Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Impulso de viagens da Copa do Mundo ainda não se concretizou para empresas dos EUA
Publicado 10/06/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
BREAKING NEWS:
Preços do petróleo disparam com os novos ataques dos EUA ao Irã
Oracle supera expectativas, mas ações caem após plano de captar mais US$ 20 bilhões
Wall Street precisará aprender a economia dos tokens antes dos IPOs de IA; SpaceX oferece prévia
SoftBank despenca mais de 8% enquanto ações de tecnologia da Ásia caem, acompanhando perdas de Wall Street
Meta fecha acordo para data center de IA na Índia enquanto amplia infraestrutura global
Índices futuros do Dow Jones caem 400 pontos após Trump afirmar que o Irã demorou demais nas negociações
Publicado 10/06/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Copa do Mundo de 2026 deve atrair uma onda de torcedores de futebol de todo o mundo para a América do Norte. Mas o esperado boom de viagens está se desenhando menos como uma alta uniforme e mais como um teste de poder de precificação que varia de cidade para cidade e de jogo para jogo.
“A demanda é real e positiva, mas não está distribuída de forma homogênea entre as cidades-sede”, afirmou Jay Wardle, presidente da empresa de inteligência de dados de viagens Sojern.
Novos dados de reservas aéreas da Sojern mostram que a maioria das cidades-sede nos Estados Unidos e no Canadá registra crescimento na comparação anual para o período do torneio, com destaque para Houston e Dallas. Já Seattle e as três cidades-sede do México estão abaixo do ritmo registrado no ano passado.
Leia também: Igor Lopes: TV 3.0 pode acelerar convergência entre televisão e internet durante a Copa de 2026
O torneio começa nesta quinta-feira na Cidade do México e segue até meados de julho, terminando com a final no New York New Jersey Stadium, mais conhecido como MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. Trata-se da maior Copa do Mundo já realizada, com 48 seleções, 104 partidas e jogos distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e México.
Para hotéis, restaurantes, companhias aéreas, empresas de transporte por aplicativo e cidades-sede, a lógica sempre foi simples: mais seleções, mais jogos, mais torcedores e mais gastos.
A Fifa projeta que o evento poderá contribuir com até US$ 17,2 bilhões para o PIB dos Estados Unidos.
Mas o Deutsche Bank afirmou que, mesmo que a competição atraia 1,2 milhão de torcedores internacionais para a América do Norte, o impacto econômico geral tende a ser limitado para uma economia do tamanho da norte-americana, representando um impulso temporário de aproximadamente 0,05% do PIB caso a estimativa da Fifa seja alcançada.
Leia também: Entenda como Copa de 2026 pode inaugurar nova era tecnológica no esporte global
A bonança financeira deverá ser distribuída de forma desigual entre cidades, hotéis, restaurantes e outros negócios dependentes do turismo.
O Airbnb afirmou esperar seu maior evento da história, superando até mesmo os Jogos Olímpicos de Paris de 2024. A empresa aposta em famílias e grupos que buscam acomodações maiores ou custos menores por pessoa.
A plataforma também pode se beneficiar do tempo de permanência dos viajantes. Dados da Sojern indicam que mais de três quartos dos turistas da Copa pretendem passar entre seis e 12 noites em seus destinos.
“Estamos bastante entusiasmados com o impacto da Fifa ao observarmos os padrões de reservas para o verão”, disse Tony Capuano, CEO da Marriott, à CNBC. “Estamos vendo uma demanda muito forte tanto em cidades que receberão jogos quanto em outras cidades dos Estados Unidos.”
Leia também: Como a Copa do Mundo está redesenhando o mercado de turismo na América do Norte
Capuano afirmou que a Marriott espera que a Copa do Mundo eleve a receita por quarto disponível nos Estados Unidos em cerca de 40 pontos-base.
A Marriott, maior rede hoteleira do mundo, destacou que está particularmente bem posicionada graças ao reconhecimento global de sua marca e ao seu programa de fidelidade.
“Por conta da amplitude da nossa presença global, temos grande experiência com eventos como a Fifa, as Olimpíadas e o Super Bowl”, afirmou Capuano. “Os padrões de reservas que estamos observando estão muito próximos das nossas expectativas.”
Segundo o executivo, a liberação de parte dos blocos de quartos reservados pela Fifa já era esperada e as reservas atuais seguem exatamente dentro das projeções da empresa. A principal variável agora será o avanço das seleções nas fases finais do torneio, que poderá alterar os fluxos de viagem.
Leia também: ONU pede que EUA ‘repensem profundamente’ sua política migratória durante a Copa do Mundo
Jim Allen, presidente do conselho da Hard Rock International e CEO da Seminole Gaming, afirmou que o sul da Flórida já observa sinais positivos relacionados à Copa do Mundo. Segundo ele, mais da metade dos ingressos para partidas na região de Miami foi adquirida por moradores locais, enquanto o restante ficou com turistas.
Allen destacou que os fortes laços de Miami com a América Central e a América do Sul, somados à infraestrutura turística e à cultura ligada ao futebol, estão impulsionando a demanda.
Para a Hard Rock, a Copa já está gerando fluxo de visitantes internacionais de alto padrão. O executivo afirmou que a empresa está recebendo hóspedes de diversos continentes, incluindo clientes que nunca haviam se hospedado em propriedades da marca.
Ele também disse que a movimentação nos cassinos relacionada ao evento está acima dos níveis habituais e se aproxima do volume registrado em grandes eventos como o Super Bowl e a Fórmula 1.
Leia também: França e Espanha são as favoritas para a Copa do Mundo, de acordo com Kalshi e Polymarket
Os dados de reservas aéreas da Sojern mostram crescimento de quase 8% em Miami e avanço semelhante em Nova York. A região de Dallas-Fort Worth registra alta de aproximadamente 10%, enquanto Houston apresenta aumento próximo de 13%.
Mas nem todas as cidades estão experimentando o mesmo impulso. Seattle, por exemplo, registra um volume de reservas aéreas quase 21% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
O formato ampliado da Copa do Mundo significa mais ingressos disponíveis e mais partidas para comercializar. Jogos de grande apelo, partidas envolvendo países-sede e a final continuam atraindo demanda premium. Já confrontos menos populares da fase de grupos, realizados em grandes estádios da NFL, têm encontrado mais dificuldade para lotar, especialmente porque os ingressos permanecem caros, em patamares comparáveis aos de eventos como o Super Bowl.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleEsse cenário cria um desafio de precificação. Cidades-sede e proprietários de hotéis se prepararam para um evento considerado único em uma geração. Porém, os torcedores estão tomando decisões práticas sobre quais partidas justificam a viagem, até onde estão dispostos a se deslocar, se vale mais a pena ficar em hotéis ou locações de curto prazo e se os preços continuam compensando.
Rosanna Maietta, presidente e CEO da American Hotel & Lodging Association (AHLA), afirmou que a demanda hoteleira nas cidades-sede “evoluiu de maneira diferente daquela inicialmente prevista”, em parte devido ao volume de visitantes internacionais abaixo das expectativas.
Uma pesquisa realizada pela entidade em abril mostrou que 80% dos entrevistados relataram reservas abaixo do esperado. Alguns empresários ficaram indignados após a Fifa cancelar grandes blocos de quartos que havia reservado anteriormente.
Leia também: Copa do Mundo 2026: veja o valor de mercado das 10 seleções mais valiosas
Ainda assim, Maietta afirmou que os associados da AHLA vêm observando uma aceleração da demanda, em linha com a tendência de reservas de última hora para grandes eventos.
“Diferentemente das viagens tradicionais de lazer, muitos visitantes ainda estão finalizando seus planos e garantindo ingressos”, afirmou Maietta. “O setor espera uma aceleração das reservas de última hora à medida que os jogos se aproximam e acreditamos que a presença de público nos estádios será forte.”
A Sojern informou que 35% das reservas de hotéis em cidades-sede da Copa do Mundo historicamente ocorrem nos sete dias anteriores à viagem.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, minimizou preocupações com resultados decepcionantes para o setor de viagens. Em entrevista à CNBC nesta terça-feira, afirmou: “Devemos fazer essa análise após o fim da Copa do Mundo. Nunca vimos tantas solicitações de ingressos.”
Leia também: Guerra e política migratória reduzem apelo da Copa de 2026 e afetam turismo global
O Deutsche Bank afirmou que fundos imobiliários hoteleiros com maior exposição a hotéis de serviço completo podem se beneficiar da Copa do Mundo, já que delegações, patrocinadores e grupos corporativos utilizam não apenas quartos, mas também espaços para reuniões e áreas de alimentação. O banco incorporou em seus modelos um aumento entre 50 e 75 pontos-base na receita por quarto disponível associado ao torneio. Também espera desempenho superior dos hotéis de luxo em relação aos empreendimentos econômicos.
Os restaurantes podem estar ainda melhor posicionados para capturar ganhos mais amplos. Segundo o Deutsche Bank, empresas de alimentação devem se beneficiar tanto do turismo quanto das festas para assistir aos jogos, especialmente restaurantes próximos aos estádios e cidades-sede, operações focadas em entregas de pizza e asas de frango, além de bares esportivos que transmitirão partidas em horários compatíveis com os fusos da América do Norte.
Derek Evans, CEO do Marcus Samuelsson Group, afirmou à CNBC que ainda é cedo para fazer previsões definitivas sobre os benefícios para o setor de restaurantes.
Leia também: Quem são os jogadores mais velhos da história da Copa do Mundo? Veja o ranking
“Ainda não vimos a paixão dos torcedores realmente entrar em cena”, disse. “Quando a seleção do seu país começa a vencer, os limites dos orçamentos de viagem deixam de existir.”
Empresas de transporte por aplicativo, como Uber e Lyft, também podem registrar aumento da demanda durante os jogos.
A principal questão para as cidades-sede é saber se até mesmo o maior evento esportivo do planeta possui um limite de preço que os consumidores estão dispostos a pagar.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Anthropic lança o Claude Fable 5, sua inteligência artificial mais poderosa
2
Sem ganhador, Mega-Sena acumula e próximo sorteio pagará R$ 8 milhões
3
iFood expõe milhões de brasileiros a golpistas e omite fato das autoridades de proteção de dados
4
Naskar troca de dono pela segunda vez, app segue fora do ar e investidores sem o dinheiro
5
Qual a probabilidade de ganhar na Quina de São João? Entenda as chances do concurso milionário