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QUANTUM: Risco ao emprego está na inércia diante da inteligência artificial, avalia Walter Longo

Publicado 04/09/2026 • 18:29 | Atualizado há 1 uma semana

KEY POINTS

  • Especialista afirma no QUANTUM que a falta de adaptação à inteligência artificial ameaça mais o emprego do que a própria tecnologia.
  • Walter Longo avalia que pequenas empresas e profissionais acima de 50 anos podem ganhar espaço com ferramentas de IA.
  • Para Longo, automação deve liberar tempo para relações humanas, mas ferramentas de IA não devem substituir a terapia.

O maior risco para os profissionais diante da inteligência artificial é permanecer inerte, afirmou o especialista em inovação e transformação digital Walter Longo, durante o programa QUANTUM, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ele, a tecnologia deve ampliar a capacidade de trabalho, mas exige uma mudança de postura de quem pretende acompanhar sua evolução.

“Alguém usando IA pode tirar o seu emprego, sim”, disse Longo, ao defender que a integração entre pessoas e máquinas será um processo de adição, e não simplesmente de substituição. “O que arrisca empregos é a nossa inércia perante a chegada da IA”, afirmou.

Longo comparou a chegada da inteligência artificial a um “tsunami”, pela combinação de abrangência, impacto e velocidade. Segundo ele, a resposta adequada não é o medo, mas a preparação: “Preocupados não. Atentos, sim.” O especialista afirmou que utiliza cerca de duas dezenas de ferramentas no cotidiano e defendeu que cada profissional busque aplicações para suas próprias atividades.

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Pequenas empresas e profissionais experientes

Na avaliação de Longo, a inteligência artificial também pode reduzir a distância competitiva entre empresas de tamanhos diferentes. Ele citou o exemplo de uma agência com três funcionários capaz de competir com outra de 50, graças aos ganhos de produtividade proporcionados pelas ferramentas.

Para o especialista, as empresas menores tendem a avançar mais rapidamente na adoção da tecnologia, enquanto organizações maiores precisam lidar com estruturas de governança, riscos e proteção de dados. “As empresas pequenas estão numa verdadeira corrida do ouro para a inteligência artificial e as suas ferramentas”, afirmou.

Longo também sustentou que profissionais acima dos 50 anos podem se beneficiar da experiência acumulada, especialmente pela capacidade de formular pedidos precisos aos sistemas. Segundo ele, bagagem, conteúdo e extensão vocabular ajudam a obter resultados melhores com IA.

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Mais produtividade e valorização das relações humanas

O especialista identificou três aplicações centrais da inteligência artificial no trabalho: melhorar decisões com base em dados, aumentar a eficiência operacional e aprimorar a experiência dos clientes. Em sua rotina, relatou conseguir executar em cerca de 15 minutos atividades que antes consumiam quatro horas.

Longo argumentou que, ao assumir tarefas repetitivas e burocráticas, a tecnologia pode liberar tempo para a criatividade, a atenção e a escuta. “A IA, ela não está chegando para tirar empregos, e sim para devolver a nossa humanidade”, afirmou. Para ele, quando o acesso às ferramentas se tornar abundante, a diferenciação entre empresas dependerá cada vez mais de fatores humanos.

Limites da IA no campo emocional

Apesar da visão favorável ao uso da tecnologia, Longo fez uma ressalva sobre o recurso a sistemas de IA como substitutos da terapia. “Não, eu não fiz e não recomendo que se faça”, respondeu ao ser questionado sobre essa prática. Segundo ele, as ferramentas tendem a oferecer respostas agradáveis, o que nem sempre corresponde ao que uma pessoa precisa ouvir.

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“Nós não deveríamos dividir nossos sentimentos mais profundos com a IA, pelo menos por enquanto ainda”, disse. Ao encerrar a discussão, Longo defendeu que a adaptação depende de protagonismo individual: “O futuro, Vivi, não é o lugar para onde a gente está indo. Ele é um lugar que nós estamos ajudando a construir.”

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