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ABPA diz que Brasil cumpre regras sanitárias da UE após suspensão

Publicado 12/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • Setor de proteína animal brasileiro afirmou que cumpre todas as normas sanitárias da União Europeia e atribuiu a decisão a divergências sobre documentação e garantias de fiscalização.
  • A ABPA negou problemas sanitários e destacou que o Brasil não utiliza antimicrobianos como promotores de crescimento, seguindo protocolos rígidos de controle.
  • Apesar da preocupação, o impacto econômico tende a ser limitado porque a UE representa apenas cerca de 4% das exportações brasileiras de proteína animal, e o setor espera reverter a medida até setembro.

A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de exportadores de carnes gerou surpresa no setor produtivo, que defende o cumprimento integral das normas sanitárias internacionais, afirmou Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em entrevista ao Times Brasil —Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele assegurou que o país atende aos padrões exigidos: “Recebemos com surpresa porque a produção de aves, suínos, ovos e bovinos do Brasil respeita todos os standards da União Europeia. Não há nenhuma decisão que diga que a gente não cumpre os requerimentos; eles disseram que estão estranhando falta de informações, o que não é verdade, pois mandamos os dados e eles não consideraram satisfatórios”.

“Nós já praticamos o caminho mais viável, que é levar as garantias. Não usamos antimicrobianos como promotores de crescimento; usamos remédios apenas para tratar os animais quando necessário, seguindo as regras do Ministério e garantindo que não haja resíduos na carne no momento do abate”, explicou o presidente.

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Questionado sobre a permanência de vizinhos como Argentina e Colômbia na lista, o presidente da ABPA descartou que esses países possuam condições sanitárias superiores às brasileiras. “Não se trata de condição sanitária, mas de cumprimento documental. A Europa diz que não está tendo as garantias necessárias; talvez a Argentina tenha aceitado um protocolo específico, enquanto o Brasil ofertou outro baseado em boletins sanitários, análises em fábricas de ração e testes de limite de resíduos que já realizamos rotineiramente”, detalhou.

“Exportamos para a Europa entre 20 e 30 mil toneladas por mês, enquanto para o mundo exportamos até 500 mil toneladas. No ano passado, mesmo ficando seis meses sem vender para a União Europeia devido à influenza aviária, o setor cresceu 0,6% e as empresas mantiveram a lucratividade, então não haverá desarranjo econômico”, ponderou.

Por fim, Santin demonstrou otimismo quanto à reversão da medida antes que a suspensão efetiva ocorra, prevista para o mês de setembro. “Tenho certeza de que as exportações não vão parar, pois temos até setembro para explicar quais garantias a mais daremos sobre aquilo que já fazemos. O Brasil cumpre as regras da Europa há mais de 40 anos e vamos apenas mostrar como o governo vai fiscalizar de forma mais profunda esses protocolos que já estão em vigor nas nossas granjas”, concluiu.

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