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Petróleo acima de US$ 100: veja o que pode ficar mais caro

Publicado 13/05/2026 • 06:58 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O mercado global de petróleo voltou a subir nesta segunda-feira (11), à medida que o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã impulsionou o movimento e gerou receio de que a oferta mundial sofra impactos.
  • O primeiro impacto aparece nos combustíveis. Gasolina e diesel sobem porque derivam diretamente do barril, o que faz com que qualquer alta internacional seja rapidamente repassada aos preços domésticos.
  • O petróleo acima de US$ 100 funciona como um gatilho em cadeia: começa no barril, passa pelos combustíveis, encarece o transporte, pressiona os alimentos, afeta a inflação e influencia os juros.
Petróleo acima de US$ 100: veja o que pode ficar mais caro

Foto: Freepik

Petróleo acima de US$ 100: veja o que pode ficar mais caro

O mercado global de petróleo voltou a subir, à medida que o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã impulsionou o movimento e gerou receio de que a oferta mundial sofra impactos.

Com o risco geopolítico em alta, investidores passaram a precificar instabilidade no fornecimento, levando o barril novamente acima dos US$ 100.

Além do cenário político, o movimento reforça, sobretudo, a sensibilidade do petróleo a qualquer sinal de tensão no Oriente Médio, região estratégica para o abastecimento global de energia.

Por consequência, essa alta não fica restrita ao mercado financeiro e, rapidamente, começa a pressionar custos em diferentes setores da economia.

Na última terça-feira (12), o petróleo WTI para junho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 4,19% (US$ 4,11), a US$ 102,18 o barril.

Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 3,42% (US$ 3,56), a US$ 107,77 o barril – na máxima do dia, chegou a US$ 108,45.

Leia também: Petróleo sobe 2,78% com impasse entre EUA e Irã e temor sobre oferta global

O que encarece primeiro: combustíveis e transporte

O primeiro impacto aparece nos combustíveis. Gasolina e diesel sobem porque derivam diretamente do barril, o que faz com que qualquer alta internacional seja rapidamente repassada aos preços domésticos, segundo informações do Estadão.

Em seguida, o transporte também fica mais caro. Como o Brasil depende majoritariamente do modal rodoviário, o aumento do diesel pressiona o custo do frete. Esse efeito não fica isolado: ele se espalha ao longo da cadeia de distribuição.

Petróleo em alta e o efeito na economia

Com o transporte mais caro, os alimentos são diretamente impactados. Produtos básicos como grãos, carnes e itens industrializados acabam sofrendo reajustes, já que o custo logístico representa uma parte importante da formação de preço.

Além disso, fertilizantes e insumos agrícolas também acompanham o movimento do petróleo, o que reforça a pressão sobre o setor de alimentos desde a produção até a chegada ao consumidor final.

Inflação entra no radar

Esse encadeamento faz com que a inflação responda, inclusive, mesmo antes do impacto total aparecer nos índices.

Além disso, o aumento dos combustíveis e do transporte tende a antecipar revisões de preços em diferentes setores, o que, por sua vez, eleva as expectativas inflacionárias.

Com isso, o custo de vida começa a subir de forma mais ampla, afetando desde o supermercado até serviços básicos do dia a dia.

Juros mais altos por mais tempo

A inflação mais pressionada também influencia a política monetária. Com a alta do petróleo, o espaço para cortes mais agressivos de juros diminui, já que bancos centrais precisam conter o avanço dos preços.

Na prática, isso significa crédito mais caro, financiamentos mais pesados e menor estímulo ao consumo, um efeito que chega diretamente às famílias e às empresas.

Petróleo e como a economia sente a alta

O petróleo acima de US$ 100 funciona como um gatilho em cadeia: começa no barril, passa pelos combustíveis, encarece o transporte, pressiona os alimentos, afeta a inflação e influencia os juros.

Mesmo quando há expectativa de recuo no longo prazo, parte desses efeitos tende a permanecer por algum tempo, prolongando o impacto no custo de vida e nas decisões econômicas.

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