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‘Não existe equilíbrio perfeito, o segredo é saber suavizar a queda dos pratos’: CMO da Meta Latam fala sobre carreira e maternidade
Publicado 04/01/2026 • 20:00 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 04/01/2026 • 20:00 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A liderança no marketing moderno não se resume mais apenas a métricas de conversão, mas à capacidade de gerar conexões humanas profundas em um ambiente cada vez mais tecnológico. Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Beatriz Bottesi, CMO da Meta Latam para a América Latina, compartilhou sua trajetória e discutiu como a vulnerabilidade e a humanização são os verdadeiros diferenciais competitivos na era da Inteligência Artificial.
Com 25 anos de carreira, Beatriz revela que um dos momentos mais transformadores de sua vida foi perceber que seu sobrenome estava sendo substituído pelas marcas onde trabalhava. Após um processo intenso de autoconhecimento, ela passou a priorizar sua identidade pessoal antes da profissional, definindo-se primeiramente como mãe, filha e entusiasta do esporte.
“Eu percebi que meu sobrenome foi virando o nome das marcas. Já fui a Bia da Red Bull, da Coca-Cola, do Instagram. Em um exercício de autoconhecimento, me perguntaram quem eu era sem falar do trabalho, e foi um dos exercícios mais difíceis da minha vida. Desde então, intencionalmente, deixo o profissional para o final da frase. O cargo é onde estou, não quem eu sou”, explicou a CMO.
A mudança da indústria de bens de consumo para uma gigante de tecnologia há sete anos foi um divisor de águas. Beatriz descreve o desafio de trocar o conforto de uma carreira consolidada na Coca-Cola pela incerteza de criar uma área de marketing do zero em uma empresa com hierarquia horizontal e processos velozes.
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“Sair da indústria de bens de consumo e ir para uma Big Tech foi um movimento ousado. Eu estava na ‘crista da onda’, tudo estava maravilhoso, e eu tenho essa mania de sair de um lugar quando está tudo ótimo. Quando cheguei na Meta, encontrei uma empresa zero hierárquica e extremamente ágil. Brinco que virei uma estagiária em uma cadeira de liderança, porque tive que reaprender meu modus operandi de forma profunda”.
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Siga o Times | CNBCBeatriz Bottesi defende que a vulnerabilidade não é “mimimi”, mas uma ferramenta essencial de gestão que gera confiança e, consequentemente, melhores resultados financeiros. Ao identificar seu “superpoder” como o amor pelas pessoas, ela transformou sua forma de liderar, focando em ser um “maestro” que potencializa talentos superiores aos seus.
“Antigamente, se alguém do meu time era melhor que eu em estratégia ou criação, eu me sentia vulnerável e insegura. Hoje, minha maior alegria é saber que tenho gente muito melhor do que eu na equipe. Meu superpoder é amar gente. A vulnerabilidade gera empatia e confiança; e em empresas onde a confiança é maior, você tem muito mais chance de ser inovador e criativo. O resultado vem como consequência do cuidado”.
Sobre o avanço da Inteligência Artificial, a CMO da Meta encara a tecnologia como a “nova internet” — uma revolução que exige adaptação rápida, mas que não substitui o toque humano. Para ela, o marketing se tornará ainda mais estratégico e profundo, exigindo líderes que saibam equilibrar a eficiência dos algoritmos com a sensibilidade das relações.
“A IA é uma grande revolução e o marketing vai ter que se adequar de forma muito rápida. Ela torna o nosso trabalho ainda mais estratégico e criativo. No entanto, o grande desafio para 2026 é o balanço entre ser High Tech (tecnológico e ágil) e High Touch (humanizado, empático e cuidadoso). O líder humanizado entende que a tecnologia é o meio, mas o cuidado com as pessoas é o que mantém o sistema funcionando”, concluiu a executiva.
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