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Entenda como Copa de 2026 pode inaugurar nova era tecnológica no esporte global

Publicado 10/06/2026 • 14:03 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Uso de arbitragem automatizada, inteligência artificial, análise em tempo real e experiências multitela deve transformar a relação entre torcedores, competições e patrocinadores.
  • Segundo Gui Zanoni, a Fifa busca tornar a Copa de 2026 a mais tecnológica da história para ampliar o engajamento das novas gerações e recuperar audiência.
  • Especialista acredita que os avanços testados no Mundial devem influenciar Olimpíadas, grandes eventos esportivos, festivais e a indústria global do entretenimento.

A Copa do Mundo de 2026 pode representar o início de uma nova arquitetura tecnológica para o esporte global, afirma Gui Zanoni, especialista em inteligência artificial e tecnologia. Com arbitragem automatizada, jogadores escaneados em 3D, análise tática baseada em IA e estádios operados por sistemas inteligentes, o torneio servirá como vitrine para uma série de inovações que prometem transformar a experiência dentro e fora dos gramados.

Para Zanoni, a decisão da Fifa de adotar um conjunto tão amplo de tecnologias não está relacionada apenas ao aperfeiçoamento da arbitragem ou da dinâmica de jogo. “A Fifa está fazendo um movimento muito interessante de tentar trazer a interação e a interatividade do futebol de volta às gerações mais novas, de uma forma mais tecnológica e mais informativa”, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quarta-feira (10)

Segundo o especialista, a entidade busca responder a mudanças no comportamento do público. “O futebol vem perdendo audiência nos últimos anos por causa da economia da atenção, das redes sociais e da mudança de hábitos das novas gerações”, disse.

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Jogo mais justo

Embora a Copa de 2026 seja a maior já realizada, com três países-sede e mais de 100 partidas, Zanoni acredita que as tecnologias escolhidas já passaram por testes suficientes para serem utilizadas em larga escala.

A expectativa é que tudo isso tenha sido validado em vários momentos prévios e que a tecnologia funcione como suporte para o jogo, sem substituir a emoção que acontece dentro das quatro linhas”, afirmou.

Uma das principais novidades será a utilização de modelos tridimensionais dos próprios atletas para auxiliar decisões de arbitragem. “Até hoje o impedimento era analisado com avatares padronizados. Agora será utilizado o biotipo real de cada jogador, escaneado previamente em 3D”, explicou.

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Segundo ele, a mudança amplia a precisão das análises e fortalece a busca por um ambiente mais equilibrado. “O que a Fifa procura é um fair game, um jogo cada vez mais justo”, destacou.

IA em campo

A inteligência artificial também terá papel central na interpretação das informações geradas durante as partidas.

De acordo com Zanoni, a bola oficial será capaz de registrar mais de 1.200 estatísticas por jogo, enquanto sensores, câmeras e sistemas embarcados fornecerão dados contínuos sobre movimentação, posicionamento e dinâmica das equipes. “A IA será o motor que vai consumir, digerir e apresentar milhares ou milhões de dados em tempo real”, afirmou.

O especialista também destacou o uso de recursos tecnológicos pelos árbitros. “O árbitro terá equipamentos auditivos, câmeras e sistemas que poderão fornecer alertas sobre situações que eventualmente passem despercebidas durante a partida”, disse.

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Experiência multitela

Para Zanoni, uma das transformações mais relevantes estará na forma como o público acompanhará os jogos. “Essa será uma Copa essencialmente multitela”, afirmou. Segundo ele, além da transmissão tradicional, os torcedores terão acesso a aplicativos e plataformas digitais com recursos personalizados de visualização, estatísticas e interação.

A FIFA já anunciou ferramentas que permitirão ao usuário escolher ângulos de câmera, opções de áudio e diferentes formas de acompanhar as partidas. “As novas gerações já consomem conteúdo dessa maneira. A televisão estará ligada, mas o celular também estará na mão do torcedor durante o jogo”, explicou.

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Negócios e legado

Na avaliação do especialista, a revolução tecnológica da Copa também abre novas oportunidades para patrocinadores, plataformas digitais e investidores. “Cada nova tela se transforma em um novo canal de relacionamento entre marcas e consumidores”, afirmou.

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Segundo Zanoni, o aumento da interatividade amplia as possibilidades de monetização do evento e reforça a expectativa da Fifa de realizar não apenas a maior Copa em número de partidas, mas também a maior em arrecadação.

Para ele, o impacto deve ultrapassar os limites do futebol. “O grande legado dessa Copa pode estar justamente no que vem depois dela. Olimpíadas, festivais, grandes shows e eventos globais vão beber dessa fonte”, disse.

O especialista acredita que o torneio servirá como laboratório para tendências que deverão ser incorporadas progressivamente ao entretenimento mundial. “A Copa do Mundo sempre criou tendências para os grandes eventos. Eu não tenho dúvida de que isso vai acontecer novamente, inclusive na área de negócios e entretenimento”, concluiu.

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