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A Copa mais lucrativa da história? FIFA aposta alto no Mundial de 2026 nos EUA
Publicado 01/01/2026 • 19:15 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 01/01/2026 • 19:15 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Foto: reprodução REUTERS/Jonathan Ernst
A Copa do Mundo de 2026 será a 23ª edição do torneio e a primeira com 48 seleções, ante as 32 das edições anteriores. Dos 104 jogos previstos, 78 serão disputados em estádios dos Estados Unidos, país que concentra as maiores arenas, a maior capacidade de consumo e a infraestrutura voltada a eventos corporativos.
A FIFA estima receita total de US$ 8,9 bilhões em 2026, cerca de 50% acima do valor registrado na Copa do Catar, em 2022.
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Aproximadamente um terço desse montante deve vir diretamente de direitos de hospedagem, venda de ingressos e pacotes de hospitalidade, algo em torno de US$ 3 bilhões, mais do que o triplo do arrecadado no último Mundial.
Segundo a matéria publicada na Reuters, a aposta da entidade se apoia em fatores objetivos. Onze estádios americanos têm capacidade superior a 60 mil lugares, enquanto no Catar apenas dois dos oito palcos atingiam esse patamar.
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Além disso, as arenas nos Estados Unidos são tradicionalmente adaptadas à venda de camarotes, experiências premium e ações corporativas de alto valor.
Outro pilar da estratégia é o público doméstico, os Estados Unidos, ao lado de Canadá e México, concentram um mercado numeroso e com alto poder aquisitivo.
Segundo a própria FIFA, até o fim de novembro de 2025 cerca de 2 milhões de ingressos já haviam sido vendidos em fases iniciais, com torcedores dos três países-sede liderando as compras.
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Esse interesse local é visto como essencial para reduzir a dependência de turistas internacionais, historicamente responsáveis por grande parte da ocupação dos estádios em Copas anteriores.
Apesar do otimismo, os números mostram que o desafio é grande, com base na capacidade total dos estádios e no calendário divulgado, haverá cerca de 7,1 milhões de assentos disponíveis ao longo do torneio.
Mesmo com vendas fortes no início, ainda há um longo caminho para evitar imagens de arquibancadas parcialmente vazias, algo sensível para a FIFA tanto do ponto de vista comercial quanto simbólico.
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A ocupação dependerá não apenas do interesse esportivo, mas também da facilidade de deslocamento, preços de ingressos e da presença de torcedores estrangeiros, tradicionalmente mais dispostos a viajar longas distâncias para acompanhar suas seleções.
É nesse ponto que entra a maior ressalva do projeto, o Mundial ocorrerá sob um ambiente político marcado pela postura mais rígida do presidente Donald Trump em relação à imigração e às fronteiras.
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Siga o Times | CNBCEm junho de 2025, o governo americano impôs uma proibição de viagens que incluiu 12 países, entre eles Irã e Haiti, já classificados para a Copa do Mundo.
Na época, houve a possibilidade de ampliação da lista para até 36 países, o que acabou não se concretizando, mas a incerteza permaneceu.
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A dúvida sobre a entrada de torcedores estrangeiros pode afetar decisões de compra de ingressos e pacotes turísticos, especialmente em mercados fora da América do Norte.
Pessoas envolvidas na organização afirmam que a FIFA mantém diálogo com autoridades americanas para facilitar a emissão de vistos durante o período do torneio.
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Ainda assim, o risco de situações em que portadores de ingressos não consigam entrar nos Estados Unidos é visto como um fator de desgaste potencial para a entidade.
Além da política migratória, há preocupações com a infraestrutura urbana, estudos independentes apontam cobertura irregular de transporte público, como trens e ônibus, em algumas das principais cidades-sede americanas.
Isso pode dificultar o deslocamento de torcedores entre estádios, zonas turísticas e aeroportos, sobretudo em dias de jogos simultâneos.
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Somam-se a isso declarações de Trump sobre a possibilidade de transferir partidas de cidades consideradas inseguras, o que aumentaria o risco de alterações de última hora no calendário e nos locais dos jogos.
Mudanças desse tipo, motivadas por decisões políticas, tendem a gerar custos adicionais e frustração para visitantes.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, mantém uma relação próxima com Trump e aposta que esse canal ajudará a mitigar conflitos e garantir o sucesso do evento. Internamente, a avaliação é que o potencial financeiro do Mundial de 2026 supera os riscos.
Ainda assim, o cálculo é claro, se tudo correr como planejado, a Copa pode entrar para a história como a mais lucrativa já realizada.
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Se problemas políticos, logísticos ou de acesso se materializarem, a conta reputacional e operacional da Copa do Mundo 2026, ficará com a própria FIFA, que assumiu o risco ao apostar alto no modelo americano.
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