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Met Gala movimenta US$ 42 mi com a presença de estrelas no evento de moda e ecossistema econômico global do luxo
Publicado 05/05/2026 • 09:27 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/05/2026 • 09:27 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
ANGELA WEISS / AFP
Maiores estrelas de Hollywood desfilaram no Met Gala, evento que converte visibilidade e desejo em retorno financeiro indireto para marcas.
As estrelas de Hollywood, da música, do esporte e do estilo, lideradas por Beyoncé, Madonna e Nicole Kidman, desfilaram no tapete vermelho na segunda-feira (04) para o Met Gala, o baile beneficente de Manhattan que também é considerado a maior noite da moda.
Conforme publicado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Excluisvo CNBC, o Met Gala movimenta uma engrenagem econômica relevante ao transformar visibilidade em valor de mercado: com mesas que chegam a cerca de US$ 500 mil, o evento funciona como uma vitrine global que impulsiona branding, desejo e, indiretamente, vendas no setor de luxo.
O gala é uma arrecadação de fundos para o Instituto do Figurino do Met e, neste ano, levantou um recorde de US$ 42 milhões (contra US$ 31 milhões em 2025), segundo o CEO do museu, Max Hollein.
Leia também: Met Gala 2026: quem é a única brasileira com exposição de moda?
Ao expor marcas no tapete vermelho, ele fortalece o chamado “efeito aspiracional”, elevando demanda e até justificando aumentos de preços: uma dinâmica típica do mercado de luxo em que prestígio e exclusividade se convertem em retorno financeiro ao longo de toda a cadeia.
Os convidados foram orientados a se vestir de acordo com o tema “Moda é Arte”, que dialoga com a exposição “Costume Art” no Instituto do Figurino do Metropolitan Museum of Art.
E embora nem todos tenham seguido as diretrizes à risca, o evento, tradicionalmente realizado na primeira segunda-feira de maio, mais uma vez se consolidou como um dos principais tapetes vermelhos do mundo.
Beyoncé, uma das coanfitriãs do evento e que fazia sua primeira aparição em uma década, foi uma das últimas a chegar, mas não decepcionou. Ela impressionou o público com um vestido de esqueleto cravejado de joias, combinado com um dramático casaco de plumas e um adereço de cabeça.
Seu marido, o magnata do rap Jay-Z, usando um smoking com cauda e a filha Blue Ivy Carter, em um vestido branco tomara que caia com sapatos brilhantes, a acompanharam.
Mais cedo, as outras coanfitriãs, a lenda do tênis Venus Williams e a vencedora do Oscar Nicole Kidman, deram início ao evento.
Kidman chamou atenção com um vestido longo vermelho cintilante da Chanel, de mangas compridas e punhos largos de plumas, enquanto Williams brilhou com um vestido preto de cristais da Swarovski, com uma elaborada peça no pescoço.
Leia também: Met Gala transforma prestígio em lucro e opera como ecossistema econômico global do luxo
A partir daí, as estrelas continuaram chegando. Ícones da música, como Madonna, Cher e Stevie Nicks se juntaram à nova geração da música, como Sabrina Carpenter, Doja Cat e Tyla.
Rihanna e A$AP Rocky chegaram horas depois, como de costume, fazendo uma entrada triunfal. Bad Bunny, que vive um 2026 de enorme sucesso com vitórias no Grammy e apresentação no intervalo do Super Bowl, usou próteses e uma peruca branca para explorar como seria sua aparência na velhice, segundo a Vogue.
A rapper Doja Cat, integrante do comitê anfitrião do evento, usou um vestido drapeado de látex da Saint Laurent, com decote discreto, mas com uma fenda que ia até a cintura.
Donatella Versace, Tom Ford, Stella McCartney, Anthony Vaccarello e Haider Ackermann estiveram entre os diversos estilistas presentes.
As medalhistas olímpicas Alysa Liu e Eileen Gu, cujo vestido tinha um gerador de bolhas embutido, lideraram um forte grupo de atletas no tapete vermelho, ao lado da estrela da NFL Russell Wilson e de jogadores de basquete.
Leia também: Met Gala transforma moda em arte e impulsiona desejo global de consumo
A atriz Blake Lively também fez uma aparição surpresa no evento, poucas horas após encerrar um importante processo judicial relacionado ao filme É Assim que Acaba com seu colega de elenco e diretor Justin Baldoni.
Toda a noite, claro, é comandada por Anna Wintour, diretora editorial global da Vogue e considerada a maior formadora de tendências da moda nos Estados Unidos, que lidera o evento há 30 anos.
A exposição deste ano coloca lado a lado looks elegantes da moda com pinturas e esculturas, como um design da Saint Laurent ao lado de “Irises”, de Vincent van Gogh, ou um vestido de John Galliano para a Maison Margiela combinado com uma estátua antiga.
“Quando penso na exposição, se há uma palavra para descrevê-la, seria equivalência entre obras de arte”, disse o curador do Instituto do Figurino, Andrew Bolton.
“Não há hierarquia entre escultura, pintura, moda ou fotografia, nem entre corpos, seja o corpo clássico ou o corpo com deficiência.”
O evento deste ano gerou controvérsia após o anúncio de que o chefe da Amazon, Jeff Bezos, e sua esposa, Lauren Sanchez Bezos, seriam os principais patrocinadores e coanfitriões honorários.
Nos dias que antecederam o evento, uma campanha contra o envolvimento do casal surgiu nas ruas e no metrô de Nova York, com alguns pedindo boicote ao gala, visto por críticos como uma ostentação excessiva de riqueza.
Leia também: Quem paga para ir ao Met Gala? Veja quanto custa um convite e quem banca as mesas
Durante o evento, uma pessoa tentou entrar na área restrita, mas foi rapidamente contida pela polícia e pela segurança. Bezos não desfilou no tapete vermelho.
Anna Wintour afirmou que o casal “demonstrou com este evento que realmente, realmente se importa em retribuir”.
O Met Gala foi organizado pela primeira vez em 1948 e, por décadas, foi restrito à alta sociedade de Nova York, até que Wintour transformou a festa, nos anos 1990, em uma passarela de alto perfil para ricos e famosos.
A exposição “Costume Art”, que será inaugurada em 10 de maio no tradicional museu de Manhattan, busca explorar o “corpo vestido” nas obras de arte ao longo dos séculos.
Leia mais: Met Gala 2026: o que é, como funciona e por que o evento movimenta milhões
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