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Ibovespa B3 tem leve oscilação com aversão ao risco; dólar inverte movimento
Publicado 09/12/2025 • 18:23 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 09/12/2025 • 18:23 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
O Ibovespa B3 seguiu a semana em ritmo mais moderado e terminou o pregão desta terça-feira (9) em leve baixa de 0,13%, aos 157.981,13 pontos, em um movimento de acomodação após a volatilidade recente.
Com o aumento da aversão ao risco no exterior e um noticiário doméstico novamente carregado de incertezas políticas, investidores optaram por maior seletividade.
Entre as ações mais negociadas do dia, GOL recuou 2,7%, acompanhando a fraqueza do setor e o aumento do VIX para 20,8 pontos, enquanto Itaúsa e Cosan também caíram suavemente. No sentido oposto, Ambev conseguiu pequena alta de 0,15%.
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Nas pontas, o pregão trouxe disparidades relevantes: FESA3 liderou as altas com avanço de 8,4%, seguida por CRPG5 e PEAB3, enquanto Recrusul figurou como a maior baixa, com tombo de 13,8%.
As curvas de juros continuam ancoradas, com o DI de curto prazo em 14,90%, refletindo expectativa de estabilidade na decisão do Copom desta semana. Já o VIX, mais uma vez, capturou a tensão pré–Fed e voltou a subir.
No câmbio, o dólar inverteu o movimento da véspera e subiu 0,26%, negociado a R$ 5,435. A moeda opera com volatilidade à espera das decisões de política monetária dos dois bancos centrais mais importantes para o mercado brasileiro: Fed e Copom.
No exterior, o foco está no gráfico de pontos, no discurso de Jerome Powell e em eventuais sinais sobre a trajetória de cortes em 2026. Uma postura mais política ou leniente pode enfraquecer o dólar globalmente, segundo analistas, mas o mercado prefere aguardar.
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Siga o Times | CNBCNo campo macroeconômico, a inflação vem perdendo tração. O IGP-M subiu apenas 0,15% na primeira prévia de dezembro, e o IPC-S desacelerou em quatro das sete capitais, ajudando a reduzir a percepção de pressão de preços. A moeda brasileira também ganhará maior visibilidade internacional: o par USD/BRL voltará a compor o WSJ Dollar Index, após ultrapassar 1% do volume global de negociações.
Enquanto isso, no noticiário externo, o presidente americano Donald Trump voltou a mencionar ajustes tarifários — que podem ser elevados ou reduzidos conforme “necessário”, segundo ele — adicionando mais um ingrediente de cautela aos mercados globais.
Na avaliação da economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Pinheiro, a Super Quarta deve ser marcada menos pelas decisões em si — amplamente precificadas — e mais pelo tom das comunicações do Fed e do Copom.
Ela destaca que, nos Estados Unidos, embora o corte de 0,25 ponto esteja praticamente contratado, a tendência é de uma mensagem mais dura, refletindo a falta de dados recentes após o shutdown e a preocupação com a inflação ainda resistente. Segundo Tatiana, o Fed deve usar essa postura para “segurar” o mercado e reforçar a possibilidade de uma pausa em janeiro, dado o grau de incerteza.
Já no Brasil, ela avalia que a manutenção da Selic em 15% também é consenso, mas o espaço para corte em janeiro começa a se abrir — especialmente se o comunicado mencionar os efeitos defasados da política monetária sobre inflação e atividade, que já são visíveis.
Para ela, o BC pode adotar um discurso intermediário, evitando mudanças bruscas, mas indicando maior conforto para iniciar a flexibilização.
Tatiana também chamou atenção para o ambiente externo: as declarações recentes do presidente Donald Trump sobre a futura escolha do comando do Fed elevam o debate sobre credibilidade da autoridade monetária americana. Embora a moeda de reserva global suporte tensões maiores, ela afirma que 2025 será um ano de “teste contínuo” para a confiança no banco central dos EUA.
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