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Ibovespa cede com IPCA e alta do petróleo pressionando Selic

Publicado 12/05/2026 • 17:09 | Atualizado há 25 minutos

KEY POINTS

  • Resultado do IPCA veio ligeiramente abaixo das expectativas, mas analistas destacaram aceleração de serviços subjacentes e dos núcleos de inflação, fatores relevantes para a política monetária do Banco Central do Brasil.
  • Ações da Petrobras recuaram após balanço considerado neutro pelo mercado, enquanto Braskem avançou com expectativas ligadas à estatal.
  • Analistas avaliam que uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, em caso de acordo entre EUA e Irã, poderia reduzir o preço do petróleo, aliviar a inflação brasileira e abrir espaço para cortes mais rápidos da Selic, favorecendo a Bolsa brasileira.
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O Ibovespa  encerrou a sessão desta terça-feira em baixa de 0,74%, aos 180.559 pontos, em uma sessão de recuo geral nos mercados globais. No Brasil, pesa o resultado do IPCA abaixo das expectativas, mas com avanços de itens subjacentes de impacto na política monetária. No mundo, a persistência da indefinição sobre o conflito entre EUA e Israel, a alta do petróleo e a inflação americana já refletindo os impactos da guerra puxaram os índices para baixo.

O resultado do indicador de avanço dos preços do IBGE cheio veio ligeiramente melhor que o consenso, mas a composição não foi exatamente benigna, diz Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos. 

“O dado desacelerou de 0,88% em março para 0,67% em abril, abaixo dos 0,70%, mas o acumulado em 12 meses subiu de 4,14% para 4,39%, ainda perto do teto da meta. Dentro dos grupos, os serviços subjacentes, mais sensíveis ao ciclo econômico e muito relevantes sob a ótica da demanda, aceleraram, bem como a média dos núcleos”, afirma.

Soma-se ao quadro nacional a recepção dos resultados da Petrobras, divulgados na última segunda-feira (11). A leitura do mercado é de que os números, apesar de atenderem as projeções, foram inferiores ao do ano anterior. 

Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, afirmou que as ações da estatal recuam após a divulgação sem surpresas positivas e com leitura considerada neutra pelo mercado, especialmente após o papel já acumular um desempenho recente mais forte. Segundo ele, a Braskem aparece entre as maiores altas do pregão, impulsionada por expectativas envolvendo possíveis movimentos indiretos da Petrobras. Já a Natura segue mantendo um desempenho mais fraco.

Beny Fard, sócio da B8 Partners, afirma que a pressão sobre o mercado brasileiro reflete um paradoxo. Segundo ele, embora o Ibovespa tenha forte exposição a commodities, a alta do barril do petróleo, em vez de beneficiar essas companhias, acaba elevando a inflação no Brasil e pressionando o Copom a manter a taxa Selic elevada por mais tempo, o que comprime os múltiplos da Bolsa.

Fard também destaca que o principal catalisador para uma recuperação do Ibovespa seria geopolítico, com um possível acordo entre Estados Unidos e Irã que permitisse a reabertura do Estreito de Ormuz: “Isso derrubaria o preço do petróleo, aliviaria o IPCA, abriria espaço para o Copom acelerar os cortes de juros e reposicionaria o Ibovespa em direção ao rompimento dos 200 mil pontos”.

Altas e baixas

Na ponta positiva do pregão, o destaque foi a Braskem, que disparou 29,02% e encerrou cotada a R$ 11,87. Em seguida, a Hapvida avançou 9,27%, fechando a R$ 12,50, enquanto a Direcional subiu 3,50% e terminou o dia a R$ 13,30. Também figuraram entre as altas a Magazine Luiza, com ganho de 3,32% e cotação de R$ 7,16, e a Smart Fit, que avançou 1,75% e fechou a R$ 19,74.

Já entre as maiores quedas, a Natura liderou as perdas ao recuar 5,62%, encerrando a R$ 9,91. Na sequência, a Yduqs caiu 4,03% para R$ 10,25, enquanto a Azzas 2154 perdeu 3,29%, fechando a R$ 19,40. A Cosan recuou 3,22% e terminou a R$ 4,81, e a Sabesp caiu 2,86%, encerrando cotada a R$ 29,55, segundo dados da Rocket Trader.

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