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Quanto custa ter um pet em 2026? Veja os gastos que mais pesam no bolso

Publicado 09/08/2026 • 07:30 | Atualizado há 6 horas

KEY POINTS

  • Especialistas defendem que o custo do pet deve entrar oficialmente na planilha da casa como despesa fixa da família.
  • A veterinária também reforça a importância do acompanhamento preventivo.
  • Alimentação, saúde, prevenção e bem-estar passaram a representar uma despesa contínua.
Cão e gato

Foto: Canva

Quanto custa manter um pet em 2026? Veja os gastos médios

Ter um pet em casa exige cada vez mais planejamento financeiro em 2026. Com despesas que vão desde alimentação e vacinas até emergências veterinárias e serviços especializados, os pets passaram a ocupar uma fatia importante do orçamento doméstico das famílias brasileiras.

Um levantamento realizado pela CVA Solutions mostra que os gastos podem variar conforme porte, idade, raça e estilo de vida do tutor, mas já chegam perto de 8% da renda mensal em alguns lares.

Além dos custos básicos, especialistas alertam que muitos tutores ainda subestimam despesas recorrentes e imprevistos, principalmente quando o animal envelhece ou precisa de atendimento médico de urgência.

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Segundo dados citados pela economista Natalie Verndl, delegada do Corecon-SP, o custo médio mensal de um cachorro gira em torno de R$ 690, enquanto o de um gato fica próximo de R$ 574.

Custos vão além da ração e das vacinas

Embora a alimentação seja um dos gastos mais lembrados pelos tutores, especialistas apontam que o orçamento pet envolve uma série de despesas fixas e variáveis ao longo do ano.

A médica veterinária Maria Angela Panelli lembra que o animal depende totalmente da família. “Não é simplesmente colocar em casa. O pet depende de nós o tempo todo.”

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Entre os custos mais comuns estão ração, consultas veterinárias, vacinas anuais, vermífugos, antipulgas, brinquedos, banho e tosa, além do enxoval inicial com cama, coleira e comedouros.

A veterinária também reforça a importância do acompanhamento preventivo. “Você tem que, pelo menos a cada 6 meses, tentar fazer um check-up, se for possível.”

Porte do animal influencia diretamente no orçamento

O tamanho do pet é um dos fatores que mais pesam no custo mensal. Cães maiores consomem mais ração, utilizam doses maiores de medicamentos e geralmente têm despesas mais altas com banho, transporte e tratamentos.

Segundo Natalie Verndl, cães de grande porte podem ultrapassar facilmente R$ 1.000 mensais, dependendo da rotina e dos cuidados oferecidos pela família.

“Existem raças que precisam de tratamentos contínuos e específicos. A questão da idade também pesa. Filhotes exigem mais vacinas e adaptação inicial. Já os animais idosos acabam precisando de mais exames preventivos e medicamentos”, explica a economista.

Quanto custa manter um cachorro em 2026?

Categoria Valores médios
Pequeno porte até 10 kg R$ 270 a R$ 350 por mês
Médio porte entre 11 kg e 25 kg R$ 330 a R$ 430 por mês
Grande porte entre 26 kg e 45 kg R$ 425 a R$ 600 ou mais por mês

Gastos recorrentes com pets

Tipo de gasto Faixa de preço
Alimentação R$ 60 a R$ 200+ por mês
Higiene e antipulgas R$ 90 a R$ 170 mensais
Banho e tosa R$ 80 a R$ 130 por banho
Petiscos e brinquedos R$ 30 a R$ 80 mensais
Plano de saúde pet R$ 70 a R$ 250 mensais

Custos anuais e emergências veterinárias

Despesa Valores médios
Vacinação e vermífugos R$ 750 a R$ 1.200 ao ano
Emergências veterinárias Podem ultrapassar R$ 5.000
Enxoval inicial R$ 400 a R$ 800

Emergências podem gerar os maiores gastos

Os atendimentos veterinários de urgência aparecem como uma das principais preocupações financeiras dos tutores. Internações, cirurgias e exames de imagem podem elevar rapidamente os custos.

A médica veterinária alerta para a necessidade de planejamento. “Uma emergência no veterinário pode custar aí até uns R$ 5.000, então temos que ficar ligados com isso.”

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A delegada também recomenda a criação de uma reserva financeira específica para os pets. Segundo ela, uma boa prática é guardar mensalmente entre 10% e 20% do custo do animal.

“A regra prática adequada seria formar uma reserva equivalente a três ou seis meses do custo mensal do pet”, afirma.

Gastos esquecidos também pesam no bolso

Além das despesas mais tradicionais, existem custos que acabam ficando fora das contas da maioria das famílias. Entre eles estão hotel para pets, pet sitter, creche, transporte, adestramento, telas de proteção e até limpeza extra da casa.

“Esses gastos não aparecem necessariamente todos os meses, mas pontualmente ao longo do ano”, explica Natalie.

Segundo a economista, o comportamento dos tutores mudou nos últimos anos. Uma pesquisa citada por ela mostra que 61% dos entrevistados consideram os pets parte da família. “Independentemente do caso, eles vão gastar com o seu bichinho com muito carinho”, diz.

Plano de saúde pet cresce no Brasil

Com o aumento das despesas veterinárias, os planos de saúde para animais ganharam espaço no orçamento das famílias. Segundo dados mencionados pela economista, cerca de 25% dos brasileiros já possuem algum tipo de plano pet.

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Ela avalia que o serviço pode ser vantajoso, principalmente para animais idosos, raças predispostas a doenças e famílias com mais de um pet.

Foto: Canva

“O plano de saúde tende a fazer mais sentido para os tutores que preferem ter previsibilidade ou para aqueles que não conseguem pagar de uma única vez uma emergência veterinária.”

Ainda assim, Natalie recomenda atenção às regras dos contratos, incluindo carências, cobertura, limites e reajustes.

Cuidados preventivos ajudam a reduzir despesas

Para especialistas, economizar não significa cortar cuidados básicos. Pelo contrário. Vacinação, vermifugação e acompanhamento veterinário regular ajudam a evitar doenças graves e tratamentos caros no futuro.

Maria Angela ressalta que prevenção e convivência também fazem diferença na saúde dos animais.

“Animal de estimação não é simplesmente para colocar em casa e esquecer que ele existe. Animal de estimação tem que interagir conosco, participar da família.”

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Ela também chama atenção para os cuidados no frio, principalmente com cães e gatos mais vulneráveis a doenças respiratórias.

“Os problemas respiratórios são muito comuns no frio. Gripes, bronquiolites e pneumonias exigem atenção.”

Segundo a veterinária, roupinhas podem ajudar na proteção, desde que o animal esteja acostumado. Abrigo adequado, proteção contra vento e vacinação em dia também são essenciais.

Planejamento financeiro evita abandono

Especialistas defendem que o custo do pet deve entrar oficialmente na planilha da casa como despesa fixa da família.

Natalie afirma que muitos abandonos poderiam ser evitados com planejamento financeiro adequado antes da adoção.

“Ter um pet não é só pagar, não é só fazer a adoção ou comprar. É assumir uma despesa mensal contínua de longo prazo que envolve planejamento financeiro, cuidado e afeto para toda uma vida.”

Foto: Canva

Ela também recomenda que futuros tutores façam perguntas práticas antes de levar um animal para casa, como capacidade de manter gastos por até 15 ou 20 anos, possibilidade de arcar com emergências e compatibilidade da rotina familiar com os cuidados necessários.

Como economizar sem prejudicar o bem-estar do pet

Especialistas apontam algumas medidas que ajudam a reduzir custos sem comprometer a saúde dos animais:

  • Comprar ração em embalagens maiores;
  • Comparar preços de clínicas e pet shops;
  • Aproveitar campanhas públicas de vacinação e castração;
  • Buscar hospitais veterinários universitários;
  • Fechar pacotes de banho e tosa;
  • Evitar desperdícios; e
  • Manter vacinação e prevenção em dia.

Segundo a veterinária, a adoção responsável de cães sem raça definida também pode reduzir gastos médicos ao longo da vida. “Pets sem raça definida costumam ser mais resistentes”, afirma.

Em meio ao crescimento do mercado pet no Brasil, especialistas reforçam que ter um animal em casa envolve muito mais do que afeto.

Alimentação, saúde, prevenção e bem-estar passaram a representar uma despesa contínua e que exige organização financeira das famílias.

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Com custos que podem acompanhar o tutor por mais de uma década, o planejamento se tornou parte essencial da adoção responsável, garantindo qualidade de vida para os pets e mais segurança financeira para os donos.

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