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Publicado 10/06/2026 • 14:00 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Canva
Como a Copa do Mundo está redesenhando o mercado de turismo na América do Norte
A Copa do Mundo de 2026, marcada para começar nesta semana em cidades dos Estados Unidos, Canadá e México, já mostra, nos primeiros indicadores do setor turístico, uma mudança importante no comportamento dos viajantes.
Embora os Estados Unidos recebam a maior parte das partidas do torneio, cidades canadenses e mexicanas vêm registrando níveis mais altos de ocupação hoteleira, impulsionadas por custos mais acessíveis, facilidade de deslocamento e forte presença de torcedores internacionais.
Os números do setor de hospedagem mostram que Vancouver e Guadalajara lideram as reservas entre as cidades-sede do Mundial. Toronto, Cidade do México e Monterrey também apresentam desempenho superior ao de grande parte dos destinos americanos.
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Entre as cidades dos Estados Unidos analisadas, apenas São Francisco conseguiu superar a marca de 40% de ocupação hoteleira antecipada, de acordo com o The Wall Street Journal.
Muitos visitantes optaram por concentrar sua experiência da Copa em localidades onde os gastos com hospedagem, alimentação e transporte são mais baixos.
O movimento reforça uma tendência observada nos últimos anos: grandes eventos esportivos já não beneficiam apenas a cidade que recebe os jogos, mas toda a região ao redor, criando uma disputa cada vez maior pela atenção dos turistas.
O custo da viagem aparece como um dos principais elementos por trás da escolha dos visitantes. Os ingressos para algumas partidas nos Estados Unidos atingiram valores recordes, especialmente para a final do torneio.
Além dos bilhetes, despesas com hotéis e deslocamentos também pesam no orçamento dos torcedores. Em diversas cidades americanas, as diárias e os custos de transporte superam com folga os valores encontrados em destinos mexicanos.
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No mercado de aluguel por temporada, a diferença é ainda mais evidente. Enquanto algumas cidades dos Estados Unidos registram diárias próximas de US$ 300, muitas propriedades localizadas no México permanecem na faixa de US$ 100 por noite.
Essa situação favorece turistas que pretendem acompanhar mais de um jogo ou prolongar a permanência durante o campeonato.
Outro aspecto que vem influenciando as decisões de viagem é a facilidade de circulação nas cidades-sede.
Toronto, por exemplo, aposta em uma rede de transporte público integrada e com tarifas mantidas nos níveis habituais durante o torneio.
A estratégia busca facilitar o acesso ao estádio sem aumentar significativamente os custos para moradores e visitantes.
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Em alguns mercados americanos, por outro lado, o valor do transporte para os dias de jogo gerou críticas entre torcedores, aumentando a percepção de que acompanhar a competição pode exigir um investimento maior.
A experiência completa da viagem passou a ser tão importante quanto a partida em si, tornando a mobilidade urbana um diferencial competitivo para os destinos turísticos.
Especialistas do setor apontam que fatores além do preço ajudam a explicar o desempenho das reservas.
As discussões sobre políticas migratórias e processos de entrada nos Estados Unidos fizeram parte das preocupações de alguns viajantes internacionais nos meses que antecederam a competição. O tema ganhou relevância principalmente entre torcedores que planejavam viagens de longa distância.
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Como resultado, parte do público estrangeiro optou por concentrar sua estadia em cidades canadenses e mexicanas, utilizando esses destinos como base para acompanhar o torneio.
As cidades-sede realizaram investimentos expressivos para receber o maior evento esportivo do planeta. Os recursos foram direcionados para segurança, melhorias urbanas, transporte, infraestrutura dos estádios e ações de promoção turística.
Mesmo com reservas abaixo do esperado em algumas localidades americanas, o setor hoteleiro ainda acredita na força das compras de última hora.
Historicamente, uma parcela significativa dos viajantes decide fechar hospedagem poucos dias antes das partidas.
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Hotéis em diversos mercados dos Estados Unidos já registram aumento nas tarifas médias durante o período da Copa, demonstrando que a competição continua gerando oportunidades para o setor.
A Copa do Mundo de 2026 mostra que o turismo esportivo na América do Norte está se tornando mais integrado. Em vez de concentrar visitantes apenas nas cidades que recebem os principais jogos, o torneio vem distribuindo benefícios entre diferentes mercados da região.
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Canadá e México aparecem como grandes vencedores desse movimento inicial, atraindo torcedores em busca de experiências mais acessíveis e práticas nesta Copa do Mundo de 2026 Para os Estados Unidos, o desafio passa a ser converter o enorme interesse pelo campeonato em permanências mais longas e maior consumo turístico.
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