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Publicado 04/05/2026 • 09:21 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Reuters
FIFA inicia a ultima venda de ingressos para a Copa do Mundo
A FIFA aumentou os valores destinados às seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026, elevando a distribuição total para US$ 871 milhões — a edição mais lucrativa já realizada.
O aumento das verbas, anunciado na última quarta-feira durante a 36ª reunião do Conselho da FIFA, em Vancouver, no Canadá, ocorre em meio a críticas à entidade sobre os preços dos ingressos e suas parcerias comerciais.
Pela nova estrutura de distribuição financeira, as associações participantes da Copa do Mundo de 2026 — que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá a partir de 11 de junho — receberão US$ 2 milhões adicionais, distribuídos da seguinte forma:
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Com isso, o valor mínimo garantido para cada seleção classificada será de ao menos US$ 12,5 milhões, além de premiações adicionais vinculadas ao desempenho no torneio.
Esses pagamentos têm como objetivo compensar parte dos custos associados à classificação e à preparação para o torneio, realizado a cada quatro anos, incluindo viagens, centros de treinamento e remuneração de comissões técnicas.
Segundo Ricardo Fort, fundador da consultoria esportiva Fort Consulting, o impacto tende a ser especialmente relevante para seleções fora do grupo das potências tradicionais do futebol.
“Essa contribuição incremental às associações nacionais reforça o papel da FIFA de redistribuir o sucesso comercial do torneio de volta ao ecossistema global do futebol”, afirmou Fort.
A edição de 2026 será a maior da história, com expansão para 48 seleções, ante 32 em 2022. Quatro equipes nacionais — Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão — devem estrear na competição.
A FIFA informou ainda que mais de US$ 16 milhões foram reservados para cobrir os custos das delegações participantes e a alocação de ingressos às equipes, elevando o montante total destinado às seleções para US$ 871 milhões.
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A entidade já havia anunciado, em dezembro, um aumento superior a 50% no total de premiações do torneio. Na ocasião, o Conselho da FIFA aprovou um prêmio total “recorde” de US$ 727 milhões para a edição de 2026, alta de 65% em relação aos US$ 440 milhões distribuídos às equipes na Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Apesar do aumento nas premiações, torcedores têm manifestado insatisfação com os preços dos ingressos e com as fontes de receita da FIFA.
Sob o novo sistema de precificação “dinâmica”, os valores variam conforme a demanda. Alguns torcedores relataram que os preços subiram mais de dez vezes em comparação com o torneio de 2022.
Uma análise da CNBC mostrou ingressos variando de US$ 380 por um bilhete de Categoria 2 para uma partida da fase de grupos entre Curaçao e Costa do Marfim, na Filadélfia, até US$ 4.105 por ingressos de Categoria 1 para o jogo entre Estados Unidos e Paraguai, no Los Angeles Stadium.
Na plataforma oficial de revenda da FIFA, alguns anúncios atingiram valores extremos, incluindo um ingresso para a final listado por US$ 11,5 milhões. Embora a FIFA não controle os preços de revenda, a entidade cobra uma taxa de 15% sobre o valor de cada transação.
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Um porta-voz da FIFA afirmou à CNBC que a organização está “focada em garantir acesso justo ao nosso jogo para torcedores atuais e também potenciais”, oferecendo ingressos para a fase de grupos a partir de US$ 60.
Esses ingressos de menor valor, porém, foram destinados “especificamente aos torcedores das seleções classificadas, com o processo de seleção e distribuição gerido individualmente pelas Associações Membro Participantes”.
O porta-voz acrescentou que o sistema de preços variáveis “está alinhado às tendências do setor em diferentes áreas do esporte e do entretenimento” e assegura um “valor justo de mercado”.
Apesar da indignação com os preços, a demanda pelos ingressos segue elevada. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou anteriormente à CNBC que a entidade recebeu cerca de 508 milhões de solicitações para os sete milhões de ingressos disponibilizados para as 104 partidas do torneio.
Se confirmados, esses números indicariam público presencial muito superior ao da Copa de 2022, no Catar, que registrou mais de 3,4 milhões de espectadores ao longo de 64 partidas.
“O preço dos ingressos é sempre um tema sensível em megaeventos dessa escala”, disse Fort. “Sempre haverá segmentos de torcedores que se sentirão excluídos, especialmente nas partidas mais disputadas.”
Ainda assim, ele avalia que a estratégia de precificação da FIFA “tem funcionado no mercado americano”, diante da elevada procura.
Torcedores também parecem ter dado pouca atenção a outras controvérsias envolvendo a entidade, como o acordo de patrocínio com a Saudi Aramco e a concessão do Prêmio da Paz da FIFA ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Historicamente, o que vimos é que o engajamento dos torcedores com o torneio em si permanece extremamente resiliente. Quando a competição começa, o foco muda rapidamente para o futebol”, afirmou Fort.
As finanças da FIFA também cresceram acompanhando o torneio. Em 2025, as receitas da entidade somaram US$ 2,66 bilhões, com os direitos de transmissão representando a maior parcela, seguidos pelos direitos de marketing.
Os ativos totais subiram para US$ 9,48 bilhões, alta de 54% em relação ao ano anterior. As reservas totais, porém, caíram para cerca de US$ 2,7 bilhões, recuo de 8% na comparação anual, enquanto o passivo total mais que dobrou em 2025.
Formalmente uma organização sem fins lucrativos, a FIFA direciona seus investimentos para infraestrutura em suas 211 associações-membro, além da organização de competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, segundo o orçamento da entidade para o período de 2027 a 2030.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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