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Contratação de jogadores deve priorizar desempenho em campo e retorno financeiro
Publicado 07/09/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 07/09/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O investimento em jogadores deve ter como principal objetivo melhorar o desempenho esportivo e, a partir dele, gerar retorno financeiro com premiações e outras receitas, afirmou Moisés Assayag, especialista em finanças no futebol, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Assayag, parte dos clubes brasileiros ainda toma decisões de contratação pensando em resultados imediatos, embora ele veja avanço na profissionalização da gestão e no planejamento de longo prazo.
“A gente vê muito no Brasil ainda, infelizmente, movimentos geridos pelo curto prazo, pela necessidade de resultados para essa semana”, afirmou.
Leia também: Novos clubes da Premier League gastam £474 milhões em reforços.
Para Assayag, uma contratação bem planejada deve partir da expectativa de rendimento esportivo. O retorno financeiro viria como consequência dos resultados obtidos, incluindo as premiações dos campeonatos.
O especialista afirmou que a expectativa de revenda do atleta pode fazer parte do planejamento, mas não deveria ser o principal motivo para uma contratação na maioria dos casos.
“Não dá para imaginar que alguém vai investir para vender depois, a menos que isso seja uma estratégia sua explícita”, afirmou.
Na avaliação dele, clubes mais bem administrados já fazem contratações dentro de um planejamento que combina desempenho esportivo e retorno financeiro.
Assayag afirmou que o planejamento de longo prazo ainda não é regra em todo o futebol brasileiro.
Segundo ele, alguns clubes continuam contratando pressionados pela necessidade de ganhar um campeonato ou avançar de fase imediatamente.
Nos clubes que considera mais bem administrados, porém, o investimento em atletas é incorporado ao planejamento esportivo e financeiro.
Para o especialista, esse modelo permite avaliar não apenas o custo da contratação, mas também o retorno esperado com o desempenho e uma eventual valorização do jogador.
A procura por atletas mais jovens também faz parte da transformação do mercado.
Assayag afirmou que contratar mais cedo permite ao clube pagar menos pelo jogador, utilizá-lo por mais tempo e ter a possibilidade de valorização futura.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, a procura por atletas com menos de 23 anos tem crescido e pressionado os valores desse grupo.
“A inflação global de jogadores abaixo de 23 anos é o dobro da inflação geral”, afirmou.
O especialista acrescentou que a busca é ainda mais intensa por atletas com menos de 20 anos.
A janela internacional do meio do ano estabeleceu novos recordes. Segundo a FIFA, foram mais de US$ 9,89 bilhões em taxas de transferência e mais de 12,5 mil movimentações internacionais no futebol masculino.
Assayag avalia que o período teve características diferentes de outras janelas, especialmente pelo volume movimentado pelos clubes ingleses.
“Essa janela de fato foi bem diferente das outras. Ela tem um quê de especulação muito forte”, afirmou.
Durante a entrevista, ele citou a presença da Premier League entre as maiores transações e investimentos do período como demonstração da força financeira da competição.
Assayag vê a Premier League como uma referência de capacidade de investimento e profissionalização.
Ao comentar as críticas da La Liga ao volume gasto pelos clubes ingleses, ele afirmou que existe tanto uma preocupação com a escalada dos valores quanto uma dificuldade das concorrentes em acompanhar a força da liga inglesa.
Para o especialista, porém, o movimento não deve ser analisado apenas como uma alta pontual dos preços. Ele avalia que há uma tendência de longo prazo de crescimento financeiro da indústria do futebol.
Apesar das decisões de curto prazo que ainda observa em parte dos clubes, Assayag afirmou estar otimista com o mercado brasileiro.
“Eu tô muito otimista com o movimento gradual que tem sido feito no Brasil de crescimento do volume de negócios, de profissionalização”, afirmou.
Segundo ele, há clubes que estão aumentando os investimentos, melhorando a qualidade das decisões e se tornando mais competitivos.
Na avaliação de Assayag, o futebol brasileiro avança gradualmente para tratar as contratações como parte de um planejamento esportivo e financeiro, e não apenas como resposta imediata à pressão por resultados.
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