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CET: entenda a taxa que mostra quanto um empréstimo realmente custa

Publicado 07/06/2026 • 17:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Quem pretende contratar um empréstimo, financiamento ou parcelamento de longo prazo precisa prestar atenção a um indicador.
  • A informação é apresentada antes da assinatura e tem se tornado uma ferramenta importante para comparar propostas e evitar surpresas financeiras.
  • O cálculo considera todas as despesas da operação e o valor total que será pago durante a vigência do contrato.
Boletos bancários

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

CET: entenda a taxa que mostra quanto um empréstimo realmente custa

Quem pretende contratar um empréstimo, financiamento ou parcelamento de longo prazo precisa prestar atenção a um indicador. O Custo Efetivo Total (CET), exigido por norma do Banco Central, reúne todas as despesas envolvidas na operação e permite ao consumidor saber exatamente quanto pagará ao final do contrato.

A informação é apresentada antes da assinatura e tem se tornado uma ferramenta importante para comparar propostas e evitar surpresas financeiras.

O que é o CET e por que ele é importante

Muitos consumidores avaliam uma oferta de crédito apenas pela taxa de juros anunciada. Embora esse percentual tenha peso significativo no valor das parcelas, ele não representa todos os custos da contratação.

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O CET funciona como um retrato completo da operação financeira. No cálculo entram os juros, impostos, seguros, tarifas administrativas e outras despesas previstas em contrato. Dessa forma, o indicador mostra o custo real do dinheiro emprestado.

Na prática, duas propostas com juros semelhantes podem apresentar custos finais bastante diferentes. Isso acontece porque cada instituição pode cobrar valores distintos em taxas e serviços adicionais.

Taxas escondidas podem encarecer o financiamento

Entre os itens que mais impactam o CET estão os seguros vinculados ao contrato, tarifas de cadastro, despesas administrativas e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Dependendo da modalidade de crédito, esses encargos podem aumentar significativamente o valor total pago pelo consumidor ao longo dos meses ou anos de financiamento.

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Por isso, especialistas recomendam analisar a operação como um todo e não apenas o percentual de juros apresentado em anúncios ou campanhas promocionais.

Diferença entre taxa de juros e custo efetivo total

A taxa de juros corresponde ao valor cobrado pela instituição pelo empréstimo do dinheiro. Já o CET reúne todos os custos relacionados à contratação.

Enquanto os juros representam apenas uma parte da cobrança, o custo efetivo total mostra quanto o cliente realmente desembolsará até quitar a dívida.

Essa diferença é fundamental para quem busca a alternativa mais econômica, especialmente em financiamentos de longo prazo, nos quais pequenas variações podem gerar impacto relevante no valor final.

Como calcular o CET

De acordo com o Jusbrasil, o cálculo considera todas as despesas da operação e o valor total que será pago durante a vigência do contrato. De forma simplificada, a fórmula pode ser representada da seguinte maneira:

CET = (Total de pagamentos – Valor do empréstimo) ÷ Valor do empréstimo × 100

Para realizar a conta, é necessário reunir informações como juros, tarifas, seguros, impostos e prazo de pagamento. Atualmente, diversas calculadoras online ajudam o consumidor a fazer essa simulação de forma automática.

Imagine um empréstimo de R$ 10 mil contratado para pagamento em 12 meses.

Ao longo do período, os juros acumulados chegam a R$ 6.239,54. Além disso, há uma taxa administrativa de R$ 200 e um seguro de R$ 100.

Nesse cenário, o valor total pago ao final do contrato será de R$ 16.539,54.

Aplicando a fórmula, o CET alcança 65,4%. Isso significa que o consumidor desembolsará 65,4% a mais do que o valor originalmente emprestado.

Ferramenta ajuda no planejamento financeiro

Conhecer o CET antes da contratação também contribui para uma melhor organização do orçamento.

Ao visualizar o custo total da operação, o consumidor consegue avaliar se as parcelas cabem na renda mensal e se o compromisso financeiro poderá ser mantido até o fim do contrato.

A análise antecipada reduz o risco de inadimplência e fortalece o poder de negociação na busca por condições mais vantajosas.

Bancos são obrigados a informar o indicador

As instituições financeiras devem apresentar o Custo Efetivo Total de forma clara antes da assinatura do contrato.

O percentual normalmente aparece em base anual e deve incluir todos os encargos relacionados à operação de crédito.

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Especialistas recomendam solicitar simulações em diferentes bancos e financeiras, comparar os custos efetivos totais e analisar cuidadosamente cada cláusula antes de fechar negócio.

Além disso, consumidores com bom histórico de crédito costumam ter acesso a condições mais favoráveis, incluindo juros menores e um CET mais competitivo.

Atenção ao contrato

Antes de contratar qualquer modalidade de crédito, é importante verificar se o CET está claramente informado, analisar todas as taxas envolvidas e conferir as condições de pagamento.

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A leitura cuidadosa do contrato continua sendo uma das principais formas de evitar custos inesperados e garantir uma decisão financeira mais segura.

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