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Investimentos

Bolsa pode ganhar força no segundo semestre se inflação continuar cedendo

Publicado 20/07/2026 • 20:52 | Atualizado há 10 horas

KEY POINTS

  • Economista afirma que a redução das expectativas para a inflação pode favorecer novos cortes de juros e impulsionar a Bolsa.
  • Marcelo Bassani vê entrada de capital estrangeiro como fator de sustentação para o mercado brasileiro, apesar das incertezas externas.
  • Conflitos no Oriente Médio e tarifas dos Estados Unidos seguem como principais fontes de volatilidade para os ativos.

A desaceleração das expectativas para a inflação e a continuidade do fluxo de investidores estrangeiros podem favorecer uma retomada do mercado acionário brasileiro no segundo semestre, afirmou nesta segunda-feira (20) Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da BOA Brasil Capital, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

“As últimas semanas mostraram uma melhora nas expectativas para a inflação. Se esse movimento continuar, a Bolsa pode voltar a ganhar força até o fim do ano”, disse.

Segundo Bassani, apesar da relativa estabilidade observada nos últimos pregões, o mercado continua sensível aos desdobramentos do cenário internacional, especialmente aos conflitos no Estreito de Ormuz, que podem provocar movimentos mais intensos nos ativos financeiros.

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Ele avalia que os próximos dias tendem a ser marcados por maior volatilidade, dependendo da evolução do ambiente geopolítico.

Inflação no radar

Na avaliação do economista, a trajetória do IPCA continuará sendo o principal fator para o comportamento da Bolsa brasileira.

Bassani explicou que, antes da escalada das tensões no Oriente Médio, a expectativa de desaceleração da inflação reforçava a perspectiva de cortes na taxa básica de juros, cenário que impulsionava os preços das ações.

“Se a inflação voltar a caminhar para o centro da meta, aumenta a possibilidade de redução dos juros, e isso tende a favorecer o mercado acionário”, afirmou.

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Ele ressaltou que os dados mais recentes do Relatório Focus apontam sinais de melhora nas expectativas, embora considere cedo para afirmar que a tendência já esteja consolidada.

Fluxo estrangeiro

Bassani também destacou o comportamento do mercado cambial, observando que a queda simultânea da Bolsa e do dólar reflete o aumento da entrada de recursos estrangeiros no País.

Segundo ele, muitos investidores internacionais identificam empresas brasileiras negociadas com preços considerados atrativos, favorecendo o ingresso de capital e ampliando a oferta de dólares no mercado doméstico.

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“Quando o investidor estrangeiro enxerga boas oportunidades na B3, há aumento do fluxo de dólares para o Brasil, o que contribui para a valorização do real”, explicou.

Apesar da saída líquida de recursos registrada em alguns meses recentes, o economista afirmou que o saldo acumulado de 2026 permanece positivo e superior ao observado no ano passado.

Tarifas e fiscal

Ao comentar a possibilidade de entrada em vigor das tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, Bassani afirmou que os impactos dependerão da resposta adotada pelo governo brasileiro.

Segundo ele, uma eventual ausência de medidas de reciprocidade poderia aumentar a oferta de determinados produtos no mercado interno, contribuindo para reduzir pressões inflacionárias.

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Por outro lado, destacou que uma reação baseada na elevação de tarifas sobre produtos americanos de maior valor agregado poderia elevar custos e pressionar a inflação doméstica.

“Os efeitos vão depender das decisões que forem tomadas. Uma resposta com reciprocidade pode gerar pressão inflacionária sobre produtos importados”, afirmou.

Cautela no segundo semestre

Bassani acredita que o ambiente de investimentos continuará exigindo atenção dos investidores ao longo do segundo semestre, período que deverá concentrar maior volatilidade.

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Segundo ele, investidores mais conservadores tendem a enfrentar um ambiente de maior cautela, enquanto aqueles com perfil mais sofisticado devem priorizar estratégias de longo prazo e uma carteira diversificada.

“Independentemente dos conflitos ou do cenário político, o mais importante é construir uma boa alocação de ativos pensando na perpetuação dos investimentos ao longo do tempo”, concluiu.

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