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Copa impulsiona consumo e reforça papel da tecnologia no varejo
Publicado 21/07/2026 • 23:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 21/07/2026 • 23:15 | Atualizado há 3 meses
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A Copa do Mundo voltou a demonstrar sua capacidade de estimular o consumo e gerar oportunidades para o varejo brasileiro, afirmou Paulo Brenha, especialista em varejo e customer experience, em entrevista nesta terça-feira (21) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, mesmo com a eliminação precoce da seleção brasileira, o torneio impulsionou diversos segmentos da economia e reforçou tendências que devem ganhar força nos próximos anos.
“A Copa do Mundo é um dos maiores aceleradores de consumo que existem. Ela conecta diferentes segmentos do varejo, muda o comportamento das pessoas e antecipa compras para reunir famílias e amigos. O impacto é sempre muito positivo para o comércio”, afirmou.
Na avaliação do especialista, o evento vai muito além do futebol e cria um ambiente favorável para o aumento das vendas em diferentes categorias de produtos.
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Segundo Brenha, dados da Pesquisa Mensal do Comércio mostram que alguns setores apresentaram desempenho expressivo durante o período do Mundial.
Entre os destaques, ele citou o segmento de jornais, revistas e papelarias, que registrou crescimento superior a 15%, impulsionado principalmente pelos álbuns e figurinhas oficiais da competição.
Os eletrodomésticos também tiveram expansão próxima de 9%, reflexo do aumento na procura por televisores para acompanhar os jogos.
Já o setor de vestuário avançou cerca de 4%, beneficiado pela venda de camisas, produtos licenciados e acessórios relacionados ao torneio.
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“Mesmo com a eliminação precoce do Brasil, os números mostram que o consumidor participou ativamente e manteve o varejo aquecido durante toda a competição”, disse.
Para Brenha, o sucesso dos álbuns de figurinhas vai além das vendas realizadas em papelarias.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, espaços criados para troca de figurinhas em shopping centers acabam atraindo famílias e aumentando o fluxo de consumidores para outros estabelecimentos.
O especialista destacou que o hábito de colecionar deixou de ser exclusivo das crianças e passou a envolver também o público adulto, transformando-se em um ritual que atravessa gerações.
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Na avaliação dele, esse comportamento amplia o impacto econômico do produto ao estimular o consumo em diferentes áreas do varejo.
O executivo acredita que uma das principais lições deixadas pela Copa foi a importância da tecnologia para atender um consumidor cada vez mais conectado.
Segundo Brenha, durante os jogos o público acompanhava as partidas enquanto recebia ofertas, pesquisava produtos e concluía compras pelo celular, exigindo respostas rápidas das empresas.
Ele afirmou que a inteligência artificial teve papel importante na previsão da demanda, na gestão dos estoques e na redução de rupturas de produtos, tornando a operação mais eficiente.
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Para o especialista, essa integração entre dados e tecnologia tende a se intensificar até a Copa de 2030, permitindo que o varejo antecipe tendências e personalize ainda mais a experiência de compra.
“O futuro passa por tecnologia embarcada no varejo e pelo uso inteligente dos dados. Entender a demanda antes mesmo de o consumidor chegar à loja será um diferencial cada vez mais importante para o setor”, concluiu.
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