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CNBCSony eleva preços do PS5 em até R$ 786 e cita pressões da economia global

Tecnologia & Inovação

Pequim intervém em negócio da Meta e muda rota de startups chinesas de IA

Publicado 27/03/2026 • 19:23 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Aquisição da Manus pela Meta por US$ 2 bilhões provocou reação de Pequim e elevou incertezas no setor.
  • Modelo de migração para Singapura perde força após restrições a fundadores e revisão regulatória.
  • Startups e investidores reavaliam estratégias diante da escalada da disputa tecnológica entre EUA e China.
A intervenção do governo chinês na venda da startup de inteligência artificial Manus para a Meta alterou o cenário para empresas chinesas que buscavam expansão internacional, colocando em xeque estratégias usadas para atrair capital estrangeiro.

A intervenção do governo chinês na venda da startup de inteligência artificial Manus para a Meta alterou o cenário para empresas chinesas que buscavam expansão internacional, colocando em xeque estratégias usadas para atrair capital estrangeiro.

O acordo, fechado no fim do ano passado por cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões), havia sido visto como um marco para o modelo conhecido como “Singapore washing”, no qual companhias transferem operações para Singapura com o objetivo de reduzir pressões regulatórias de Pequim e Washington.

Pouco depois, no entanto, autoridades chinesas iniciaram uma revisão do negócio, investigando possíveis violações relacionadas à exportação de tecnologia e investimentos no exterior, além de impedir que os cofundadores Xiao Hong e Ji Yichao deixassem o país.

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A medida gerou forte reação entre fundadores e investidores, que passaram a questionar a eficácia das estruturas offshore diante do aumento da vigilância regulatória.

Estratégia em xeque

Para especialistas, o episódio marca uma inflexão relevante. “O caminho seguido pela Manus não deve mais ser adotado”, afirmou Wayne Shiong, investidor de venture capital baseado no Vale do Silício.

Segundo ele, cresce a tendência de empreendedores optarem por fundar empresas fora da China desde o início, evitando mudanças estruturais no meio do crescimento.

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A disputa tecnológica entre Estados Unidos e China tem ampliado a pressão sobre o setor, indo além do acesso a chips avançados e alcançando também o fluxo de talentos e propriedade intelectual.

O advogado Yuan Cao avalia que transferir ativos desenvolvidos na China para estruturas estrangeiras representa um alerta para o governo, que tende a intensificar a fiscalização.

Já o consultor Matthias Hendrichs ressalta que apenas registrar uma empresa fora do país não é suficiente. “É preciso transferir equipes, clientes e até investidores para que a estrutura seja efetiva”, afirmou.

Cenário incerto

O caso também acendeu um sinal de alerta entre investidores que apostavam que estruturas internacionais protegeriam startups da influência chinesa.

Segundo Alex Ma, da Alpha Omega Holdings, as autoridades podem ir além da fachada jurídica e investigar a origem da tecnologia, dos dados e das equipes, mesmo quando a empresa está formalmente sediada no exterior.

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Ainda não está claro quais serão os próximos passos do governo chinês, nem se poderá haver uma revisão ou reversão do negócio com a Meta.

Enquanto isso, a operação seguiu adiante, com mais de 100 funcionários da Manus transferidos para o escritório da Meta em Singapura.

A própria Meta afirmou que a transação cumpre as leis aplicáveis e que espera uma resolução adequada da investigação.

Mesmo para empresas criadas fora da China desde o início, a situação adiciona uma nova camada de incerteza, especialmente em temas como terceirização de atividades para equipes baseadas no país, prática comum entre startups de tecnologia.

Diante desse ambiente, empreendedores avaliam que a clareza regulatória só surge quando casos ganham visibilidade suficiente. “Você nunca sabe até crescer o suficiente”, afirmou Allen Wang, fundador de uma startup de IA em Singapura.

O episódio reforça como a disputa global por liderança em inteligência artificial tem ampliado não apenas a competição tecnológica, mas também os riscos regulatórios para empresas que operam entre diferentes jurisdições.

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