CNBC
Sede da Intel em Santa Clara, Califórnia, EUA, na quarta-feira, 23 de abril de 2025. A Intel Corp. deve divulgar os números de lucros em 24 de abril.

CNBCIntel inicia produção do seu chip mais avançado e aproxima-se de um possível acordo com a Apple

Mundo

Ações de energia seguem baratas mesmo com guerra e petróleo em alta; entenda

Publicado 15/05/2026 • 09:58 | Atualizado há 1 mês

KEY POINTS

  • Grandes petroleiras americanas vêm ampliando distribuição de dividendos e programas de recompra de ações.
  • Esse cenário aumentou o interesse de investidores em busca de setores mais defensivos diante das incertezas geopolíticas.
  • Qualquer interrupção mais severa no Estreito de Ormuz pode pressionar ainda mais os preços do petróleo.

Divulgação / Petrobras / Agência Brasil

Os mercados europeus abriram a semana em clima de cautela na última segunda-feira (11), depois que as negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã terminaram sem avanço concreto no fim de semana, elevando o preço do petróleo.

Em Londres, o índice FTSE 100 conseguiu se manter no campo positivo graças ao desempenho das empresas de energia, impulsionadas pela disparada do petróleo após o agravamento das tensões no Oriente Médio.

O barril do Brent ultrapassou os US$ 104 durante a madrugada, refletindo o receio de interrupções no fornecimento global de petróleo, segundo o Advanced Financial Network.

Ainda assim, mesmo com a valorização da commodity e o aumento das projeções de lucro para petroleiras, muitas ações do setor seguem negociadas a preços considerados baixos em relação ao potencial de geração de caixa.

Petróleo dispara com tensão no Oriente Médio

A falta de acordo entre Washington e Teerã elevou a percepção de risco nos mercados globais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta iraniana de paz e voltou a ameaçar novas ações militares, afirmando que ainda existem alvos a serem atingidos.

O principal ponto de conflito continua sendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.

Leia também: Petróleo acima de US$ 100: veja o que pode ficar mais caro

O governo iraniano indicou que a região não voltará ao funcionamento anterior ao conflito, enquanto os Estados Unidos insistem na manutenção da livre navegação.

Com o risco geopolítico elevado, investidores correram para ativos considerados mais seguros. O dólar ganhou força frente à libra esterlina e o mercado de petróleo reagiu rapidamente ao temor de desabastecimento.

Energia sustenta bolsas europeias

Mesmo com perdas em parte das bolsas europeias, o setor de energia evitou uma queda maior dos mercados. O FTSE 100, principal índice de Londres, subiu 0,20%, beneficiado pelas empresas ligadas ao petróleo e gás. Já o CAC 40, da França, caiu 0,64%, enquanto o DAX, da Alemanha, recuou 0,04%.

O movimento reforça uma dinâmica comum em períodos de crise no setor energético. Quando o petróleo sobe de forma acelerada, as grandes produtoras tendem a ampliar margens de lucro, o que melhora a perspectiva de resultados financeiros.

Leia também: Brasil pode abrir mão de R$ 47 bilhões ao apostar em petróleo na Foz do Amazonas, aponta estudo

Lucros projetados cresceram após guerra

Dados da FactSet mostram que analistas elevaram fortemente as expectativas para as companhias de energia do S&P 500 desde o início do conflito envolvendo o Irã. Segundo o The Wall Street Journal, a previsão atual aponta que o lucro por ação do setor em 2026 poderá ser 58% maior do que o estimado antes da escalada militar.

Mesmo assim, parte do mercado avalia que as ações ainda não acompanharam totalmente essa melhora nas projeções.

Isso acontece porque investidores seguem preocupados com o risco de desaceleração econômica global, inflação persistente e possível queda futura na demanda por combustíveis.

Leia também: AIE prevê maior contração na demanda global de petróleo com choque em Ormuz

Além disso, o setor ainda carrega um histórico recente de volatilidade, o que mantém muitos gestores cautelosos, apesar dos resultados mais fortes.

Mercado vê espaço para valorização

A combinação entre petróleo elevado, geração robusta de caixa e múltiplos considerados baixos fez crescer a percepção de que empresas de energia ainda podem ter espaço para valorização nos próximos meses.

Grandes petroleiras americanas vêm ampliando distribuição de dividendos e programas de recompra de ações, ao mesmo tempo em que se beneficiam de custos operacionais mais controlados.

Esse cenário aumentou o interesse de investidores em busca de setores mais defensivos diante das incertezas geopolíticas.

Ao mesmo tempo, o avanço da crise no Oriente Médio continua sendo o principal fator de risco para os mercados globais.

Leia também: Crise energética é a maior ameaça da história, diz chefe da AIE

Qualquer interrupção mais severa no Estreito de Ormuz pode pressionar ainda mais os preços do petróleo e reacender preocupações inflacionárias em diversas economias.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

Nike tem uniformes mais caros da Copa do Mundo 2026 em comparação com outras marcas; veja os preços Qual o time esportivo mais valioso do mundo? Veja quem lidera o ranking Quais são as franquias mais valiosas do beisebol? Veja top 10 Copa do Mundo 2026: quanto custam as principais bolas de futebol comemorativas? O que é um “town center” e por que esse modelo está ganhando espaço no Brasil? I.A na Copa: FIFA revela tecnologia que promete mudar arbitragem e análise de jogos; entenda Como a disputa entre EUA e China afeta a indústria automotiva global Hexa do Brasil? Veja as chances da Seleção na Copa do Mundo segundo inteligências artificiais. Oferta bilionária ligada à Universal Music enfrenta novo impasse envolvendo acionistas; entenda Quanto ganha um dos maiores atletas do mundo? Ranking de 2026 mostra fortuna bilionária de Cristiano Ronaldo