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Vale tem melhor produção de minério de ferro para um segundo trimestre em 8 anos

Publicado 21/07/2026 • 22:22 | Atualizado há 7 horas

KEY POINTS

  • Produção de minério de ferro chegou a 84,3 milhões de toneladas, alta de 0,8% em um ano e de 20,9% em relação ao primeiro trimestre.
  • Resultado foi impulsionado pelo recorde do S11D, maior complexo de minério de ferro da Vale, e pelo aumento gradual da produção em Capanema e na usina VGR1.
  • Vendas avançaram 3,1%, para 79,7 milhões de toneladas, com apoio da maior produção e da redução de estoques acumulados.

A Vale produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro no segundo trimestre de 2026, o melhor resultado da companhia para o período desde 2018. O volume ficou 0,8% acima do registrado um ano antes e avançou 20,9% na comparação com os três primeiros meses deste ano.

O desempenho foi sustentado pela produção recorde do S11D, maior complexo de minério de ferro da Vale, localizado em Canaã dos Carajás (PA), e pelos volumes adicionais de Capanema e da VGR1 — a Usina 1 do Complexo Vargem Grande, em Minas Gerais, que ainda passa por aumento gradual da produção. As vendas acompanharam o movimento e chegaram a 79,7 milhões de toneladas, alta anual de 3,1%, segundo relatório divulgado pela mineradora nesta terça-feira (21).

No acumulado do primeiro semestre, a Vale produziu 153,9 milhões de toneladas de minério de ferro, crescimento de 1,8% sobre o mesmo período de 2025. A companhia manteve a projeção de produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas ao longo de 2026.

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S11D bate recorde para o período

A produção do S11D atingiu 23,4 milhões de toneladas, aumento de 11,9% em um ano e o maior volume já registrado pela operação em um segundo trimestre. O avanço compensou parte da queda em Serra Norte e Serra Leste, onde a menor disponibilidade de minério bruto já era esperada pela companhia.

Com isso, o Sistema Norte produziu 39,6 milhões de toneladas no trimestre, recuo de 4% sobre o ano anterior.

O principal crescimento veio do Sistema Sudeste, cuja produção avançou 15,6%, para 24,3 milhões de toneladas. A Vale atribuiu o resultado ao aumento dos volumes de Capanema, à maior produtividade em Alegria e à retomada de Água Limpa, que voltou a produzir em junho de 2025.

Só o conjunto formado por Capanema, Timbopeba e outras operações da região de Mariana produziu 9,9 milhões de toneladas, alta de 41,5% na comparação anual.

Já o Sistema Sul apresentou queda de 7,7%, para 12,1 milhões de toneladas, pressionado pela paralisação integral das operações de Fábrica e Viga desde janeiro. O impacto foi parcialmente compensado pela expansão de Vargem Grande, beneficiada pelo avanço da nova planta VGR1.

Os projetos Serra Sul +20 e Britador de Compactos continuam em implantação e devem começar a operar no segundo semestre. Segundo a Vale, as estruturas devem ampliar a flexibilidade do Sistema Norte e contribuir mais diretamente para a produção a partir de 2027.

Vendas crescem com redução de estoques

As vendas de minério de ferro aumentaram em 2,4 milhões de toneladas ante o segundo trimestre do ano passado. Além da maior produção, a Vale recorreu a estoques formados em períodos anteriores para elevar os embarques.

As vendas de finos somaram 69,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,4%, enquanto as de pelotas avançaram 3,5%, para 7,7 milhões de toneladas. As vendas de minério bruto, conhecido pela sigla ROM, caíram 6%, para pouco mais de 2 milhões de toneladas.

O preço médio realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, alta de 11,6% na comparação anual, mas 0,8% abaixo do primeiro trimestre. Já o preço das pelotas subiu 2,2% em um ano e 2,4% no trimestre, para US$ 137 por tonelada.

Guerra no Oriente Médio afeta produção de pelotas

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Apesar da melhora no minério, a produção de pelotas de ferro caiu 7% no segundo trimestre, para 7,3 milhões de toneladas.

O resultado foi afetado principalmente pela suspensão temporária das plantas de pelotização da Vale em Omã, diante do agravamento do conflito no Oriente Médio e das restrições logísticas na região.

As unidades de Omã produziram apenas 200 mil toneladas no trimestre, queda de 88,5% em um ano. A operação foi parcialmente retomada no fim de junho.

Durante a paralisação, o minério que seria enviado ao país foi redirecionado para as plantas de Tubarão, no Espírito Santo, e para a venda de finos. A Vale manteve a projeção anual de 30 milhões a 34 milhões de toneladas de aglomerados de minério de ferro, categoria que inclui pelotas e briquetes.

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Produção de cobre sobe 6%

A produção de cobre da Vale alcançou 98,4 mil toneladas, alta de 6,3% em um ano e o melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2017.

Os ativos brasileiros foram os principais responsáveis pelo avanço. Salobo produziu 52,4 mil toneladas, recorde para o período, enquanto Sossego elevou o volume em 26,3%, para 25,9 mil toneladas.

A Vale acelerou as operações em Sossego antes de uma reforma programada de 110 dias no moinho SAG, com início previsto para agosto. A intervenção substituirá componentes mecânicos e elétricos e faz parte do plano para ampliar a capacidade de processamento do ativo.

No semestre, a produção de cobre chegou a 200,7 mil toneladas, 9,4% acima do ano anterior. O guidance de 2026 permanece entre 350 mil e 380 mil toneladas.

Onça Puma impulsiona níquel

A produção de níquel cresceu 4,2%, para 42 mil toneladas, o melhor resultado da Vale para um segundo trimestre desde 2020.

Onça Puma, no Pará, praticamente dobrou a produção, que passou de 4,8 mil para 9,4 mil toneladas após a entrada do segundo forno. O crescimento ajudou a compensar os efeitos das manutenções programadas nas operações de Sudbury, no Canadá.

As vendas de níquel avançaram 7,2%, para 44,4 mil toneladas, ficando acima da produção com a utilização de estoques durante as paradas de manutenção. No acumulado do ano, a produção subiu 8,4%, para 91,3 mil toneladas.

A Vale também manteve a projeção de produzir entre 175 mil e 200 mil toneladas de níquel em 2026.

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