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Ouro

Ouro e prata aceleram ganhos com otimismo sobre solução para crise em Ormuz

Publicado 05/08/2026 • 15:53 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ouro e prata sobem com expectativa de acordo entre EUA e Irã.
  • Ouro avança 3,7% e retoma patamar de US$ 4.300 por onça-troy.
  • Mercado monitora Fed e dados de emprego dos Estados Unidos.

Yasser Al-zayyat/AFP/Getty Images

Ouro e prata registraram forte valorização nesta quarta-feira (5), impulsionados pelo aumento das expectativas de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio.

O movimento ajudou a recuperar parte das perdas acumuladas pelos metais preciosos nos meses anteriores, com o ouro retomando o nível de US$ 4.300 por onça-troy e acumulando alta superior a 5% nas últimas duas sessões.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), os contratos de ouro para dezembro avançaram 3,7%, encerrando o pregão a US$ 4.305,26 por onça-troy. Já a prata com vencimento em setembro subiu 3,4%, fechando a US$ 62,288 por onça-troy.

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A alta dos metais esteve relacionada principalmente às expectativas em torno de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã envolvendo o Estreito de Ormuz. Negociadores iranianos e de Omã concluíram um rascunho de entendimento para a reabertura da rota marítima, mas o acordo ainda dependia da aprovação final do líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei.

De acordo com duas autoridades regionais ouvidas pela Associated Press, o possível entendimento representaria uma solução temporária para a disputa entre Estados Unidos e Irã sobre o trânsito de embarcações.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que um acordo poderia ser concluído nesta quarta-feira (5) ou na quinta-feira (6).

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Além do cenário geopolítico, os investidores acompanharam os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos. O mercado aguarda a divulgação do relatório de empregos americano, o payroll de julho, prevista para sexta-feira (7).

O dado poderá influenciar as expectativas sobre as futuras decisões do Federal Reserve (Fed) em relação aos juros.

Entre os dirigentes da instituição, as sinalizações sobre a condução da política monetária permaneceram divididas. Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, afirmou considerar necessária uma elevação gradual das taxas, citando o avanço da inflação associado à guerra no Oriente Médio.

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Ele foi um dos integrantes que votaram contra a decisão anterior do Fed, ao defender um aumento de 25 pontos-base nos juros em julho.

Jeff Schmid, presidente do Fed de Kansas City, também afirmou que algum nível de aperto monetário será necessário para levar a inflação de volta à meta de 2%.

No mercado de trabalho, a pesquisa ADP indicou que o setor privado dos Estados Unidos criou 44 mil empregos em julho, em dado ajustado sazonalmente. O resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas consultados pela FactSet, que projetavam a abertura de 75 mil vagas.

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