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Ibovespa mantém sequência de 11 pregões de recorde e encerra acima dos 198 mil pontos
Publicado 14/04/2026 • 17:09 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/04/2026 • 17:09 | Atualizado há 2 meses
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O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (14) em alta de 0,33% aos 198.657 pontos, em linha com o cenário externo. As bolsas globais encerraram em alta com o aumento no apetite de risco em razão das expectativas de distensão no Oriente Médio. Na sessão, o fluxo de capital somou R$ 32,6 bilhões.
“O principal vetor segue sendo o cenário geopolítico. O fluxo recente de recursos para a bolsa tem sido relevante e, com a melhora do ambiente externo, a tendência é de continuidade desse movimento, com o mercado local respondendo de forma ainda mais intensa”, explica Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
A visão dos analistas é de que o Ibovespa vive um momento que vai além de uma simples alta técnica. A combinação rara de fluxo externo forte com reprecificação estrutural dos ativos brasileiros se deve ao mercado global, que voltou a olhar para o Brasil não só como oportunidade tática, mas como uma alternativa real dentro dos emergentes, explica Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos.
Para ele, o principal estímulo à alta tem sido o capital estrangeiro, que voltou com força diante de um cenário de juros globais mais estáveis e uma percepção de risco relativamente mais controlada no Brasil. ”Soma-se a isso o peso das commodities, que continuam sustentando empresas-chave do índice, além da expectativa de um ciclo de juros mais favorável internamente, que naturalmente empurra o investidor para risco”, completa.
Ele ressalta, entretanto, que parte desse movimento ainda é fluxo, e não necessariamente um fundamento puro de estratégias de permanência de capital – o que abre espaço para volatilidade no curto prazo. “Mesmo assim, a estrutura atual do índice continua construtiva, principalmente enquanto esse capital externo seguir sustentando o movimento”, afirmou.
A Cogna liderou os ganhos do índice, com um avanço de 4,79% aos R$ 3,28. A segunda colocação foi para a Localiza, que avançou 4,67% aos R$ 49,09. Depois, vem a Rumo (4,19%), aos R$ 16,92, Marfrig (4,14%) aos R$ 21,87 e Marcopolo (3,74%) aos R$ 6,94, segundo dados do Rocket Trader.
Já entre as perdas, a maior queda veio por parte da Petrobras, que cedeu 4,44% com uma cotação de R$ 52,52. A estatal foi seguida pelo Braskem (-2,58%), aos R$ 9,82, Prio (-2,58%) aos R$ 65,08, Porto Seguro (-2,35%) aos R$ 52,36 e C&A Modas (-2,08), aos R$ 13,21.
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