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Ibovespa mergulha 2,34% com sinais de economia superaquecida e deterioração da trégua no Irã
Publicado 03/06/2026 • 17:19 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 03/06/2026 • 17:19 | Atualizado há 4 meses
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O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (3) em queda de 2,34%, aos 170.122, com dados de produção industrial mais fortes do que o esperado e uma piora nas tensões entre Estados Unidos e Irã. Somados os fatores, a percepção dos agentes de mercado ouvidos pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, é de que o corte de juros está cada vez mais distante.
Segundo Fernando Siqueira, head de research da Eleven Financial, a alta do petróleo também tem pesado sobre os mercados, à medida que que preços mais elevados da commodity dificultam o processo de afrouxamento monetário.
“Outro ponto que permanece no radar dos investidores é a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Embora a medida tenha sido divulgada ontem, seus efeitos continuam sendo avaliados pelo mercado”, diz o especialista. Ele afirma que, apesar do mercado ter ignorado as novas barreiras comerciais na véspera, a impressão de que o governo pode não ter tempo hábil para reverter a sanção começou a pesar no indicador.
Além disso, diz Siqueira, há ainda um movimento de preferência dos investidores, especialmente os estrangeiros, por empresas de tecnologia. Como a Bolsa brasileira tem baixa representatividade nesse segmento, parte dos recursos acaba sendo direcionada para outros mercados.
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Siga o Times | CNBCJá Fábio Louzada, sócio-fundador da B7 Business, avalia que o ciclo de cortes da taxa Selic deve se encerrar já na reunião de junho e marcar a última redução de juros do ano. “Na minha opinião, essa visão ganha força após a divulgação de números da produção industrial acima das expectativas, mesmo em um contexto de juros elevados”, ele diz.
O economista argumenta que a atividade econômica mais resiliente pode dificultar o controle da inflação, o que eleva a probabilidade de juros elevados por um período mais longo. Como consequência, a curva de juros avança tanto nos vencimentos mais curtos quanto nos mais longos.
“A perspectiva de juros elevados por mais tempo também contribui para o fortalecimento do dólar. Nesse contexto, empresas exportadoras tendem a se beneficiar. É o caso da Suzano, que registra valorização no pregão por conta de sua exposição ao mercado externo e dos ganhos decorrentes da alta da moeda americana”, afirma.
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