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Entenda o plano da FIFA para abrir a Copa do Mundo a investidores privados
Publicado 31/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 31/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
A Fifa se pronunciou oficialmente a respeito dos recentes posicionamentos da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Conmebol.
A proposta da FIFA de permitir a entrada de investidores privados na gestão comercial da Copa do Mundo provocou uma forte reação no futebol internacional nesta quinta-feira (30).
A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) anunciou que suas seleções podem deixar de disputar competições organizadas pela entidade caso o projeto avance.
O plano prevê a criação de uma empresa responsável por administrar os principais torneios da FIFA, com a venda de uma participação minoritária para investidores como forma de ampliar receitas e aumentar o repasse financeiro às federações nacionais.
Leia também: Concacaf se une à UEFA e recusa proposta da Fifa para comercialização de direitos
A iniciativa apresentada pela FIFA prevê a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que concentraria os direitos comerciais de competições como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes.
Embora a entidade continue como acionista majoritária, o novo modelo permitiria a entrada de investidores privados com participação minoritária na empresa. A expectativa é levantar cerca de US$ 4,2 bilhões a partir de uma avaliação estimada em US$ 20 bilhões para o novo negócio.
Segundo a FIFA, os recursos seriam destinados ao fortalecimento do futebol em todo o mundo. Caso a proposta seja aprovada, cada uma das 211 associações nacionais filiadas receberia um pagamento extraordinário de US$ 20 milhões no início de 2027. Além disso, o financiamento destinado ao ciclo entre 2027 e 2030 passaria de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões por federação.
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O presidente da entidade, Gianni Infantino, classificou o projeto como uma oportunidade para ampliar os investimentos e acelerar o desenvolvimento do esporte em diferentes países.
A UEFA afirma que o modelo altera a forma como a Copa do Mundo é administrada e abre espaço para que interesses financeiros influenciem um patrimônio considerado coletivo do futebol.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a entidade europeia afirmou que nenhuma seleção vinculada à UEFA disputará competições da FIFA enquanto a proposta permanecer em discussão, salvo se ela for retirada integralmente e houver garantias formais de que o controle da competição nunca será compartilhado com investidores privados.
Para a confederação, a Copa do Mundo foi construída ao longo de décadas por jogadores, torcedores e federações nacionais e não deve ser tratada como um ativo financeiro voltado ao retorno de investidores.
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A entidade também criticou a forma como o projeto foi elaborado. Segundo a UEFA, uma mudança dessa dimensão não poderia avançar sem amplo debate com as associações nacionais responsáveis pela gestão do futebol em seus respectivos países.
As críticas não partiram apenas da Europa. A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) afirmaram que o plano foi divulgado antes que as 211 associações filiadas à FIFA fossem consultadas de forma adequada.
Já a Confederação Africana de Futebol (CAF) orientou suas federações integrantes a analisar detalhadamente a proposta antes de qualquer posicionamento oficial.
Além das entidades esportivas, autoridades da União Europeia também manifestaram preocupação com o avanço da comercialização das principais competições do futebol e com possíveis conflitos de interesse decorrentes da participação de investidores privados.
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A proposta ainda depende da aprovação das associações nacionais que compõem a FIFA. Se for aprovada, a nova estrutura passará a administrar os principais ativos comerciais da entidade, enquanto a FIFA seguirá como controladora da empresa.
A expectativa da direção da entidade é utilizar os novos recursos para ampliar investimentos em infraestrutura, programas de desenvolvimento e apoio financeiro às federações.
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Ao mesmo tempo, a resistência da UEFA aumenta a pressão sobre o projeto e abre um novo capítulo na disputa entre a entidade europeia e a FIFA sobre os rumos da governança do futebol mundial. Caso não haja mudanças na proposta, o risco de um impasse envolvendo futuras competições internacionais passa a fazer parte do cenário do esporte.
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