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Ibovespa fecha em alta e supera os 180 mil pontos, sustentado por petroleiras
Publicado 17/03/2026 • 17:05 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/03/2026 • 17:05 | Atualizado há 2 meses
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O Ibovespa fechou a sessão desta terça-feira (17) em alta de 0,30%, aos 180.409,73 pontos, após oscilar entre a mínima de 179.849,79 pontos e a máxima de 182.800,30 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,7 bilhões.
O principal índice da bolsa brasileira terminou o dia no campo positivo, mas longe das máximas da sessão. O pregão foi marcado por forte oscilação, em um ambiente de cautela antes das decisões de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Copom, além da continuidade das tensões no Oriente Médio.
A bolsa chegou a abrir com força, embalada pelo bom humor externo e por um petróleo inicialmente mais comportado, mas perdeu tração ao longo da tarde. A retomada da alta da commodity e o noticiário mais duro sobre a guerra no Irã reduziram o apetite por risco e levaram investidores a realizar lucros no intraday.
Entre os papéis de maior peso, a Petrobras ajudou a sustentar o índice. A PETR4 subiu 1,47%, enquanto a PETR3 avançou 1,32%. Vale (VALE3) também fechou no azul, com alta de 0,68%. Do lado dos bancos, o desempenho foi mais fraco e limitou uma alta mais firme do Ibovespa.
Leia também: Ibovespa avança com apetite por risco mundial, diante de espera de alívio geopolítico
Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, afirmou que o mercado teve um pregão típico de véspera de decisão de juros, com investidores evitando posições mais carregadas diante da guerra e da Superquarta.
Segundo ele, a bolsa abriu “com um belo gap de alta”, animada pelo exterior e pela busca por pechinchas, mas foi devolvendo ganhos ao longo do dia. “Ninguém quer ficar posicionado”, disse.
Na avaliação de Sant’Anna, o bom humor se deteriorou com novas falas de Donald Trump sobre o conflito com o Irã e com a percepção de que o presidente americano não conseguiu o apoio internacional que esperava para reforçar sua estratégia no Oriente Médio.
Ele também destacou que o petróleo voltou a subir e fechou acima de US$ 100, o que pressionou os mercados e reforçou a postura defensiva dos investidores.
“O que explica, em grande parte, o movimento de hoje, que foi muito otimista na parte da manhã, e com o passar do tempo, próximo ao fechamento, a gente vai vendo o bom humor se deteriorar”, afirmou.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
|---|---|---|---|
| Natura | NATU3 | 8,46 | 9,36 |
| CSN | CSNA3 | 5,14 | 6,34 |
| Prio | PRIO3 | 4,83 | 62,69 |
| Braskem | BRKM5 | 4,37 | 12,19 |
| PetroRecôncavo | RECV3 | 3,96 | 13,65 |
| Eneva | ENEV3 | 3,22 | 21,16 |
| Sabesp | SBSP3 | 2,66 | 149,50 |
| Vibra | VBBR3 | 2,41 | 30,55 |
| Copasa | CSMG3 | 2,34 | 54,57 |
| Usiminas | USIM5 | 2,00 | 6,62 |
O campo positivo foi liderado por ações ligadas a commodities, petróleo e recuperação de ativos mais descontados. Natura teve a maior alta do dia, com avanço de 8,46%, seguida por CSN e Prio. Também se destacaram Braskem, PetroRecôncavo e Eneva. Os dados são do TradeMap.
Leia também: GPA e Raízen deixam Ibovespa em meio a recuperações extrajudiciais
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
|---|---|---|---|
| Magalu | MGLU3 | -8,13 | 9,04 |
| Cosan | CSAN3 | -4,22 | 5,22 |
| Brava Energia | BRAV3 | -3,33 | 18,02 |
| Hapvida | HAPV3 | -2,93 | 8,62 |
| Energisa | ENGI11 | -2,35 | 51,61 |
| Axia | AXIA7 | -2,30 | 55,60 |
| Cogna | COGN3 | -2,01 | 2,92 |
| Axia | AXIA6 | -1,98 | 63,00 |
| Axia | AXIA3 | -1,95 | 57,76 |
| Vamos | VAMO3 | -1,94 | 3,54 |
Do lado negativo, o destaque ficou com ações ligadas a varejo, consumo e saúde. Magalu liderou as perdas, com queda de 8,13%, seguida por Cosan e Brava Energia. Hapvida, Energisa e Cogna também fecharam no vermelho.
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,57%, cotado a R$ 5,20 para venda, após oscilar entre R$ 5,17 e R$ 5,24. A moeda acompanhou a fraqueza global do dólar e caiu em um dia de maior apetite por risco, embora o movimento também tenha perdido força ao longo da tarde, diante da cautela antes das decisões de juros e da piora do noticiário geopolítico.
Na avaliação de Felipe Sant’Anna, o pregão desta terça-feira foi marcado por realização e redução de exposição, em um ambiente em que investidores preferiram esperar as decisões do Fed e do Copom antes de montar posições mais firmes.
Segundo ele, o mercado operou entre dois vetores ao longo do dia: de um lado, o alívio inicial com o exterior; de outro, a piora do ambiente geopolítico e a volta da pressão do petróleo. Com isso, a bolsa brasileira conseguiu fechar em alta, mas sem sustentar o entusiasmo da abertura.
Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa, também destaca a volatilidade ao longo da sessão e a perda de força do índice na reta final do pregão. Segundo ele, o movimento esteve alinhado ao comportamento das bolsas internacionais, especialmente o S&P 500, mas com alguma resiliência do mercado brasileiro. “Os ativos permaneceram sensíveis ao noticiário geopolítico, com destaque para a dinâmica dos preços do petróleo, enquanto os investidores seguiram em compasso de espera pelas decisões do Copom e do Fed”, afirma.
Para o gestor, o foco do mercado neste momento vai além das decisões de juros. “O foco tende a se concentrar menos nas decisões em si e mais no tom que será adotado nos comunicados da Super Quarta, especialmente no que diz respeito à atualização do balanço de riscos e a eventuais sinalizações sobre pressões inflacionárias à frente”, diz.
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