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Qual o time esportivo mais valioso do mundo? Veja quem lidera o ranking
Por André Amadeus
Publicado 21/05/2026 • 15:20 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Botafogo
Botafogo tem 60 dias para apresentar plano de recuperação veja os próximos passos
A Justiça do Rio de Janeiro homologou, na madrugada da última sexta-feira (15), o pedido de recuperação judicial da SAF do Botafogo. A decisão saiu na 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e deu início oficial ao processo de reestruturação financeira do alvinegro.
O Botafogo declarou uma dívida de R$ 1,28 bilhão sujeita à recuperação judicial, enquanto o passivo total chega a R$ 2,5 bilhões. Com a homologação, o clube ganha proteção contra penhoras, bloqueios judiciais e riscos de rescisões envolvendo atletas.
Leia também: Botafogo deve R$ 1,1 bilhão só pela compra de jogadores; dívida total chega a R$ 2,5 bilhões
A partir da decisão judicial, a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo terá 60 dias para apresentar um plano de pagamento aos credores. O documento deve detalhar como o clube pretende reorganizar as dívidas e manter a operação esportiva funcionando.
De acordo com o alvinegro, a recuperação judicial cria um ambiente de previsibilidade e supervisão da Justiça, permitindo uma reorganização financeira mais estruturada. A SAF também afirmou que o objetivo é preservar empregos, proteger atletas, funcionários, parceiros comerciais e manter a competitividade dentro de campo.
Além dos motivos citados, a recuperação judicial também abre caminho para a suspensão dos recentes transfer bans impostos pela FIFA ao Botafogo. Em nota, o clube explicou que a entidade máxima do futebol já havia informado anteriormente que medidas cautelares não tinham o mesmo efeito jurídico dentro do processo formal de recuperação.
Por isso, o avanço para essa etapa se tornou essencial para proteger as atividades esportivas e evitar novos impactos no elenco e nas inscrições de atletas.
Leia também: Quem manda no Botafogo agora? Entenda a mudança após saída de Textor
Ainda segundo a nota do clube, o Botafogo fez críticas públicas contra John Textor, ex-controlador da SAF, além de também criticar a Eagle Football. De acordo com o fogão, mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao Botafogo nos últimos meses, enquanto outros ativos do grupo receberam investimentos relevantes.
O clube citou ainda aportes recentes de aproximadamente US$ 90 milhões no Lyon, time da França que também faz parte da Eagle Football. Para a SAF, a condução financeira da gestora agravou a crise e contribuiu para o cenário atual.
O Botafogo afirmou que tanto Textor quanto representantes da Eagle tinham conhecimento da gravidade da situação financeira e, mesmo assim, seguiram como beneficiários da estrutura que retirou recursos do clube sem recomposição de capital.
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