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Após fusão, Brasil tem seu primeiro grupo de logística de arte com padrão internacional
Publicado 06/05/2026 • 14:40 | Atualizado há 31 minutos
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Publicado 06/05/2026 • 14:40 | Atualizado há 31 minutos
KEY POINTS
Mohamad Salaheldin Abdelg Alsayed / Anadolu via Reuters
Museu do Louvre
O Brasil passou a ter sua primeira empresa de logística especializada em transporte de obras de arte com padrão internacional. A brasileira Clé Reserva Contemporânea e a francesa ArtQuality anunciaram uma fusão para criar a Clé Chenue do Brasil, empresa que passa a operar como plataforma do Grupo Horus no país.
A operação reúne, sob uma única estrutura, 13 anos de experiência da Clé em conservação e custódia de acervos e a especialização da ArtQuality em transporte nacional e internacional de obras de arte. Juntas, as empresas passam a atender desde o transporte até a guarda de coleções, com serviços de catalogação, avaliação técnica, produção de molduras e registro fotográfico.
O Grupo opera em mais de dez países, entre eles Austrália, Canadá, China, França, Suíça e Emirados Árabes Unidos. Entre as empresas do grupo está a André Chenue, fundada em 1760 para gerir o enxoval da rainha Maria Antonieta e que tem o Museu do Louvre entre seus principais clientes.
Também integram o grupo a LP Art, especialista em transporte de acervos de alta complexidade, a Helutrans, referência em logística cultural na Ásia, e a Natural Le Coultre, que administra 70.000 m² de armazenagem no Porto Franco de Genebra, um dos maiores centros mundiais de custódia de ativos de alto valor.

A unidade a ser inaugurada em maio tem 2.000 m² e foi projetada exclusivamente para a guarda e conservação de acervos artísticos, históricos e científicos. O espaço contará com sistema de climatização que mantém temperatura a 20 °C, com variação de 2 °C, e umidade relativa em 50%, com margem de 5%, monitoradas remotamente em tempo real.
A infraestrutura inclui sistema de combate a incêndio com detectores de fumaça de última geração, vigilância presencial ininterrupta por bombeiro civil profissional e segurança privada 24 horas, com controle de acesso individualizado e câmeras de alta resolução por sala.
Além disso, o espaço contará com módulos de armazenagem privativos ou compartilhados, a partir de R$ 500 mensais, e áreas de coworking para conservadores, museólogos e gestores de coleção, recurso inédito no Brasil que permite catalogação, laudos técnicos e conservação preventiva diretamente no local do acervo.
“O novo espaço foi concebido para atender os mais altos padrões internacionais de conservação e segurança, mantendo a exclusividade que consagrou a Clé como referência no setor ao longo de 13 anos”, afirma Diogo Mantovani, CEO da Clé Chenue do Brasil.
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A proposta da Clé Chenue do Brasil vai além do armazenamento. Sob o conceito de one-stop shop, a empresa reúne transporte nacional e internacional, gestão e catalogação de acervos, avaliação técnica e serviços de documentação fotográfica, todos executados por profissionais especializados.
Para apresentar essa oferta ao mercado, a empresa realizará, em maio, um seminário dedicado à conservação e preservação de acervos, voltado a profissionais do setor.
Com a expansão dos serviços, a empresa projeta crescimento de faturamento de 80% nos próximos cinco anos. O faturamento anual atual é de R$ 25 milhões
O Brasil atravessa um dos momentos mais favoráveis de sua história no mercado da arte. O Art Basel & UBS Art Market Report 2026 aponta que o mercado global retomou o crescimento em 2025, com vendas de US$ 59,6 bilhões, alta de 4% em valor.
As galerias brasileiras se destacaram com crescimento de 21% nas vendas, ante 2% no setor global.
O Survey of Global Collecting 2025, da mesma fonte, revelou que o Brasil concentra 23% dos novos colecionadores do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, com 72% deles com intenção de ampliar suas aquisições.
No plano doméstico, a 7ª Pesquisa Setorial do Mercado de Arte, realizada pela ABACT em parceria com a ApexBrasil, apontou um faturamento de R$ 2,9 bilhões no setor em 2023, crescimento de 21% em relação ao ano anterior.
Esse aquecimento amplifica a demanda por infraestrutura especializada, ainda escassa no país. Dados do Conselho Internacional de Museus (ICOM) publicados em 2024 revelam que cerca de 63% dos museus da América Latina e Caribe não dispõem de espaços de reserva técnica projetados para essa finalidade.
“A gestão de coleções, tanto de museus públicos quanto de colecionadores privados, está cada vez mais profissional, o que se reflete na alta demanda pelos nossos serviços em todo o país”, afirma Maria Ignez Mantovani Franco, diretora da Expomus, empresa que atua em projetos museológicos no Brasil e no exterior. Foi ela quem identificou, em 2014, a carência brasileira e a oportunidade de associação à Chenue para a implantação da Clé Reserva Contemporânea no Brasil.
Para a holding, o Brasil é também uma plataforma de expansão futura pela América Latina. A inauguração da nova unidade posiciona São Paulo no mapa global da preservação e logística de bens culturais.
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