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Copa do Mundo 2026: veja as empresas que podem ganhar bilhões com o torneio
Publicado 19/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 13 minutos
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Publicado 19/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 13 minutos
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Fauzan Saari/Unsplash
Copa do Mundo 2026: veja as empresas que podem ganhar bilhões com o torneio
A pouco mais de um mês do início da Copa do Mundo de 2026, empresas do Brasil e do exterior já aparecem no radar de bancos e corretoras como possíveis vencedoras financeiras do maior evento esportivo do planeta.
Relatórios divulgados na última segunda-feira (18) apontam que setores ligados a varejo, turismo, bebidas, meios de pagamento, eletrônicos e mídia devem registrar aumento de receita impulsionado pelo consumo gerado pelo torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
A expectativa do mercado é de que a competição movimente bilhões de dólares em vendas, viagens, publicidade e serviços.
No Brasil, a avaliação é de que o impacto será mais concentrado em empresas capazes de capturar o aumento das compras antes dos jogos. Já no exterior, o foco está no potencial de crescimento da economia americana durante o evento.
Entre as empresas brasileiras, o principal destaque é o Grupo SBF, dono da Centauro. A expectativa é que a procura por produtos ligados à Seleção Brasileira ajude a elevar as vendas ao longo de 2026.
Segundo estimativas citadas pelo Santander, a companhia já teria encomendado cerca de 850 mil camisas da Seleção para o período da Copa. O banco calcula que o torneio possa acrescentar cerca de 4% à receita da empresa no próximo ano.
O setor de eletrodomésticos também aparece entre os mais beneficiados. A avaliação é que a Copa funcione como uma espécie de temporada extra de promoções para televisores, caixas de som e aparelhos eletrônicos.
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Nesse cenário, Casas Bahia e Mercado Livre surgem entre os nomes mais expostos ao aumento das vendas. A parceria comercial entre as duas empresas também é vista como um fator positivo para ampliar a presença online de produtos duráveis.
Outra companhia observada pelo mercado é a Vulcabras, responsável pela operação da Mizuno no Brasil. A tese envolve o crescimento da marca entre atletas profissionais e consumidores ligados ao futebol.
| Empresa | Setor | Como pode ganhar com a Copa |
|---|---|---|
| Grupo SBF | Varejo esportivo | Venda de camisas da Seleção e artigos esportivos |
| Mercado Livre | E-commerce | Alta nas vendas online de TVs e eletrodomésticos |
| Casas Bahia | Varejo | Crescimento nas vendas de televisores e bens duráveis |
| Vulcabras | Calçados esportivos | Expansão da marca Mizuno ligada ao futebol |
| Assaí | Supermercados | Aumento da procura por bebidas, carnes e churrasco |
| Grupo Mateus | Supermercados | Maior demanda por alimentos e bebidas |
| Pão de Açúcar | Supermercados | Consumo maior durante os jogos da Copa |
As redes de supermercados devem sentir um impacto mais moderado, mas ainda positivo. Assaí, Grupo Mateus e Pão de Açúcar aparecem como empresas capazes de capturar o aumento da demanda por carnes, cervejas, refrigerantes, snacks e produtos usados em reuniões durante os jogos.
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Analistas avaliam, porém, que o ganho tende a ser menor do que o observado em varejistas esportivas e empresas de eletrônicos.
Enquanto alguns segmentos devem ganhar força, o setor de moda aparece entre os mais vulneráveis aos efeitos da Copa.
Relatórios do mercado indicam que empresas como Lojas Renner, C&A, Guararapes e Azzas podem enfrentar redução no fluxo de consumidores em lojas físicas durante os dias de partidas.
A avaliação é de que o consumidor brasileiro costuma concentrar compras antes do torneio e reduzir a circulação em centros comerciais durante os jogos da Seleção.
| Empresa | Motivo |
|---|---|
| Lojas Renner | Queda no fluxo de clientes durante os jogos |
| C&A | Redução do movimento em lojas físicas |
| Guararapes | Menor circulação de consumidores |
| Azzas | Impacto nas vendas presenciais |
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No exterior, empresas veem a Copa como um motor temporário para a economia americana. O torneio será realizado majoritariamente nos Estados Unidos e deve movimentar setores ligados a hospedagem, aviação, transporte urbano, alimentação e mídia.
Um estudo citado por uma corretora estima impacto de US$ 17,2 bilhões no PIB dos Estados Unidos e quase US$ 41 bilhões na economia global.
Entre as empresas internacionais mais expostas aparecem Visa, Coca-Cola, Nike, Adidas, McDonald’s e Bank of America, todos ligados direta ou indiretamente à Fifa.
A Visa é apontada como uma das maiores beneficiadas por ter exclusividade nos pagamentos dentro de estádios e eventos oficiais da competição.
O setor de turismo também deve viver um dos períodos mais fortes dos últimos anos durante o Mundial.
O Airbnb projeta receber mais de 380 mil hóspedes ao longo do torneio. Já a Booking Holdings aparece entre as empresas com potencial de crescimento nas reservas de hotéis e hospedagens.
Companhias aéreas como American Airlines e Delta Airlines também entram na lista por conta do aumento esperado no fluxo de passageiros entre cidades-sede.
Na mobilidade urbana, o Uber é visto como um dos possíveis beneficiados pela concentração de turistas em grandes centros americanos durante os jogos.
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A corrida por televisores e equipamentos eletrônicos também movimenta o mercado. Empresas como Best Buy e Sony aparecem entre as apostas para capturar o aumento da demanda por TVs antes da abertura da Copa.
Na mídia, Fox Corporation e Comcast devem concentrar parte importante da audiência nos Estados Unidos. As duas empresas controlam direitos de transmissão voltados ao público de língua inglesa e espanhola.
Apesar do otimismo com o consumo ligado à Copa, o cenário econômico brasileiro ainda gera cautela entre investidores.
Mesmo após cortes recentes da taxa básica de juros, a Selic segue em 14,50% ao ano, patamar considerado elevado para empresas mais dependentes de crédito e consumo.
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Com isso, avaliam que a tese da Copa no Brasil deve favorecer apenas companhias que consigam transformar o interesse momentâneo do consumidor em aumento efetivo de vendas.
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