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Ibovespa tomba 2,5% e perde os 170 mil pontos após JPMorgan reduzir recomendação do Brasil

Publicado 11/08/2026 • 17:36 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ibovespa caiu 2,50%, aos 167.874,64 pontos, após oscilar entre 167.568,94 e 172.385,51 pontos, com volume financeiro de R$ 23,6 bilhões.
  • JPMorgan reduziu a recomendação para o Brasil a “neutra”, citando juros elevados, déficit fiscal e maior volatilidade com a aproximação das eleições.
  • Ausência de fluxo comprador é um dos fatores que deixam o mercado mais vulnerável a novas quedas.

O Ibovespa fechou em forte queda nesta terça-feira (11) e perdeu o patamar dos 170 mil pontos, pressionado pelo rebaixamento da recomendação do Brasil pelo JPMorgan, pela cautela com o cenário eleitoral e por perdas expressivas entre os principais bancos.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 2,50%, aos 167.874,64 pontos, depois de oscilar entre 167.568,94 e 172.385,51 pontos. O volume financeiro aumentou em relação aos últimos pregões e somou R$ 23,6 bilhões.

O JPMorgan reduziu a recomendação para os ativos brasileiros de uma posição mais favorável para “neutra”. Entre os argumentos citados estão a perspectiva de juros elevados por mais tempo, as preocupações com o déficit fiscal e o aumento esperado da volatilidade com a aproximação das eleições.

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Falta de compradores aumenta pressão

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, avaliou que o mercado passou a incorporar com maior intensidade os riscos relacionados à eleição e à trajetória das contas públicas.

Segundo ele, a mudança de avaliação do JPMorgan reflete justamente uma postura mais cautelosa do investidor estrangeiro diante da combinação entre juros ainda elevados, incerteza fiscal e maior volatilidade política.

Corleta também destacou a falta de fluxo comprador na bolsa brasileira. Na avaliação do analista, o investidor estrangeiro voltou a reduzir exposição ao mercado local, enquanto o investidor doméstico continua encontrando na renda fixa uma alternativa atrativa diante do nível elevado dos juros.

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“Você não tem comprador, não tem interessado em comprar a Bolsa brasileira”, afirmou.

Para Corleta, esse ambiente deixa o mercado mais vulnerável a novas quedas, mesmo com ações de empresas relevantes negociando, segundo ele, abaixo de suas médias históricas de avaliação.

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Mercado se aproxima de faixa decisiva

A queda desta terça levou o Ibovespa para menos de 168 mil pontos. Corleta afirmou que a região próxima dos 165 mil pontos passa a ser acompanhada com atenção por investidores que utilizam análise técnica.

Segundo ele, uma perda mais consistente dessa faixa poderia reforçar uma tendência de baixa no curto prazo. Pela ótica dos fundamentos, porém, o analista ponderou que diversos setores, especialmente bancos e empresas de energia, já negociam em níveis historicamente baixos em relação aos lucros.

No exterior, Corleta apontou ainda uma movimentação de recursos em direção às ações americanas, principalmente empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial. Esse fluxo também reduz parte do interesse por mercados emergentes.

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