a rede elétrica também aumenta. Em 2023, os data centers responderam por 4,4% do consumo total de energia do país. Além disso, projeções indicam que essa participação pode triplicar até 2028 à medida que empresas ampliam investimentos em infraestrutura digital e processamento de I.A.
Apesar de depender diretamente da energia para funcionamento e resfriamento dos componentes, empresas nacionais buscam alternativas para que a própria tecnologia identifique formas de minimizar o consumo.
Entretanto, embora a ideia ainda seja diminuir o consumo, o projeto ainda corre junto com o avanço praticamente diário entre as grandes empresas de tecnologia.
Para Eduardo Miranda, CEO da TYR Energia, a eficiência energética ganhou um papel central nas estratégias corporativas e hoje influencia diretamente decisões de competitividade, custos e crescimento dos negócios.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com ele, “nos próximos anos, empresas que não utilizarem inteligência energética vão operar com uma desvantagem estrutural de custo. Eficiência energética hoje é também uma questão de competitividade.”
Além de reduzir o consumo de energia, um dos principais problemas em torno dos avanços da tecnologia, a ideia de utilizar a própria I.A. também pode servir como uma estratégia de protagonismo da tecnologia dentro do mercado.
De acordo com Pedro Bittencourt, CTO da TYR Energia, ”A I.A. deve se tornar uma camada de inteligência operacional do sistema elétrico, tomando decisões em tempo real sobre consumo, geração, armazenamento e custo da energia.”
A energytech carioca TYR Energia desenvolveu agentes de inteligência artificial capazes de analisar padrões de consumo energético, identificar ineficiências operacionais e recomendar ações para redução de custos e desperdícios em empresas.
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Embora a inteligência artificial tenha acelerado a transformação tecnológica nos últimos anos, outros segmentos também impulsionam a demanda por energia. O avanço dos veículos elétricos e da automação residencial ampliou o consumo de eletricidade e aumentou a procura por soluções mais eficientes. Ao mesmo tempo, consumidores e empresas buscam reduzir custos e otimizar o uso dos recursos energéticos.
Nesse cenário, a própria inteligência artificial surge como opção para o desafio. Com capacidade de analisar grandes volumes de dados em tempo real, a tecnologia pode identificar desperdícios, monitorar padrões de consumo e sugerir ajustes para aumentar a eficiência energética. Por isso, o uso da IA para reduzir gastos com energia tende a ganhar espaço entre as empresas que lideram o setor de tecnologia.
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