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Previdência privada ganha espaço em sucessão, eficiência fiscal e diversificação, diz executivo do Santander Rodrigo Cicconi
Publicado 06/08/2026 • 18:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 06/08/2026 • 18:15 | Atualizado há 1 hora
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A previdência privada deixou de ocupar apenas o papel de complemento da aposentadoria e passou a integrar estratégias mais sofisticadas de construção de patrimônio, sucessão, eficiência tributária e diversificação de investimentos. É o que afirma Rodrigo Cicconi, executivo de Vida e Previdência do Santander.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Cicconi afirmou que a evolução dos produtos ampliou o interesse de investidores de maior patrimônio e de estruturas como family offices.
“As pessoas confundem muito a previdência com a previdência social. Você assimila que a previdência é só para aposentadoria, só que não. Ela sofisticou tanto, é tão mais ampla hoje, possui diversas ferramentas atreladas a esse produto, que atrai inclusive investidores mais qualificados”, afirmou.
Segundo o executivo, a previdência privada pode ser analisada atualmente a partir de quatro pilares: aposentadoria, planejamento sucessório, eficiência fiscal e diversificação.
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Cicconi destacou o planejamento sucessório como um dos principais usos da previdência por investidores de maior patrimônio.
Segundo ele, determinadas estruturas de previdência podem facilitar a transferência de recursos aos beneficiários e reduzir a necessidade de resgatar outros ativos para fazer frente aos custos de um processo sucessório.
“É muito comum você enxergar investidores qualificados usando a ferramenta da previdência como um meio de fazer a sucessão patrimonial”, afirmou.
O executivo também citou vantagens tributárias e sucessórias associadas ao produto. A aplicação dessas regras, no entanto, depende da modalidade contratada e da legislação aplicável a cada caso.
Outro diferencial apontado por Cicconi é a possibilidade de mudar a alocação dentro do plano sem a incidência imediata de imposto a cada movimentação.
“Você consegue mudar a sua classe de ativo sem a necessidade de resgatar para reaplicar. Nos demais investimentos, sempre que você resgata, paga tributo”, disse.
Ele também destacou que fundos de previdência não estão sujeitos ao mecanismo conhecido como “come-cotas”, cobrança antecipada de Imposto de Renda que ocorre em determinados fundos de investimento.
Para estratégias de longo prazo, segundo Cicconi, essa diferença pode ter impacto relevante sobre a acumulação de recursos.
“A diferença de não ter o imposto durante a fase de acumulação é fundamental e dá uma diferença enorme lá na frente”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCO executivo também citou a possibilidade de escolha entre regimes de tributação progressivo e regressivo, além das características específicas de produtos como o PGBL.
A transformação da previdência também ocorreu na composição das carteiras, segundo Cicconi.
O executivo afirmou que o produto deixou de ser concentrado em estratégias conservadoras e atualmente permite exposição a diferentes classes de ativos, inclusive renda variável, câmbio e fundos com investimentos internacionais.
“A previdência deixou de ser um produto como era visto antigamente, onde você tinha basicamente correção por inflação e uma taxa de juros fixa, e passou a ser um produto muito mais amplo, muito mais completo”, disse.
Em estruturas com múltiplos fundos, o investidor pode alterar a estratégia de acordo com as condições de mercado e com seu perfil de risco.
“Você consegue aplicar desde um fundo mais conservador até fundos mais moderados e agressivos, inclusive com alocações no exterior”, afirmou.
Segundo Cicconi, essa diversificação pode incluir exposição aos Estados Unidos, Europa e Ásia, além de setores com menor presença no mercado brasileiro, como tecnologia, inovação e saúde.
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Apesar das vantagens associadas ao longo prazo, Cicconi defendeu que a previdência seja utilizada como parte de uma carteira diversificada, e não como único instrumento de investimento.
Para ele, o patrimônio deve ser dividido de acordo com os diferentes horizontes e objetivos financeiros.
“É muito importante você não ter o seu portfólio concentrado em um único tipo de investimento”, afirmou.
A estratégia, segundo o executivo, pode combinar uma parcela de alta liquidez para necessidades de curto prazo, investimentos destinados a objetivos de médio prazo e a previdência para metas de longo e longuíssimo prazo.
“É legal você ter sempre em mente o bloco de curto prazo, de alta liquidez, a parte do investimento para o médio prazo e o de longuíssimo prazo, que é a previdência”, disse.
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