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Ibovespa acelera queda e quase perde os 175 mil pontos com aversão ao risco e tensão no Oriente Médio
Publicado 20/03/2026 • 16:04 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 20/03/2026 • 16:04 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Freepik.
O Ibovespa apresenta forte queda na tarde desta sexta-feira (20), em dia de aversão ao risco e realização de lucros. Por volta das 15h47, o principal índice da bolsa brasileira recuava 2,87%, aos 175.099 pontos.
Para Artur Horta, head de operações e análise da The Link Investimentos, o mercado global está passando por um movimento clássico de sell-off, marcado por um nível elevado de aversão a risco. Nesse cenário, investidores entram em pânico e passam a vender suas posições em ações a qualquer preço, buscando liquidez e proteção em caixa.
“Neste momento, não é uma questão de fundamento, cenário doméstico ou valuation. O principal driver é o medo em relação à escalada do conflito no Irã. Esse comportamento gera um efeito em cadeia: quanto mais os investidores vendem, mais os preços caem e isso, por sua vez, força novas vendas”, afirma Horta.
Segundo o analista, o pano de fundo da queda do Ibovespa é a deterioração do cenário geopolítico, sem sinais claros do fim da escalada. “O conflito já impacta diretamente o mercado de energia, com redução relevante na oferta global de petróleo e preços superando US$ 112 por barril”, pontua.
Além disso, o Estreito de Ormuz segue como ponto crítico, na visão de Horta. “O Irã sinalizou que não pretende discutir a reabertura da passagem enquanto estiver sob ataque, enquanto há notícias de que os Estados Unidos consideram ampliar sua presença militar na região”, acrescenta.
Como consequência deste cenário, existe pressão na inflação global, principalmente com energia, reduzindo assim as expectativas de corte de juros nos EUA. “Isso intensifica o sentimento de risco para todos os ativos, principalmente bolsas e moedas em países emergentes”, destaca Horta.
Já Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, cita que alguns fatores domésticos também deixaram o investidor mais cauteloso. “No Brasil, o mercado também reagiu a um tom mais conservador do Banco Central após a última decisão de juros. A sinalização de cautela, somada ao impacto do petróleo mais alto sobre a inflação, fez com que parte dos investidores reduzisse posição em ativos de risco, principalmente em setores mais sensíveis ao custo de capital, como varejo, construção e tecnologia”, afirma.
Além disso, Rios lembra que o Ibovespa estava operando próximo de máximas recentes nas últimas semanas, o que naturalmente abriu espaço para movimentos de realização de lucros, principalmente diante incertezas.
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