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Acordo Mercosul-UE pode ampliar competitividade da indústria brasileira

Publicado 01/05/2026 • 17:11 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • Segundo Jackson Campos, 97% dos produtos que chegam à União Europeia com imposto zerado são industrializados.
  • Especialista afirma que parte das importações europeias pode reduzir custos da produção local.
  • Acordo prevê salvaguardas para setores sensíveis e redução gradual de tarifas, com prazos que podem chegar a 30 anos.

O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul entrou em vigor de forma parcial nesta sexta-feira (1º) e pode fortalecer a competitividade da indústria brasileira, afirmou Jackson Campos, diretor de relações institucionais da AGL Cargo.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Campos disse que o tratado abre espaço para maior diversificação de mercados em meio à instabilidade geopolítica e pode ampliar a inserção de produtos brasileiros na União Europeia.

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“No final das contas, o acordo vai ser muito bom para o Brasil, porque nossos produtos já chegam hoje à União Europeia com impostos zerados, e isso será ainda mais forte competitivamente”, afirmou.

Segundo Campos, a percepção de que o agronegócio será o principal beneficiado pelo acordo não reflete toda a composição das exportações brasileiras ao bloco europeu. Ele destacou o peso dos bens industrializados nesse fluxo comercial.

“97% dos produtos que chegam à União Europeia com imposto zerado são industrializados, não são produtos de granel ou do agronegócio”, disse.

Apesar de preocupações com o aumento da concorrência externa, Campos avalia que a indústria brasileira está mais preparada para o novo cenário. Segundo ele, parte dos produtos importados da Europa funciona como insumo para a produção local, o que pode reduzir custos.

“Muitos produtos importados são insumos para a produção local, o que pode até reduzir custos”, afirmou.

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O acordo também prevê mecanismos de proteção para setores considerados sensíveis. De acordo com Campos, tarifas podem ser retomadas temporariamente caso haja prejuízo ao mercado local.

“Se houver prejuízo ao mercado local, tarifas podem ser retomadas temporariamente”, disse.

Para o consumidor, a expectativa é de queda nos preços de itens europeus, como vinhos e azeites. A implementação, no entanto, será gradual, com prazos que podem chegar a 30 anos para a redução total de tarifas.

Com cerca de 720 milhões de consumidores, o novo bloco comercial passa a ter peso relevante nas relações econômicas globais e marca uma nova etapa no comércio entre Brasil, Mercosul e União Europeia.

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