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Automóveis, luxo e mais: quais os fatores que derrubaram as bolsas da Europa?

Publicado 10/12/2025 • 16:34 | Atualizado há 6 meses

KEY POINTS

  • As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira (10), pressionadas por automóveis, defesa e luxo.
  • Investidores também esperavam pela decisão final de política monetária do Federal Reserve (Fed) neste ano (a ser informada após o pregão europeu).
  • Comentários da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, também fizeram efeito.
Bolsas da Europa mercados

Pixabay

Bolsas da Europa

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira (10), pressionadas por automóveis, defesa e luxo.

Investidores também esperavam pela decisão final de política monetária do Federal Reserve (Fed) neste ano (a ser informada após o pregão europeu) e sob comentários da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde.

  • Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,14%, a 9.655,53 pontos.
  • Em Frankfurt, o DAX recuou 0,22%, a 24.110,03 pontos.
  • Em Paris, o CAC 40 recuou 0,37%, a 8.022,69 pontos.
  • Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,25%, a 43.465,34 pontos.
  • Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,07%, a 16.746,70 pontos.
  • Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,89%, a 8.018,62 pontos.

As cotações são preliminares.

Os subíndices de automóveis (-1,5%), defesa (-0,9%) e luxo (-0,6%) lideravam as perdas do Stoxx 600. Entre ações, Leonardo (-1,9%) e o Banca Mediolanum (-0,6%) devolveram parte dos ganhos da véspera e pressionaram a Bolsa de Milão, enquanto a holandesa Aegon caiu 10% em Amsterdã, após detalhar planos de renomear e transferir sua sede para os EUA.

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Já no setor de luxo, LVMH se recuperou ao longo do dia e subiu 0,3% em Paris, depois de convocação de greve em suas unidades de champanhe pela CGT, que reivindica bônus de fim de ano, ter pressionado suas ações durante o pregão.

Mineradoras, como a Antofagasta (+0,4%), sustentaram parcialmente Londres e o subíndice de recursos básicos avançou 0,8%, em meio a alta nos preços de metais. A FirstGroup (+4,5%) e Volution (+3,2%) também avançaram com anúncios corporativos, enquanto Berkeley subiu 3,3% após reiterar projeções.

Em Frankfurt, a Delivery Hero saltou mais de 12% depois de anunciar que avalia alternativas estratégicas. Já a Thyssenkrupp caiu cerca de 1% mesmo com lucro trimestral.

No fronte macro, Lagarde afirmou que o banco central pode atualizar projeções novamente neste mês, revisando “para cima” o crescimento da zona do euro, e reforçou que a instituição deve “focar na inflação“. Analistas do Deutsche Bank destacaram, sobre o Fed, que o comunicado desta quarta tende a sinalizar que “o obstáculo é relativamente alto” para novos cortes no início de 2026.

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