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Por André Amadeus
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Publicado 01/06/2026 • 10:00 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: Magnific
Investir em ouro continua sendo uma boa ideia
O ouro voltou ao centro das atenções do mercado financeiro após novas oscilações provocadas pela guerra no Oriente Médio e pela divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos. Na última quinta-feira (28), o metal de alto valor retomou o patamar de US$ 4.500 por onça-troy, depois de um pregão marcado por forte volatilidade.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para agosto fechou em alta de 1,14%, a US$ 4.532,4 por onça-troy. Dessa forma, as variações levantam uma dúvida entre os investidores se ainda vale a pena continuar investindo no ouro.
Leia também: Ouro perde força no curto prazo, mas segue como proteção em meio a tensões geopolíticas
Apesar do metal ainda manter um alto valor no mercado financeiro, as instabilidades geopolíticas são responsáveis por quedas e mudanças consideráveis. Assim, Leonardo Megale, sócio-fundador do Grupo Axia Investing, explicou mais se ainda vale a pena manter o investimento no metal.
De acordo com ele, o ouro continua sendo visto como um dos principais ativos de proteção (porto seguro) em momentos de incerteza econômica, inflação elevada, crises geopolíticas e desvalorização cambial.
Para o especialista, investidores recorrem a ele quando há:
“O metal costuma preservar valor no longo prazo e pode ajudar na diversificação da carteira, especialmente em cenários de maior risco”, destaca Leonardo Megale.
Conforme citado, um dos principais fatores que influenciam o valor do ativo está ligado a períodos de instabilidade geopolítica, como a guerra no Oriente Médio e os conflitos entre Rússia e Ucrânia. Entretanto, além desses motivos, outros fatores também podem influenciar.
De acordo com o especialista, “os principais fatores hoje são os juros nos Estados Unidos. O ouro tem forte relação com a política monetária do banco central americano. Juros altos tornam investimentos em renda fixa mais atrativos. Isso reduz parte da demanda pelo ouro. Já expectativas de corte de juros tendem a impulsionar o metal.”
Ainda de acordo com Leonardo Megale, outro fator importante envolve a inflação global. “Quando a inflação sobe e reduz o poder de compra das moedas, o ouro ganha força como reserva de valor. Muitos investidores usam o metal como proteção contra a perda de valor do dinheiro”, afirma o especialista.
Além disso, o especialista também aponta fatores como:
“Nos últimos anos, bancos centrais de diversos países aumentaram suas reservas em ouro para reduzir dependência do dólar e fortalecer proteção cambial. Esse movimento também ajuda a sustentar os preços”, diz Leonardo.
A escolha de investimento entre ouro físico, fundos de investimento ou ativos digitais depende diretamente dos objetivos de cada investidor. Entretanto, assim como todas as aplicações, a volatilidade do mercado também influencia diretamente.
Dessa forma, Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, explicou mais sobre o assunto e como deve ser analisado.
De acordo com ele, “para a maior parte dos investidores, a exposição via fundos ou ETFs tende a ser mais eficiente em termos de liquidez, custo e operacionalização. O ouro físico faz sentido em estratégias de preservação patrimonial extrema, enquanto ativos digitais atrelados ao metal ainda carregam risco adicional de estrutura e contraparte.”
Leia também: Ouro e prata caem com dúvidas sobre acordo entre EUA e Irã
Mesmo com oscilações frequentes, o metal continua ocupando espaço estratégico nas carteiras de investidores ao redor do mundo. Entretanto, as variações também podem resultar em uma maior ou menor atratividade do ouro por parte dos investidores.
Segundo Sidney Lima, “juros altos, quando acompanhados de juros reais positivos, reduzem a atratividade do ouro ao elevar o custo de oportunidade frente a ativos remunerados, enquanto a inflação só favorece o metal quando não é plenamente combatida pelos bancos centrais.”
Dessa forma, apesar das mudanças atuais no valor do ouro, o metal ainda segue sendo um dos ativos mais procurados entre investidores e bancos centrais. Ainda assim, a continuidade de conflitos geopolíticos deve manter essa volatilidade no mercado financeiro.
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