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OpenAI, Google e Anthropic terão de seguir novas regras de I.A da Casa Branca
Publicado 05/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
OpenAI, Google e Anthropic terão de seguir novas regras de I.A da Casa Branca
OpenAI, Google e Anthropic estão entre as empresas que devem enfrentar maior supervisão do governo dos Estados Unidos com a nova estrutura de diretrizes para inteligência artificial (I.A) criada pela Casa Branca. A proposta estabelece um modelo de acompanhamento para ferramentas consideradas avançadas, especialmente aquelas com capacidade de atuar em áreas como cibersegurança e defesa contra ataques digitais.
Apesar do aumento da fiscalização, as novas medidas não determinam uma revisão obrigatória para todos os sistemas de inteligência artificial. De acordo com a estrutura discutida pelo governo americano, os testes terão caráter voluntário, mas empresas com modelos de ponta devem considerar a colaboração com autoridades antes do lançamento de novas tecnologias.
Isso ocorre porque, segundo o The Wall Street Journal, ferramentas desenvolvidas por companhias como OpenAI, Anthropic e Google estão entre as mais avançadas disponíveis atualmente. Dessa forma, a Casa Branca pretende avaliar possíveis riscos sem criar regras que reduzam o ritmo de inovação do setor.
Leia também: Executivo de IA da Microsoft recomenda que desenvolvedores utilizem o modelo mais avançado da OpenAI como padrão
Um dos principais pontos da nova diretriz envolve a diferença entre modelos fechados e modelos de peso aberto. Enquanto os sistemas proprietários são controlados pelas próprias empresas desenvolvedoras, os modelos abertos permitem que usuários baixem, executem e personalizem as ferramentas por conta própria.
Nesse primeiro momento, os modelos de peso aberto criados por empresas americanas não precisarão passar pelos mesmos testes previstos para sistemas fechados. A medida beneficia empresas como a Nvidia, que defende esse formato e argumenta que a abertura dos modelos acelera pesquisas e novas aplicações de inteligência artificial.
No entanto, essa exceção pode mudar no futuro. Segundo pessoas familiarizadas com as discussões, modelos abertos mais poderosos poderão entrar na avaliação caso apresentem riscos semelhantes aos sistemas proprietários.
Além disso, ainda existe uma dúvida sobre quais ferramentas serão classificadas como modelos de “capacidades de ponta”. A falta de uma definição totalmente clara pode gerar interpretações diferentes entre empresas de tecnologia e o próprio governo americano.
A decisão da Casa Branca acontece em um momento de preocupação crescente com o avanço dos sistemas de inteligência artificial. Nos últimos meses, empresas do setor relataram situações em que modelos apresentaram comportamentos inesperados durante fases de treinamento.
A OpenAI e a Anthropic, por exemplo, identificaram problemas relacionados ao comportamento de seus sistemas mais avançados. Esses episódios reforçaram o debate sobre a necessidade de criar mecanismos de segurança antes que novas ferramentas cheguem aos usuários.
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Siga o Times | CNBCLeia também: 17,6 mil ações automatizadas: o que aconteceu no ataque do agente de I.A. da OpenAI à Hugging Face
Além disso, o crescimento de modelos chineses de inteligência artificial aumentou a pressão sobre Washington. Algumas dessas ferramentas chegaram ao mercado com custos menores, ampliando a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China.
Por esse motivo, parte dos executivos americanos defende regras mais rígidas para garantir segurança. Ao mesmo tempo, líderes do setor alertam que uma regulamentação excessiva pode prejudicar a competitividade dos Estados Unidos na corrida global pela inteligência artificial.
O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos precisam encontrar um equilíbrio entre segurança e avanço tecnológico. Segundo ele, medidas muito restritivas poderiam fazer o país perder espaço para concorrentes internacionais.
Nesse cenário, a Casa Branca tenta criar uma política que permita o crescimento da inteligência artificial, mas com maior acompanhamento dos modelos capazes de gerar impactos relevantes na economia e na segurança digital.
Leia também: Participações em Anthropic e OpenAI distorcem resultados das Big Techs
Executivos como Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, afirmam apoiar uma participação maior dos governos no setor, desde que as regras sejam transparentes e aplicadas de maneira justa. Eles também defendem uma cooperação internacional para criar padrões de supervisão.
Por outro lado, críticos da proposta afirmam que compromissos voluntários podem não ser suficientes para controlar os riscos dos modelos mais avançados. Para esses especialistas, empresas menores podem acabar em vantagem ao não precisarem seguir os mesmos processos de avaliação.
Assim, a nova estrutura da Casa Branca representa mais uma tentativa dos Estados Unidos de acompanhar a evolução da inteligência artificial sem limitar o desenvolvimento de uma tecnologia considerada estratégica para o futuro econômico e tecnológico do país.
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