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Negócios em Jogo: Convocação de Neymar antecipa efeito econômico da Copa, diz Cacá Bueno
Publicado 20/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 25 minutos
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Publicado 20/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 25 minutos
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A convocação de Neymar para a Copa do Mundo antecipou o clima do torneio no Brasil e já começa a movimentar setores como varejo, turismo, mídia, publicidade, apostas, bares e restaurantes, segundo avaliação de Cacá Bueno, piloto, empresário e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Em sua participação no quadro “Negócios em Jogo” do jornal Real Time, nesta quarta-feira (20), ele afirmou que a presença do jogador reacendeu o interesse popular pelo Mundial e deu início a um movimento econômico que deve se intensificar até a competição.
“O Neymar esquenta sim a Copa”, disse Cacá ao avaliar o impacto da convocação sobre o mercado. Segundo ele, o torneio vinha sendo tratado com certa frieza pelo público brasileiro, mas a confirmação do atacante na seleção mudou o ambiente. “A sensação é que a Copa começou”, ressaltou.
O empresário afirmou que a Copa do Mundo deve movimentar cifras bilionárias, principalmente nos Estados Unidos, país que receberá a maior parte dos jogos. Segundo Cacá, o impacto estimado do turismo no mercado americano chega a US$ 43 bilhões (R$ 218,9 bilhões), em um cenário de forte procura por ingressos, hospedagem e viagens.
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“São números absurdos”, destacou. Ele disse ter checado diferentes fontes antes de comentar os dados e alertou que quem pretende acompanhar os jogos presencialmente deve se antecipar. “Quem não reservou e está querendo ir à Copa, reserve logo, porque os preços estão aumentando”, recomendou.
Cacá citou que hotéis nos Estados Unidos já registram diárias acima de US$ 400 (R$ 2 mil) e que a demanda por ingressos atingiu patamar histórico. “Mais de 500 milhões de solicitações”, afirmou, ao comentar que a procura foi impulsionada também pelos sorteios iniciais da Fifa, mas ainda assim mostra o tamanho do interesse global pelo torneio.
Segundo Cacá Bueno, a Copa começa no México, mas terá sua maior concentração de jogos nos Estados Unidos, onde o Brasil também deve atuar. Esse fator, somado à grande comunidade brasileira no país, tende a ampliar a presença de torcedores e o impacto econômico relacionado ao Mundial.
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“Está todo mundo querendo ir: quem pode, quem tem férias, quem vai ter férias escolares e quem tem capacidade econômica”, disse. Ele ressaltou que brasileiros e portugueses estão entre os públicos que mais buscam ingressos para a competição.
Para Cacá, a convocação de Neymar reforçou essa mobilização. O empresário afirmou que inicialmente tinha dúvidas sobre a presença do jogador, mas mudou de avaliação ao longo do tempo. “Eu fui convencido de que sim, teria que levar, porque o Neymar é um cracaço e só ele poderia se convocar”, afirmou.
Segundo ele, Neymar conseguiu recuperar espaço ao melhorar fisicamente, ter sequência de jogos e mobilizar torcida e imprensa. “Ele foi dando sequência de jogos e convencendo o Ancelotti de que ele tinha que estar lá”, apontou.
Na avaliação de Cacá Bueno, a reação popular à convocação mostrou que Neymar continua sendo um ativo esportivo e comercial relevante para a Copa. Ele citou a emoção do jogador, a repercussão nas redes sociais e o impacto imediato nos programas esportivos como sinais de que o torneio ganhou nova força no Brasil.
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“A reação popular foi muito positiva”, afirmou. Para ele, o debate sobre Neymar fez a Copa deixar de parecer distante e passou a influenciar diretamente o comportamento do público. “As pessoas pararam para assistir uma convocação, já estão discutindo sobre isso e daqui a pouco a discussão vai ser se Neymar é titular”, observou.
Cacá avaliou que Neymar também pode tirar parte da pressão dos demais jogadores da seleção brasileira. “O Neymar já tem mais casca para aguentar essa pressão”, disse. Segundo ele, a atenção concentrada no atacante pode permitir que outros atletas desempenhem seus papéis com mais tranquilidade.
Apesar do forte impacto publicitário, o empresário rejeitou a leitura de que a convocação tenha sido motivada por interesses comerciais. “Eu não acho que ele seja uma convocação publicitária. Eu acho que a convocação dele é esportiva, na esperança de o Neymar poder trazer o Hexa”, frisou.
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Cacá Bueno afirmou que a Copa deve funcionar como uma espécie de “segunda Black Friday” para alguns segmentos, com antecipação de compras e forte movimentação em produtos e serviços ligados ao torneio.
Segundo ele, a presença de Neymar pode influenciar diretamente a venda de camisas da seleção, vestuário verde e amarelo, televisores, celulares, pacotes de viagem, reservas em restaurantes e produtos temáticos. “Tem muita gente trocando televisão, comprando roupa nova e reservando lugares em restaurantes”, destacou.
O empresário também citou impacto sobre mídia, entretenimento, bancos, meios de pagamento e apostas esportivas. “O mercado de apostas, que já é aquecido no Brasil, vai ficar mais aquecido ainda no ano de Copa do Mundo”, afirmou.
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Para Cacá, o varejo esportivo deve ser um dos beneficiados no mercado brasileiro. “O cara que vai comprar uma camisa da seleção brasileira acaba levando uma bermudinha, uma meia, um tênis, alguma coisa a mais”, explicou.
Entre os setores mais impactados pela Copa, Cacá destacou turismo e aviação, especialmente por causa da realização da maior parte dos jogos nos Estados Unidos. Ele afirmou que a procura por passagens e hospedagens já vem crescendo e tende a beneficiar companhias aéreas, hotéis e serviços ligados a viagens.
“Turismo e aviação são os setores que mais lucram na Copa”, apontou. Segundo ele, embora parte relevante desse movimento seja internacional, o reflexo também chega ao Brasil por meio do consumo, da mídia, das campanhas publicitárias e dos serviços financeiros.
Cacá disse ainda que a Copa costuma afetar o comportamento do varejo durante o mês dos jogos, com redução do fluxo em lojas em alguns momentos, mas compensação por compras antecipadas. “O varejo dá uma diminuída no mês da Copa, mas também tem uma compensação de antecipação dessas compras”, explicou.
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O empresário afirmou que o impacto pode chegar até à B3 e ao Ibovespa, por meio de setores mais sensíveis ao consumo, turismo, alimentação, bebidas, mídia e meios de pagamento. “Tem esse impacto geral que muda um pouquinho também o ponteiro da Ibovespa”, observou.
Cacá Bueno avaliou que a Copa de 2026 deve ser mais favorável ao público brasileiro por causa do fuso horário em relação aos países-sede. Segundo ele, os jogos devem ocorrer principalmente entre a tarde e a noite, sem o impacto de partidas de madrugada, como em edições anteriores.
“Vai ficar muito favorável”, disse. Ele comparou o cenário com a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, e afirmou que o Mundial deve ser mais fácil de acompanhar do que torneios realizados em países como Catar e Rússia.
Para o empresário, a combinação entre fuso mais acessível, maior presença de streaming, redes sociais ativas e forte cobertura de mídia deve recolocar a Copa no centro das conversas dos brasileiros. “A Copa volta a ser um assunto que vai fervilhar na mão do brasileiro”, projetou.
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Cacá também defendeu que o país retome o clima tradicional das Copas, com ruas decoradas e maior envolvimento das famílias. “Vamos pintar a rua de verde e amarelo, vamos pendurar bandeirinha, vamos abraçar um pouco a nossa nação”, concluiu.
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