Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Copa do Mundo 2026: veja as empresas que podem ganhar bilhões com o torneio
Publicado 19/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 2 meses
Visita de Trump à Turquia ocorre em meio ao aumento das investidas russas contra aliados da OTAN
Samsung registra lucro preliminar recorde no segundo trimestre, mas ações caem
Bitcoin se recupera após Trump afirmar que se tornou “um grande entusiasta de criptomoedas”
Dow Jones fecha acima dos 53 mil pontos e bate recorde histórico
Microsoft anuncia corte de 4.800 postos de trabalho com redução da unidade Xbox
Publicado 19/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Fauzan Saari/Unsplash
Copa do Mundo 2026: veja as empresas que podem ganhar bilhões com o torneio
A pouco mais de um mês do início da Copa do Mundo de 2026, empresas do Brasil e do exterior já aparecem no radar de bancos e corretoras como possíveis vencedoras financeiras do maior evento esportivo do planeta.
Relatórios divulgados na última segunda-feira (18) apontam que setores ligados a varejo, turismo, bebidas, meios de pagamento, eletrônicos e mídia devem registrar aumento de receita impulsionado pelo consumo gerado pelo torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
A expectativa do mercado é de que a competição movimente bilhões de dólares em vendas, viagens, publicidade e serviços.
No Brasil, a avaliação é de que o impacto será mais concentrado em empresas capazes de capturar o aumento das compras antes dos jogos. Já no exterior, o foco está no potencial de crescimento da economia americana durante o evento.
Entre as empresas brasileiras, o principal destaque é o Grupo SBF, dono da Centauro. A expectativa é que a procura por produtos ligados à Seleção Brasileira ajude a elevar as vendas ao longo de 2026.
Segundo estimativas citadas pelo Santander, a companhia já teria encomendado cerca de 850 mil camisas da Seleção para o período da Copa. O banco calcula que o torneio possa acrescentar cerca de 4% à receita da empresa no próximo ano.
O setor de eletrodomésticos também aparece entre os mais beneficiados. A avaliação é que a Copa funcione como uma espécie de temporada extra de promoções para televisores, caixas de som e aparelhos eletrônicos.
Leia também: Copa do Mundo 2026: clubes receberão US$ 355 milhões da FIFA; saiba o motivo
Nesse cenário, Casas Bahia e Mercado Livre surgem entre os nomes mais expostos ao aumento das vendas. A parceria comercial entre as duas empresas também é vista como um fator positivo para ampliar a presença online de produtos duráveis.
Outra companhia observada pelo mercado é a Vulcabras, responsável pela operação da Mizuno no Brasil. A tese envolve o crescimento da marca entre atletas profissionais e consumidores ligados ao futebol.
| Empresa | Setor | Como pode ganhar com a Copa |
|---|---|---|
| Grupo SBF | Varejo esportivo | Venda de camisas da Seleção e artigos esportivos |
| Mercado Livre | E-commerce | Alta nas vendas online de TVs e eletrodomésticos |
| Casas Bahia | Varejo | Crescimento nas vendas de televisores e bens duráveis |
| Vulcabras | Calçados esportivos | Expansão da marca Mizuno ligada ao futebol |
| Assaí | Supermercados | Aumento da procura por bebidas, carnes e churrasco |
| Grupo Mateus | Supermercados | Maior demanda por alimentos e bebidas |
| Pão de Açúcar | Supermercados | Consumo maior durante os jogos da Copa |
As redes de supermercados devem sentir um impacto mais moderado, mas ainda positivo. Assaí, Grupo Mateus e Pão de Açúcar aparecem como empresas capazes de capturar o aumento da demanda por carnes, cervejas, refrigerantes, snacks e produtos usados em reuniões durante os jogos.
Leia também: Da TV aberta ao TikTok: como a Copa do Mundo mudou a mídia esportiva no Brasil
Analistas avaliam, porém, que o ganho tende a ser menor do que o observado em varejistas esportivas e empresas de eletrônicos.
Enquanto alguns segmentos devem ganhar força, o setor de moda aparece entre os mais vulneráveis aos efeitos da Copa.
Relatórios do mercado indicam que empresas como Lojas Renner, C&A, Guararapes e Azzas podem enfrentar redução no fluxo de consumidores em lojas físicas durante os dias de partidas.
A avaliação é de que o consumidor brasileiro costuma concentrar compras antes do torneio e reduzir a circulação em centros comerciais durante os jogos da Seleção.
| Empresa | Motivo |
|---|---|
| Lojas Renner | Queda no fluxo de clientes durante os jogos |
| C&A | Redução do movimento em lojas físicas |
| Guararapes | Menor circulação de consumidores |
| Azzas | Impacto nas vendas presenciais |
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: FIFA aposta em três cerimônias na abertura da Copa e brasileira está entre as atrações
No exterior, empresas veem a Copa como um motor temporário para a economia americana. O torneio será realizado majoritariamente nos Estados Unidos e deve movimentar setores ligados a hospedagem, aviação, transporte urbano, alimentação e mídia.
Um estudo citado por uma corretora estima impacto de US$ 17,2 bilhões no PIB dos Estados Unidos e quase US$ 41 bilhões na economia global.
Entre as empresas internacionais mais expostas aparecem Visa, Coca-Cola, Nike, Adidas, McDonald’s e Bank of America, todos ligados direta ou indiretamente à Fifa.
A Visa é apontada como uma das maiores beneficiadas por ter exclusividade nos pagamentos dentro de estádios e eventos oficiais da competição.
O setor de turismo também deve viver um dos períodos mais fortes dos últimos anos durante o Mundial.
O Airbnb projeta receber mais de 380 mil hóspedes ao longo do torneio. Já a Booking Holdings aparece entre as empresas com potencial de crescimento nas reservas de hotéis e hospedagens.
Companhias aéreas como American Airlines e Delta Airlines também entram na lista por conta do aumento esperado no fluxo de passageiros entre cidades-sede.
Na mobilidade urbana, o Uber é visto como um dos possíveis beneficiados pela concentração de turistas em grandes centros americanos durante os jogos.
Leia também: Quanto cada jogador pode receber se o Brasil levar o hexa?
A corrida por televisores e equipamentos eletrônicos também movimenta o mercado. Empresas como Best Buy e Sony aparecem entre as apostas para capturar o aumento da demanda por TVs antes da abertura da Copa.
Na mídia, Fox Corporation e Comcast devem concentrar parte importante da audiência nos Estados Unidos. As duas empresas controlam direitos de transmissão voltados ao público de língua inglesa e espanhola.
Apesar do otimismo com o consumo ligado à Copa, o cenário econômico brasileiro ainda gera cautela entre investidores.
Mesmo após cortes recentes da taxa básica de juros, a Selic segue em 14,50% ao ano, patamar considerado elevado para empresas mais dependentes de crédito e consumo.
Leia também
Com isso, avaliam que a tese da Copa no Brasil deve favorecer apenas companhias que consigam transformar o interesse momentâneo do consumidor em aumento efetivo de vendas.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Copa do Mundo: inteligência artificial revela possível placar entre Portugal x Espanha
2
EUA são eliminados da Copa apesar de pressão de Trump sobre a Fifa
3
Quais são os três jogadores mais valiosos da Copa do Mundo 2026? Veja
4
André Mendonça alerta Lula sobre risco de obstrução em caso de remoção de delegados no STF
5
Robô realista que promete “amor eterno” é lançado na China por até R$ 753 mil