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Bolsa brasileira mira recordes históricos até o fim do ano e reacende disputa global por investimentos diante dos EUA

Publicado 22/04/2026 • 21:56 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Bank of America elevou projeção para 210 mil pontos até o fim do ano, apoiado em possível alívio inflacionário e corte de juros
  • Espaço para valorização adicional depende menos de múltiplos e mais da queda do prêmio de risco, ligada à trajetória dos juros
  • Fluxo estrangeiro e demanda por mercados emergentes sustentam o Brasil, favorecido por commodities, posição geopolítica e diversificação global de investimentos
Ibovespa

Reprodução/Canva

Apesar do reajuste recente do Ibovespa, que voltou a casa dos 192 mil pontos no pregão desta quarta-feira (22), o ritmo de alta da bolsa brasileira deve continuar positivo. Afinal, depois do rali de mais de 15 sessões, é natural que haja um resgate de lucros, segundo os especialistas ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC.

A sessão começou com a revisão das expectativas do Bank of America (BofA) para o mercado nacional – de 180 para 210 mil pontos até o final deste ano, um potencial de alta de cerca de 9% em relação aos níveis atuais. Segundo a instituição, fatores como a distensão do conflito no Irã devem levar a um alívio nas expectativas de inflação e, consequentemente, no afrouxamento da política monetária.

Para Breno Falseti, sócio da Rubik Capital, a revisão é plausível e depende essencialmente de um ciclo de corte de juros mais acentuado do que o atualmente precificado pela curva. “Na margem, o Ibovespa já acumula expansão relevante de múltiplos ao longo do ano, e as ações brasileiras não podem mais ser consideradas descontadas em termos absolutos. O espaço para valorização adicional vem menos de uma reprecificação rumo à média histórica e mais da compressão do prêmio de risco, que por sua vez deriva da trajetória da curva de juros”, explica.

Ele conta que o apetite internacional pelo Brasil está apoiado em vetores estruturais que antecedem o conflito. “A própria guerra reforçou uma tendência que vinha se consolidando desde a pandemia: a reorganização das cadeias produtivas em direção a fontes confiáveis de commodities e a geografias mais distantes dos principais focos de tensão”, diz. Para ele, o Brasil se beneficia tanto pela posição geográfica quanto pelo perfil exportador em energia, proteínas e metais.

A resiliência demonstrada pelos mercados emergentes, especialmente o Brasil, tem sido impulsionada pelo fluxo de investidores estrangeiros que têm diversificado suas carteiras, realocando recursos de ativos como títulos do Tesouro americano e ações dos Estados Unidos para mercados emergentes, diz Jayme Simão, sócio fundador do Hub do Investidor.

“A magnitude desse fluxo é tal que pequenas variações nas alocações internacionais podem gerar grandes impactos nas bolsas dos países em desenvolvimento”, ele diz. Simão aponta, inclusive, que alguns mercados emergentes mantiveram ou superaram seus patamares anteriores, enquanto os mercados desenvolvidos enfrentaram dificuldades.

O Bank of America prevê que essa tendência persista, mesmo diante das incertezas geopolíticas, como a instabilidade no setor de petróleo e a situação no Oriente Médio. Segundo o sócio da L4 Capital, Hugo Queiroz, a continuidade da apreciação do Ibovespa, de maneira forte e recorrente, depende da agenda de reformas e de controle fiscal a ser apresentada pelos candidatos à presidência da República.

“Isso vai baixar juros e acelerar investimentos e crescimento. A partir daí, baixar o custo da dívida e melhorar a perspectiva de caixa, o que expande múltiplos do benchmark”, explica. Segundo o especialista, a previsão do banco de investimentos equivale a um valuation médio de 11x a correlação entre preço e lucro.

“Mesmo sem empresas de tecnologia, uma mudança de patamar de múltiplos vem se tivermos cenário construtivos no campo fiscal, de até 20x, 22x…”, conclui o especialista.

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