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Além de performance, reputação e autenticidade definem valor comercial de atletas, diz CEO da ADSports Thiciana Simão
Publicado 02/11/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/11/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O desempenho esportivo e o tamanho da audiência deixaram de ser suficientes para determinar o valor comercial de um atleta. Reputação, autenticidade, confiança e capacidade de criar uma conexão real com os fãs ganharam peso nas decisões das marcas. A avaliação é de Thiciana Simão, CEO e cofundadora da ADSports, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo a executiva, o alcance continua sendo relevante, mas precisa ser analisado em conjunto com uma série de outros atributos.
“A primeira coisa que a gente pensa é no alcance, na audiência que esse atleta tem. Mas a gente precisa lembrar que, além desse alcance, dessa relevância esportiva, ele tem que ter uma reputação muito boa”, afirmou.
Para Thiciana, a capacidade de transformar audiência em engajamento é especialmente importante para empresas que associam sua imagem a atletas.
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“Um fator fundamental é a conexão que esse atleta faz com o público dele”, disse.
A executiva afirmou que atletas precisam ser tratados cada vez mais como marcas próprias, principalmente diante da exposição permanente proporcionada pelas redes sociais.
“O atleta é uma construção de marca. Cada atleta acaba sendo a sua própria marca, construindo a sua própria marca”, afirmou.
Isso significa que seguidores e alcance representam apenas uma parte da avaliação feita por patrocinadores.
“O número de seguidores é uma mensuração, uma métrica, mas a gente acaba tendo vários outros fatores que têm que ser analisados”, disse. Entre eles estão engajamento, reputação e confiança.
Segundo Thiciana, quando uma empresa escolhe um atleta como embaixador, passa também a associar seus próprios valores à imagem daquele profissional.
“Os valores daquele atleta precisam ser parecidos com os valores da marca”, afirmou.
Thiciana apontou ainda a autenticidade como um dos principais ativos na construção da relação entre atletas, fãs e patrocinadores.
Em um ambiente com grande volume de conteúdo, segundo ela, mensagens percebidas como artificiais podem reduzir a capacidade de conexão.
“Os conteúdos precisam ser genuínos. Porque, senão, o poder de mobilização e a confiança não são passados”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCA executiva também disse que o aumento da polarização e da cobrança por posicionamentos públicos não significa que atletas devam necessariamente evitar manifestações.
Para ela, o mais importante é manter coerência com os próprios valores.
“Eu não diria para ele não se posicionar, porque entendo que hoje um dos fatores mais decisivos para o público, de fato, é a conexão verdadeira”, disse.
Thiciana ponderou, porém, que atletas devem evitar “polêmicas desnecessárias”.
Ao comentar o ranking de atletas comercializáveis apresentado durante o programa, Thiciana afirmou que o potencial comercial não é definido exclusivamente pelo desempenho dentro das competições.
Ela citou a tenista Aryna Sabalenka como exemplo de atleta que combina desempenho, personalidade e capacidade de se conectar com diferentes segmentos de consumidores.
“Ela consegue, de fato, criar essa conexão genuína com o público”, afirmou.
Segundo a executiva, outro diferencial é a possibilidade de dialogar com categorias que extrapolam o esporte.
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“Ela tem um poder de conexão com diversas categorias e segmentos de marca. Então, ela pode representar um estilo de vida, marca de moda”, disse.
Thiciana também destacou a presença de Neymar, Vinícius Júnior e Rayssa Leal entre os atletas brasileiros mencionados no ranking apresentado pelo programa.
Para a executiva, a projeção internacional desses profissionais amplia as possibilidades comerciais para empresas interessadas em alcançar consumidores fora do Brasil.
“O Brasil tem uma marca muito forte. Então, um atleta que já vem daqui traz a marca Brasil, a brasilidade, que é muito importante”, afirmou.
Ela destacou especialmente a diversidade de modalidades representadas.
“A gente tem um futebol muito forte, mas tem diversas outras comunidades de modalidades aqui que têm potencial para mostrar ao mundo os seus atletas e para atrair investimentos de marcas”, disse.
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