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Luxo

Met Gala transforma moda em arte e impulsiona desejo global de consumo

Publicado 04/05/2026 • 15:39 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Met Gala é visto como uma vitrine global que transforma moda em arte, aumentando o desejo de consumo e justificando altos investimentos das marcas, segundo Mariana Cerone da ESPM.
  • A presença no evento permite estratégias de preços mais altos com base no Efeito Veblen, onde o prestígio eleva a demanda, além de transformar peças em itens de colecionador e gerar forte impacto nas redes sociais.
  • Mais do que dinheiro, participar exige “capital simbólico”, o que evidencia tensões entre celebridades tradicionais e novos bilionários da tecnologia no tapete vermelho.

O Met Gala deste ano deve consolidar a moda como uma ferramenta de valorização artística para gerar desejo global de consumo.

Mariana Cerone, professora do hub de luxo da ESPM, destacou que o alto investimento das marcas no evento se justifica pela visibilidade mundial e pela transformação de peças em itens de colecionador.

“O custo de uma mesa para uma marca está na casa de US$ 500 mil [R$ 2,4 milhões]. O Met Gala é talvez um dos únicos eventos no mundo onde tratamos a moda como arte e não só como consumo, e isso desperta a desejabilidade nas redes sociais”, disse, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC,

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Mariana explicou que, para as grifes, estar presente no tapete vermelho permite estratégias de precificação agressivas devido ao chamado efeito Veblen, no qual o prestígio eleva a procura. Segundo ela, no mercado de luxo, quanto maior o preço, maior tende a ser a demanda. Acrescentou ainda que, ao investir nesse tipo de visibilidade, é esperado que a marca aumente seus preços, já que a demanda também cresce, caracterizando o que chamou de uma anomalia microeconômica.

A professora da ESPM também ressaltou que o evento, que arrecadou mais de US$ 30 milhões (R$ 149,7 milhões) na edição passada, exige mais do que apenas recursos financeiros para a entrada. “Para entrar, você precisa ter US$ 50.000 (R$ 249,5 mil), mas não é só isso. Você tem que ter o que Bourdieu chama de capital simbólico. Você precisa ser aceito naquele grupo para realmente pertencer ao evento”.

Ela também apontou uma tensão cultural crescente entre as celebridades tradicionais de Hollywood e os novos frequentadores vindos do setor tecnológico. “Nas últimas edições, quem tem dominado o tapete vermelho são os bilionários da tecnologia. Eles possuem o capital econômico suficiente para estar no lugar, mas não necessariamente são aceitos pelo capital simbólico da moda, o que gera muita polêmica”.

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