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Tokenização ganha escala e XDC projeta R$ 7,5 bilhão em emissões até 2028

Publicado 13/10/2026 • 17:23 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • A XDC Network e a Liqi Digital Assets ampliaram para US$ 1,5 bilhão a meta de novas emissões tokenizadas até 2028.
  • Parceria cumpriu o compromisso inicial de US$ 500 milhões nove meses antes do prazo e reúne R$ 4,3 bilhões em ativos.
  • Executivo vê bancos avançando além dos testes e aponta imóveis fracionados como uma das próximas aplicações da tecnologia.

A tokenização de ativos já deixou a fase experimental no mercado financeiro brasileiro, avaliou Diego Consimo, gerente-geral da XDC Network no Brasil e líder da operação na América Latina, em entrevista nesta terça-feira (13) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. A companhia renovou sua parceria com a Liqi Digital Assets e estabeleceu a meta de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,515 bilhões) em novas emissões até 2028.

O novo compromisso se soma aos US$ 500 milhões (R$ 2,505 bilhões) do contrato original, cumprido em 15 meses, nove antes do prazo. A rede reúne atualmente R$ 4,3 bilhões em ativos tokenizados, distribuídos em 386 séries e 60 patrimônios, com operações de crédito originadas por instituições como Itaú BBA, Banco BV, Banco ABC Brasil e Creditas.

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Para Consimo, a adesão de grandes instituições é resultado dos ganhos de eficiência e redução de custos. A tecnologia registra ativos do mundo real em blockchain e permite automatizar tarefas de administração, pagamentos e liquidação por meio de contratos inteligentes.

Bancos passam dos pilotos à escala

“Nós já passamos da fase da experimentação do mercado”, afirmou o executivo. Ele citou emissões realizadas por Itaú BBA, Creditas, Banco BV, Banco ABC e Mercantil como sinal de que a tokenização começa a integrar a rotina das instituições financeiras.

Na avaliação de Consimo, a programação dos chamados contratos inteligentes substitui parte das conferências manuais entre bancos e fundos. “O mercado entendeu que isso funciona, nós precisamos absorver e escalar”, ressaltou.

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O executivo também mencionou uma parceria com a Vert Capital, cuja meta é alcançar US$ 1 bilhão (R$ 5,01 bilhões) em emissões até 2028. Segundo ele, a expectativa de expansão permanece mesmo diante das mudanças políticas previstas para o período.

Drex e imóveis no horizonte

Questionado sobre o Drex, Consimo ponderou que o projeto do Banco Central estimulou bancos a testar blockchain e contratos inteligentes, mesmo com as incertezas sobre o lançamento de uma moeda digital emitida pela autoridade monetária. Ele considera possível que instituições avancem com suas próprias stablecoins para transações tokenizadas.

Uma aplicação futura, segundo o executivo, seria o fracionamento digital de imóveis para garantir operações de crédito. Nesse modelo, o proprietário poderia oferecer apenas uma parcela do valor do bem como garantia, em vez de comprometer o imóvel inteiro.

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Consimo reconheceu, porém, que essa possibilidade ainda enfrenta obstáculos de integração entre sistemas e registros públicos. Para ele, superar essas limitações será importante para levar os benefícios da tokenização para além dos instrumentos financeiros já utilizados por bancos e securitizadoras.

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