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Ações de defesa da Europa perdem força após boom dos gastos militares. Veja o que vem a seguir
Publicado 30/05/2026 • 11:00 | Atualizado há 29 minutos
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Publicado 30/05/2026 • 11:00 | Atualizado há 29 minutos
KEY POINTS
As ações de defesa da Europa tiveram um desempenho excepcional em 2025, impulsionadas por um forte aumento das metas de gastos militares dos governos em resposta à crescente instabilidade geopolítica.
Neste ano, no entanto, o desempenho do setor perdeu força, com o índice Stoxx Europe Aerospace & Defence acumulando queda de 1,2% no ano, em comparação com retorno de 4,8% do índice mais amplo Stoxx 600.
Mas os analistas veem 2026 como um período de consolidação para o setor, em que o otimismo em relação ao aumento dos gastos com defesa na Europa está sendo substituído por um escrutínio maior sobre o desempenho e os fundamentos de empresas individuais.
“Os investidores estão se tornando muito exigentes e muito seletivos”, afirmou Loredana Muharremi, analista de ações da Morningstar.
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“O que os investidores querem ver agora são lucros e fluxos de caixa, e acreditamos que veremos alguma valorização na segunda metade do ano, quando chegarem os pedidos, os adiantamentos dos governos e as entregas – mas certamente levará algum tempo para que os preços das ações retornem aos níveis em que estavam.”
As ações das empresas de defesa inicialmente se mantiveram firmes depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, à medida que surgiam preocupações de que o conflito pudesse se transformar em uma guerra em grande escala envolvendo todo o Oriente Médio.
Mas, desde então, os ganhos dos maiores nomes do setor têm sido limitados. Veículos como o WisdomTree Europe Defence ETF, o iShares Europe Defence ETF e o VanEck Defense ETF, com exposição mais global, permanecem abaixo dos níveis registrados antes da guerra.
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O sentimento dos investidores enfraqueceu ainda mais na primavera após uma série de resultados do primeiro trimestre considerados decepcionantes.
Resultados abaixo das estimativas da Rheinmetall levaram investidores a questionar o potencial de novas valorizações para o setor, diante dos níveis elevados de avaliação das empresas.
A alta de 400% das ações da Rheinmetall nos últimos três anos, além do avanço de 150% ao longo de 2025, é um exemplo de como o sentimento dos investidores tem precificado vários anos adicionais de crescimento sustentado.
“Quando as ações são negociadas com múltiplos tão elevados e um crescimento tão forte já está incorporado aos preços, é difícil determinar exatamente qual é o múltiplo correto para avaliar a Rheinmetall”, disse Matthew Dorset, analista de pesquisa de ações da Quilter Cheviot, à CNBC.
Dorset também vê a possibilidade de as empresas enfrentarem dificuldades para se adaptar à natureza dinâmica dos conflitos e às mudanças nas necessidades de equipamentos militares como um fator que pode limitar o setor no futuro.
“Quais produtos serão utilizados daqui a cinco ou dez anos?”, acrescentou.
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“Uma das lições da Ucrânia é que se trata claramente de uma guerra de drones e de sistemas antidrones, uma guerra muito estática. Será que realmente precisamos de tantos veículos terrestres, tanques e peças de artilharia?”
Muharremi, da Morningstar, afirmou que empresas com portfólios mais diversificados, especialmente aquelas com uma forte oferta de componentes eletrônicos, terão desempenho melhor do que companhias predominantemente focadas em equipamentos terrestres.
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Seguir no GooglePode haver novos fatores positivos vindos do ambiente geopolítico mais amplo, embora em menor escala.
As ações de defesa europeias avançaram na quinta e na sexta-feira após o Parlamento da Ucrânia ratificar um acordo de empréstimo de 90 bilhões de euros (R$ 531,0 bilhões) com a União Europeia.
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A Reuters informou na quinta-feira que o presidente Volodymyr Zelenskyy e o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, anunciarão conjuntamente um acordo para fornecer à Ucrânia caças Gripen, citando uma fonte anônima.
Os dois assinaram uma carta de intenções em outubro do ano passado que poderá permitir à Suécia vender até 150 caças Saab Gripen para a Ucrânia.
A Saab liderou os ganhos do Stoxx 600, com a fabricante sueca de caças encerrando o dia com alta de 7,4%.
A fabricante alemã de componentes para tanques Renk avançou 5,4%, enquanto a francesa Exail Technologies e a alemã Rheinmetall saltaram 13,2% e 4,2%, respectivamente.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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