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Fundos de crédito ganham espaço no varejo e podem superar R$ 1 trilhão
Publicado 25/02/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 25/02/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) pode ultrapassar a marca de R$ 1 trilhão ainda neste ano. A estimativa é de Samuel Garson, presidente da Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios.
Segundo ele, o crescimento está diretamente ligado à maturidade do mercado de crédito no Brasil e ao aumento da visibilidade do produto entre investidores.
“O FIDC era um produto muito desconhecido há alguns anos”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. De acordo com Garson, o avanço do crédito no país e a maior compreensão do funcionamento desses fundos despertaram o interesse de um público que antes não tinha acesso a esse tipo de investimento.
Historicamente restritos a bancos, gestoras e investidores qualificados, os FIDCs passaram a ganhar espaço também entre investidores menores. O dirigente avalia que o instrumento deixou de ser um produto de nicho e se tornou mais difundido nas plataformas financeiras.
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Ele atribui esse movimento à própria dinâmica do crédito no Brasil. “Eu brinco que o Brasil é o único lugar do mundo em que você compra uma calça jeans em 10 vezes”, disse, ao destacar que a forte cultura de parcelamento amplia a geração de recebíveis e, consequentemente, o potencial dos fundos.
Garson argumenta que, além da velocidade na concessão de crédito, os FIDCs oferecem transparência na análise das operações e maior integração com o fluxo de caixa das empresas. Esse conjunto de fatores, segundo ele, contribuiu para tornar o produto mais procurado.
Questionado sobre a diferença entre investir em FIDC e comprar uma debênture, Garson explicou que o fundo oferece diversificação mais ampla de risco.
Ao adquirir uma debênture, o investidor assume exposição direta ao risco de uma única empresa. Já em um FIDC, a carteira pode reunir centenas de empresas e, dentro delas, diversos sacados, que são os devedores finais dos créditos.
“Você dilui o risco na empresa e dilui o risco nos sacados daquela empresa. O risco é extremamente pulverizado”, afirmou.
Ele destacou que existem tanto FIDCs dedicados, estruturados para uma única companhia, quanto fundos multissedentes e multissacados, que reúnem créditos de diferentes empresas e clientes, ampliando a diversificação.
Garson também defendeu que a estrutura das cotas subordinadas oferece uma camada adicional de proteção ao investidor.
Ele explicou que essas cotas funcionam como um colchão de absorção de perdas. “Se o mercado opera entre 1,5% e 3% de prejuízo, há uma margem de segurança que pode chegar a cerca de 30%”, disse.
Segundo o presidente da associação, justamente por ainda ser menos explorado que outros instrumentos de crédito, o FIDC tende a oferecer retorno ligeiramente superior.
“Como o investidor ainda não conhece de fato o FIDC, a gente paga um pouquinho mais”, afirmou.
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Atualmente, o estoque da indústria gira entre R$ 730 bilhões e R$ 780 bilhões, segundo dados mencionados por Garson. A expectativa da entidade é que o volume ultrapasse R$ 1 trilhão até o fim do ano.
“Temos convicção de que vamos chegar à casa de um trilhão”, disse.
Para ele, o avanço deve continuar à medida que o produto se torne mais conhecido pelo investidor médio.
Apesar do cenário otimista, Garson recomenda cautela na seleção dos fundos. Ele orienta que o investidor avalie critérios como classificação de risco, área de atuação do fundo, nível de remuneração e percentual de cota subordinada.
“Antes de comprar qualquer FIDC, veja se ele tem rating, qual a área de atuação, quanto ele paga e qual é a gordura da cota subordinada”, afirmou.
Segundo ele, a análise desses elementos é fundamental para uma decisão mais consciente.
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