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Ibovespa recua 1,65% e perde 193 mil pontos com reajuste acumulado pós feriado e peso dos bancos

Publicado 22/04/2026 • 17:53 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Movimento foi amplificado por incertezas geopolíticas e pela ausência de sinais positivos, com impacto nas expectativas de juros e no ritmo da economia global
  • Ruído político sobre a proposta de escala 6 por 1 ainda não precificado, mas já adiciona volatilidade ao cenário ao elevar o nível de incerteza
  • Destaques do dia mostram rotação e dispersão, com altas em petróleo e saúde e quedas acentuadas em educação e seguros
índice

Reprodução

Ibovespa teve queda acentuada na sexta-feira

O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira, 22, em baixa de 1,65%, aos 192.888,96 pontos, com fluxo de R$ 26,4 bilhões. O movimento do índice acompanha o desempenho das bolsas de Nova York, que também recuaram diante das incertezas acerca da progressão das negociações entre Irã e Estados Unidos.  

Entre as blue chips, o desempenho negativo de bancos impulsionou as quedas do Ibovespa. Entre os bancões brasileiros, Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) amargaram perdas de de 2,95% e 2,89%, respectivamente.

Trata-se de um ajuste ao feriado anterior, quando os mercados locais permaneceram fechados enquanto as bolsas americanas registraram perdas. Esse movimento acabou sendo incorporado apenas nesta sessão. Apesar da continuidade das tensões no Oriente Médio, os mercados internacionais tiveram comportamentos distintos, com investidores ainda avaliando os impactos sobre a economia global, diz Arthur Horta, sócio da The Link Investimentos, em entrevista à Time Brasil, licenciado exclusivo CNBC. 

“Há um ruído relacionado à votação na Comissão de Constituição e Justiça da proposta de redução da escala de trabalho 6 por 1. O mercado não fez todas as contas, não sabe qual será o impacto direto, mas a tramitação na Câmara traz incerteza. E o que o mercado mais teme é justamente isso, a incerteza, que aumenta a volatilidade”, afirma o especialista. 

Já Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, explica que um cenário de guerra traz efeitos inflacionários e recessivos, com impacto direto no aumento do preço do petróleo e na desaceleração da economia. “É exatamente esse ambiente que estamos vivendo agora, sem novidades positivas que mudem esse quadro. As expectativas de queda de juros ao longo do ano vêm diminuindo e ainda não há uma divulgação relevante de balanços que traga alívio”, disse. 

Ele explicou que o principal fator de impacto continua sendo o conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã. 

Entre as maiores altas do índice, o destaque foi para a PetroRecôncavo, que alcançou os R$ 13,60 após subir 3,82%. Depois, o destaque foi para a Hapvida, em alta de 2,18% aos R$ 12,65, seguindo pela Petrobras (1,86%), aos R$ 52,70, e a Prio (1,74%), aos R$ 62,70. 

No campo das perdas, o maior recuo veio Cogna, que cedeu 6,97%, aos R$ 3,07. Outras ações de destaque foram a Yduqs (-5,43%) aos R$ 11,15, IRB (-5,09%) aos R$ 55,33 e Marfrig (-4,50%), aos R$ 18,69. Os dados são da RocketTrader. 

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