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Ações de energia seguem baratas mesmo com guerra e petróleo em alta; entenda
Publicado 15/05/2026 • 09:58 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 15/05/2026 • 09:58 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
Divulgação / Petrobras / Agência Brasil
Os mercados europeus abriram a semana em clima de cautela na última segunda-feira (11), depois que as negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã terminaram sem avanço concreto no fim de semana, elevando o preço do petróleo.
Em Londres, o índice FTSE 100 conseguiu se manter no campo positivo graças ao desempenho das empresas de energia, impulsionadas pela disparada do petróleo após o agravamento das tensões no Oriente Médio.
O barril do Brent ultrapassou os US$ 104 durante a madrugada, refletindo o receio de interrupções no fornecimento global de petróleo, segundo o Advanced Financial Network.
Ainda assim, mesmo com a valorização da commodity e o aumento das projeções de lucro para petroleiras, muitas ações do setor seguem negociadas a preços considerados baixos em relação ao potencial de geração de caixa.
A falta de acordo entre Washington e Teerã elevou a percepção de risco nos mercados globais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta iraniana de paz e voltou a ameaçar novas ações militares, afirmando que ainda existem alvos a serem atingidos.
O principal ponto de conflito continua sendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.
Leia também: Petróleo acima de US$ 100: veja o que pode ficar mais caro
O governo iraniano indicou que a região não voltará ao funcionamento anterior ao conflito, enquanto os Estados Unidos insistem na manutenção da livre navegação.
Com o risco geopolítico elevado, investidores correram para ativos considerados mais seguros. O dólar ganhou força frente à libra esterlina e o mercado de petróleo reagiu rapidamente ao temor de desabastecimento.
Mesmo com perdas em parte das bolsas europeias, o setor de energia evitou uma queda maior dos mercados. O FTSE 100, principal índice de Londres, subiu 0,20%, beneficiado pelas empresas ligadas ao petróleo e gás. Já o CAC 40, da França, caiu 0,64%, enquanto o DAX, da Alemanha, recuou 0,04%.
O movimento reforça uma dinâmica comum em períodos de crise no setor energético. Quando o petróleo sobe de forma acelerada, as grandes produtoras tendem a ampliar margens de lucro, o que melhora a perspectiva de resultados financeiros.
Leia também: Brasil pode abrir mão de R$ 47 bilhões ao apostar em petróleo na Foz do Amazonas, aponta estudo
Dados da FactSet mostram que analistas elevaram fortemente as expectativas para as companhias de energia do S&P 500 desde o início do conflito envolvendo o Irã. Segundo o The Wall Street Journal, a previsão atual aponta que o lucro por ação do setor em 2026 poderá ser 58% maior do que o estimado antes da escalada militar.
Mesmo assim, parte do mercado avalia que as ações ainda não acompanharam totalmente essa melhora nas projeções.
Isso acontece porque investidores seguem preocupados com o risco de desaceleração econômica global, inflação persistente e possível queda futura na demanda por combustíveis.
Leia também: AIE prevê maior contração na demanda global de petróleo com choque em Ormuz
Além disso, o setor ainda carrega um histórico recente de volatilidade, o que mantém muitos gestores cautelosos, apesar dos resultados mais fortes.
A combinação entre petróleo elevado, geração robusta de caixa e múltiplos considerados baixos fez crescer a percepção de que empresas de energia ainda podem ter espaço para valorização nos próximos meses.
Grandes petroleiras americanas vêm ampliando distribuição de dividendos e programas de recompra de ações, ao mesmo tempo em que se beneficiam de custos operacionais mais controlados.
Esse cenário aumentou o interesse de investidores em busca de setores mais defensivos diante das incertezas geopolíticas.
Ao mesmo tempo, o avanço da crise no Oriente Médio continua sendo o principal fator de risco para os mercados globais.
Leia também: Crise energética é a maior ameaça da história, diz chefe da AIE
Qualquer interrupção mais severa no Estreito de Ormuz pode pressionar ainda mais os preços do petróleo e reacender preocupações inflacionárias em diversas economias.
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