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Ouro fecha em alta com tensão no Oriente Médio e queda dos juros dos EUA
Publicado 04/08/2026 • 15:28 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/08/2026 • 15:28 | Atualizado há 2 meses
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Ouro
O ouro encerrou a sessão desta terça-feira (4), em alta superior a 1%, retomando o patamar acima de US$ 4.100 por onça-troy, em um pregão marcado pelo monitoramento dos investidores sobre os acontecimentos no Oriente Médio e seus possíveis impactos nos mercados financeiros.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro subiu 1,52%, encerrando a sessão a US$ 4.152,6 por onça-troy. Já a prata para setembro avançou 4,13%, com fechamento a US$ 60,245 por onça-troy.
O movimento dos metais ocorreu após declarações de autoridades dos Estados Unidos sobre a possibilidade de um acordo com o Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou em entrevista à CNBC que existe a possibilidade de um entendimento “entre hoje e amanhã” para permitir a retomada da passagem marítima. Uma fonte da Al Arabiya também informou que um anúncio sobre os arranjos para a reabertura completa da via pode ocorrer nas “próximas horas ou amanhã”.
Leia mais: Bolsas asiáticas fecham mistas após ganhos em NY e investidores atentos às tensões no Oriente Médio
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Siga o Times | CNBCA expectativa em torno da situação no estreito influenciou os preços do petróleo e de outros ativos financeiros. O petróleo Brent recuou para abaixo de US$ 80 por barril, movimento que reduziu as pressões inflacionárias e diminuiu o avanço recente dos rendimentos dos Treasuries, os títulos do governo americano. Com menor pressão sobre juros e rendimentos, o ouro ganhou espaço para valorização.
No cenário econômico dos Estados Unidos, os investidores também acompanharam a divulgação do relatório Jolts, que apontou queda na abertura de vagas de emprego. O número recuou para 7,359 milhões em junho, abaixo da projeção de analistas consultados pela FactSet, que estimavam 7,4 milhões de vagas.
A agenda da semana ainda prevê novos indicadores do mercado de trabalho americano, com a divulgação do relatório de emprego da ADP nesta quarta-feira, 5, e do payroll, relatório oficial de empregos dos Estados Unidos, na sexta-feira, 7.
Em relação ao dólar e à política monetária americana, a Capital Economics avaliou que os fundamentos econômicos dos Estados Unidos devem contribuir para a sustentação da moeda no futuro.
Segundo a consultoria, essa força da economia tende a superar as incertezas relacionadas às opiniões do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh. A análise também aponta que a maioria dos integrantes do Fed parece disposta a adotar uma política monetária mais rígida caso a inflação permaneça acima da meta.
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