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Brasil 2030: Os alertas que expõem os gargalos da saúde no Brasil
Publicado 20/01/2026 • 13:24 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 20/01/2026 • 13:24 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC realizou, no dia 20 de janeiro, o evento “Brasil 2030: Saúde e Consumo – Tendências, Inovação e Futuro do Setor”, reunindo autoridades públicas e lideranças do mercado para discutir as transformações que vêm redesenhando o setor de saúde no país.
No painel Saúde, Inovação e o Novo Paciente-Consumidor, Leonardo Bia afirmou que não é possível falar de inovação na medicina sem mencionar a semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Segundo ele, o Brasil teve participação relevante nas pesquisas clínicas e acesso precoce à molécula, há mais de 15 anos, o que reforça o papel do país no desenvolvimento de terapias inovadoras.
O executivo destacou que a semaglutida foi reconhecida como uma das maiores invenções do século 21, comparável a produtos disruptivos pelo impacto na forma de tratar doenças crônicas e na qualidade de vida dos pacientes. “A semaglutida foi reconhecida como uma das maiores invenções do século 21. O Brasil participou das pesquisas, teve acesso a essa droga há mais de 15 anos, e isso mostra a importância do país no ecossistema global de inovação em saúde”, afirmou.
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Ao abordar o ambiente regulatório, Bia lamentou o tempo de tramitação do registro no Brasil. Segundo ele, a Novo Nordisk depositou a patente da semaglutida no país há cerca de 20 anos, mas a aprovação pela Anvisa levou 13 anos, com a patente próxima do vencimento. Para o executivo, esse cenário desestimula investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação no país.
Já Breno Monteiro, presidente da CNSaúde, afirmou que os indicadores de qualidade da educação médica no Brasil são preocupantes e representam um risco direto para o sistema de saúde e para a população. Segundo ele, dados do Enamed indicam que um em cada três formados em medicina não reúne condições adequadas para exercer a profissão ou ingressar em programas de residência médica.
“Os indicadores de qualidade da educação médica são assustadores. Segundo o Enamed, um em cada três formados não tem condições de exercer a medicina nem de fazer uma residência. Eles acabam alocados nas emergências, atendendo mal a população, o que representa um desperdício de dinheiro público”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCMonteiro defendeu que esses profissionais não deveriam ingressar no mercado de trabalho sem passar por processos de requalificação, alertando para riscos à segurança dos pacientes e à eficiência do sistema.
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O presidente da CNSaúde também destacou que a construção de um modelo estável de saúde suplementar passa pela recuperação da confiança do mercado e dos pacientes. Segundo ele, a judicialização excessiva é um dos principais entraves à sustentabilidade do setor.
“A única forma de estabelecer um modelo estável de saúde suplementar é ganhar a confiança do mercado. A judicialização é um dos maiores problemas do setor”, afirmou, ao defender a adoção rigorosa das melhores práticas médicas, como evitar exames desnecessários e tratamentos excessivos.
Encerrando o painel, David Basbaum, diretor assistencial da Geap, reforçou que a judicialização pressiona custos e compromete a previsibilidade financeira das operadoras. Segundo ele, a adoção de maior racionalidade assistencial é fundamental para equilibrar o sistema.
Basbaum ressaltou que a falta de compreensão sobre essa dinâmica acaba recaindo sobre o consumidor final, que não entende os reajustes dos planos de saúde, ampliando a insatisfação e retroalimentando o ciclo de judicialização.
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