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Falha descoberta em arquivos de DNA pode colocar milhares de investigações em risco; entenda

Publicado 05/08/2026 • 06:30 | Atualizado há 5 dias

KEY POINTS

  • Um invasor com acesso aos sistemas do laboratório poderia modificar esses arquivos sem deixar sinais aparentes de adulteração.
  • Durante a pesquisa, um engenheiro especializado em bioinformática utilizou um assistente de I.A para criar um programa capaz de modificar arquivos de DNA.
  • Nos Estados Unidos, mais de 200 laboratórios utilizam sistemas semelhantes para análises relacionadas a investigações criminais, testes de paternidade e outros exames genéticos.

Foto: canva

Falha descoberta em arquivos de DNA pode colocar milhares de investigações em risco; entenda

Uma vulnerabilidade identificada por pesquisadores em sistemas usados por laboratórios forenses dos Estados Unidos acendeu um alerta sobre a segurança de arquivos digitais de DNA utilizados em investigações criminais.

O problema, divulgado nesta semana, pode afetar registros produzidos desde 1995 e permitir alterações nos arquivos sem que os programas de análise detectem qualquer indício de manipulação.

De acordo com o The Times of India, até o momento, não há evidências de que a brecha tenha sido explorada em casos reais, mas especialistas defendem mudanças urgentes para reforçar a proteção dos dados.

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Falha está nos arquivos digitais

A vulnerabilidade foi encontrada nos arquivos gerados após a análise laboratorial das amostras de DNA. Ou seja, o problema não envolve o material biológico coletado em cenas de crime, mas sim os registros digitais utilizados pelos peritos durante a comparação dos perfis genéticos.

Segundo os pesquisadores, um invasor com acesso aos sistemas do laboratório poderia modificar esses arquivos sem deixar sinais aparentes de adulteração. Isso significa que o documento alterado continuaria sendo interpretado como legítimo pelos softwares usados nas análises forenses.

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Os testes foram realizados com bases públicas de dados e mostraram que é possível combinar informações de diferentes perfis genéticos em um único arquivo sem que o sistema identifique qualquer alteração.

Inteligência artificial acelerou a demonstração

Os responsáveis pelo estudo afirmam que ferramentas de inteligência artificial facilitaram o desenvolvimento do código necessário para explorar a vulnerabilidade.

Durante a pesquisa, um engenheiro especializado em bioinformática utilizou um assistente de I.A para criar um programa capaz de modificar arquivos de DNA.

Em menos de uma hora, o código já conseguia alterar os registros digitais preservando informações que faziam o arquivo parecer original, inclusive indicando datas antigas de criação.

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Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que a exploração da falha exige conhecimento técnico e acesso aos computadores utilizados pelos laboratórios, seja de forma presencial ou remota.

Empresa lançou atualização de segurança

A vulnerabilidade foi comunicada à Thermo Fisher Scientific, fabricante de equipamentos e softwares amplamente utilizados em laboratórios forenses.

Após analisar o problema, a empresa disponibilizou uma atualização que adiciona assinaturas digitais aos arquivos de DNA. O recurso permite verificar se o conteúdo foi alterado após sua geração, aumentando a proteção contra modificações não autorizadas.

A companhia informou que não há registros conhecidos de exploração da falha e afirmou que trabalhou em conjunto com autoridades de segurança cibernética dos Estados Unidos para desenvolver a solução.

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Especialistas defendem mudanças no sistema forense

Para os pesquisadores, a descoberta revela que parte da infraestrutura tecnológica utilizada por laboratórios forenses não acompanhou a evolução das ameaças digitais.

Nos Estados Unidos, mais de 200 laboratórios utilizam sistemas semelhantes para análises relacionadas a investigações criminais, testes de paternidade e outros exames genéticos.

Segundo os especialistas, a adoção de mecanismos modernos de autenticação e verificação dos arquivos é essencial para preservar a confiabilidade das provas digitais.

Eles também destacam que ainda não existe uma forma confiável de verificar se arquivos produzidos ao longo das últimas décadas sofreram algum tipo de alteração.

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Os pesquisadores afirmam que ainda não há indícios de que processos judiciais tenham sido comprometidos pela vulnerabilidade. Mesmo assim, o caso chama atenção porque os arquivos de DNA costumam ser considerados uma das evidências mais confiáveis em investigações criminais.

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