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EXCLUSIVO: Bolsa de Ação Climática supera R$ 12 bi em ativos e mira crédito de carbono azul
Publicado 27/05/2026 • 11:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/05/2026 • 11:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Floresta Amazônica
A Bolsa de Ação Climática, a B4, superou R$ 12 bilhões em ativos sustentáveis sob custódia no primeiro semestre, em meio à tentativa de ampliar o mercado voluntário de carbono no Brasil. A informação foi obtida com exclusividade pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
A plataforma registra cerca de 4,5 milhões de toneladas de créditos de carbono negociadas em 2026. A B4 também soma mais de 1.200 projetos inscritos para listagem, sendo 37 em processo ativo e 11 já listados e em operação.
A expectativa da bolsa é que os 37 projetos em fase ativa sejam anunciados ainda em 2026. Eles envolvem áreas como energia limpa, agronegócio, floresta em pé e créditos de biodiversidade.
Um dos projetos em estruturação é o da Confaf, ligado à agricultura familiar. O programa deve impactar mais de meio milhão de pessoas e pode abrir caminho para um novo eixo no mercado brasileiro: o crédito de carbono azul.
Esse tipo de crédito está associado à recuperação e preservação de rios, manguezais e outros ecossistemas costeiros e aquáticos. A ideia é que esses ativos ambientais passem a integrar o mercado voluntário de carbono, com remuneração para comunidades envolvidas na conservação.
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O projeto da Confaf é uma das principais frentes da B4 para aproximar preservação ambiental e geração de renda. O trabalho envolve agricultura familiar e áreas ligadas a energia limpa, agronegócio, manutenção da floresta em pé e créditos de biodiversidade.
Além do alcance da Confaf, a plataforma estima que o conjunto de projetos em processo de listagem deve beneficiar cerca de 120 mil famílias no Nordeste ainda em 2026. A região concentra comunidades mais expostas a riscos climáticos e áreas com potencial de conservação ambiental.
A proposta é remunerar famílias e comunidades que atuam na proteção de ecossistemas. Ou seja, áreas preservadas passam a ter valor econômico dentro do mercado de carbono.
“O que estamos vendo hoje não é só um crescimento de mercado. É a prova de que é possível construir uma economia em que preservar vale mais do que destruir. A Confaf é um exemplo concreto disso: comunidades nordestinas que sempre souberam cuidar da terra e que agora começam a ser pagas por esse trabalho. Esse é o Brasil que a B4 quer financiar”, afirma Odair Rodrigues, CEO da B4.
O avanço da B4 ocorre em um mercado que ainda tenta ganhar escala, liquidez e regras mais claras de negociação. A avaliação da plataforma é que os processos de listagem podem reduzir a informalidade de operações que, historicamente, ocorreram de forma bilateral e com menor padronização.
Segundo a B4, os projetos passam por exigências técnicas antes de serem listados, em uma tentativa de dar mais segurança jurídica e financeira às transações.
A companhia avalia que o volume de R$ 12 bilhões em ativos sob custódia mostra uma etapa de maior execução do mercado voluntário de carbono no país, com projetos certificados, créditos negociados e comunidades remuneradas pela conservação ambiental.
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A criação de uma área de crédito de carbono azul é vista pela B4 como uma forma de ampliar os tipos de projetos sustentáveis no Brasil.
A categoria envolve ecossistemas como manguezais, rios e áreas costeiras, que têm papel relevante na captura de carbono, na proteção da biodiversidade e na preservação de comunidades locais.
No Brasil, esse mercado pode ganhar espaço pela extensão territorial do país e pela presença de áreas com potencial de conservação e recuperação ambiental.
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