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Publicado 02/06/2026 • 15:40 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: Divulgação/internet
A primeira aposta da Berkshire sem Buffett foi uma construtora o que isso revela sobre o mercado dos EUA
A Berkshire Hathaway realizou um dos primeiros grandes movimentos da era pós-Warren Buffet e escolheu justamente o setor imobiliário para investir bilhões de dólares. A decisão chamou atenção do mercado porque acontece em um momento de juros elevados e desafios para a compra de imóveis nos Estados Unidos.
Ainda assim, o conglomerado liderado por Greg Abel sinalizou confiança na recuperação da demanda por moradias. O negócio também mostra como a empresa enxerga oportunidades em um setor que enfrentou anos de desaceleração.
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A Berkshire Hathaway anunciou a compra da construtora Taylor Morrison Home em uma operação avaliada em US$ 6,8 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões na cotação atual).
A empresa oferecerá US$ 72,50 por ação em dinheiro. O valor representa um prêmio de 24% sobre o preço de fechamento registrado em 29 de maio.
Além disso, a negociação avalia a companhia em aproximadamente US$ 8,5 bilhões quando consideradas as dívidas. A expectativa é concluir a operação durante o segundo semestre de 2026.
A aquisição da construtora pode indicar que a Berkshire acredita em uma retomada do mercado habitacional americano. Nos últimos anos, taxas de hipoteca elevadas e dificuldades de acesso ao crédito reduziram a atividade do setor.
Mesmo assim, a companhia vê espaço para crescimento apoiada pela demanda por moradias. Para analistas o investimento representa uma aposta na virada do ciclo imobiliário dos Estados Unidos após um período de queda.
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A compra também amplia a participação da Berkshire no segmento habitacional. O conglomerado já controla a Clayton Homes uma das maiores fabricantes de casas pré-fabricadas dos Estados Unidos.
Além disso, a companhia possui empresas de materiais de construção e a rede imobiliária Berkshire Hathaway HomeServices. Mesmo com o valor bilionário, a aquisição é considerada pequena para os padrões da empresa que mantém caixa próximo de US$ 400 bilhões (aproximadamente R$ 2 bilhões na cotação atual).
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