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UEFA comemora recuo da FIFA e reforça que “futebol não está à venda”

Publicado 01/08/2026 • 07:57 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Projeto da FIFA era vender parte de seus eventos para empresas privadas a previa arrecadar US$ 4,2 bilhões inicialmente.
  • Associações continentais de futebol, ex-jogadores, ligas e torcedores manifestaram reprovação a medida; FIFA desistiu do negócio na última sexta-feira, 31.
  • UEFA criticou o presidente da FIFA Gianni Infantino por falta de transparência e chamou as negociações de "sórdidas".

Foto: AFP

A UEFA, confederação que reúne os times de futebol europeu, celebrou a desistência da Fifa de vender uma participação nas suas competições, incluindo a Copa do Mundo, a entidades privadas.

Em comunicado, a associação agradeceu o apoio de outras entidades, além dos torcedores, ligas e jogadores que se posicionaram contra a mudança, e afirmou que o futebol não está à venda.

“A UEFA agradece a todos os fãs, ligas, clubes, jogadores, indivíduos, associações e confederações que se opuseram ao projeto, bem como aos muitos primeiros-ministros, chefes de Estado e comentaristas que demonstraram ao presidente da FIFA que o futebol não está à venda”, apontou a entidade.


Em outro momento, a nota aponta que o novo modelo de gestão dos torneios da Fifa iria contra a transparência no esporte.

“Não podemos continuar assim, com esquemas secretos em ritmo acelerado, arquitetados por indivíduos sem rosto e de duvidoso benefício para o jogo. Devemos identificar os responsáveis e responsabilizá-los”, apontou a nota.

Leia também: Fifa desiste de plano para vender participação após resistência de federações

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Depois da pressão exercida principalmente pelas associações continentais, a Fifa recuou do projeto na última sexta-feira, 31. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o projeto “causou divisões” e que já não atendia ao objetivo inicialmente estabelecido.

Críticas a Gianni Infantino

O posicionamento também tornou pública a insatisfação da UEFA com a gestão do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Chamando o acordo de “sórdido”, a UEFA apontou que o dirigente falhou em implementar mecanismos de transparência na instituição.

A nota lembrou a fala do dirigente em 2016, quando foi eleito, afirmando que o dinheiro da FIFA era o dinheiro das associações. “O acordo obscuro e sórdido que ele arquitetou e tentou impor foi tudo, menos transparente”, aponta.

A UEFA havia feito grande pressão durante a semana, afirmando que boicotaria competiões oficiais organizadas pela entidade caso as negociações de venda dos direitos dos torneios fossem aprovadas. A decisão causaria impacto imediato, já que iria interferir no calendário de preparação das seleções femininas para a Copa do Mundo, que acontece no Brasil em 2027.

Projeto arrecadaria bilhões

O plano da Fifa previa arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 21,34 bilhões) com a venda de cerca de 20% de uma nova unidade que administraria eventos da entidade, incluindo a Copa do Mundo, avaliando o negócio em US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões).

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